O estranho mundo da Música

O mundo das Artes é bastante bizarro. Mas é no mundo musical que, creio eu, a bizarrice entra em efervescência. A música é uma das Artes mais poderosas que existe, muda formas de pensar, agir, de se vestir, comportamento, e etc. Tanto, que é muito mais fácil ficar gravado nas nossas cabeças o refrão de uma canção do que o trecho de um livro. O mundo do Rock n’ Roll já fora habitado por criaturas bastante curiosas, drogados, encrenqueiros, criativos. A nossa cena do rock nacional já perdeu bastante de sua essência, tendo estampado na capa de CDs rostos bonitos, apenas. A imagem de nossos queridos cabeludos, suados e machos roqueiros foram parar ralo abaixo. Mas isso não é o Apocalipse.
Em tempos atuais, mais poderoso do que o Rock, sem sombra de dúvidas é o Pop, que trouxe consigo artistas muito mais esdrúxulos do que nossos antigos roqueiros. Perderei a conta se for pôr em cima da mesa a quantidade de astros bizarros do Pop, mas, para firmar esse meu pensamento, citarei alguns seres estranhos:

Michael Jackson branco-preto-pseudo-pedófilo.
Britney Spears careca-cabeluda-barraqueira-pseudo-sex-symbol.
Madonna quase-assassinada-por-ex-marido-panela-velha-é-que-faz-comida-boa.

Enfim. Gastaria minha madrugada inteira apontando as criaturas bizarras que habitam/habitaram o mundo Pop. Christina Aguilera, Byoncé, Shakira... Deixei fora muitos nomes que seria ótimo serem citados. Um exemplo-mór de artista bizarro é nossa querida Amy Winehouse que sempre apronta, ou é se drogando ou é fazendo coisas estranhas. Chega até a me parecer que os maiores escândalos que chegam até nós são provenientes desses artistas do pop, que, inconscientemente ou não, fazem de tudo parar ouvir seus nomes nos meios de comunicação. Me dá a impressão de que é quase um estranho prazer aparecer. Não só a música, mas e todas as outras áreas e profissões, parecem necessitar de barraco/vexame para poder ter seu devido espaço da mídia. Fica famoso aquele quem mais apronta na semana, aquele que sempre dá uma bola fora. E o dom? E o talento? Onde ficam? Isso é que me preocupa.

Rainhas/deusas/divas da música vem e vão mensalmente. É como se fossem admitidas e depois desligadas da “empresa” mundial dos famosos, como se necessitassem urgentemente de caras novas para venderem cada vez mais. Quando a Britney Spears não está no auge de sua popularidade, é a Amy Winehouse que aprontou mais alguma, e então, ganha seu espaço. Acabam esquecendo, por vezes, o verdadeiro talento dessas pessoas. Sim, PESSOAS. Às vezes, também, nos esquecemos que os famosos são seres humanos como todos nós, de tanto que os endeusamos, colocando-os em um patamar maior. Tem como imaginar a Madonna cagando? Não. Imaginar o Chris Brown com remela nos olhos? Não. Imaginar a Amy Winehouse com bafo? Sim (mas ela é um caso á parte).

A Lady Gaga surgiu quase que abruptamente. Pulou de trás de uma moita e gritou “Poker Face!”. E todas essas novidades sempre me deixam incrédulo. Não acredito no hype. O mercado fonográfico capitalista e avassalador é muito mais forte do que o talento propriamente dito, tanto que muitos músicos bons não têm seu devido reconhecimento, enquanto que outros, de qualidade inferior, estão estourando nas rádios com hits que servem apenas para nos deixar com dor de cabeça. A Lady Gaga me surpreendeu, em certo quesitos. Possui músicas extremamente dançantes, com letras não tão ruins, com refrãos que levantam defuntos, com um visual totalmente original (e esdrúxulo). Talvez ela (ou os empresários dela) soubera fazer da fama algo original, trazendo para suas músicas um leve gosto retrô, anos oitenta. Mas, como a perfeição não existe e nunca existirá, esta peculiar artista trouxe consigo um cheirinho de “Cheguei, mas logo vou embora”, um odor que a Britney não trouxe consigo, tanto que ela vive aparecendo e desaparecendo da mídia, como sinal de tevê ruim. Essas pessoas como Lady Gaga, Miley Cyrus, Jonas Brothers e Cia. são, pra mim, como fogo na palha.

Mas o importante disso tudo é não nos deixarmos levar por rostos bonitos, nem por opiniões forçadas, nem por essas “ondas” de moda. Sou uma pessoa totalmente sem preconceitos musicais, ouço a David Bowie até Victor & Léo, e consigo me divertir ouvindo ambos. Qual som é melhor? Não sei. Pra mim, na verdade, tanto faz. Música não foi feita para ser classificada de melhor ou pior. Música é desejo, movimento, momento. Não temos que ter vergonha de baixar CDs da Whitney Houston nos dias depressivos e solitários, e não devemos nos envergonhar de bater pezinhos quando começa a tocar Calipso.

O importante é ouvir. Porque é pra isso que a música existe.

E, falando em música,
no meu outro blogue, Tropecei em uma Idéia!, tem a entrevista com uma banda mineira,
chamada "Perereca Moon". Estão todos convidados à conhecer a banda.
http://tropeceiemumaideia.blogspot.com

9 comentários:

Cami... disse...

Muito bacana a crítica!
Apesar dessas ondas, fico feliz de Jonas Brothers e companhia não durem muito. A não ser que eles resolvam arrancar suas aliancinhas e perder a virgindade, daí, fodeu!

Maria disse...

E já diria Friedrich Nietzsche: "Sem música a vida seria um erro". A mídia é cuel, o capitalismo mais ainda, nunca se sabe o que é de verdade, o que é produto. Mas mesmo sem saber, música a gente sente, e cada uma no seu tempo, tem seu valor. Então vamos fazer nossa trilha sonora, o resto é resto!

Beijo meu

Ricardo Valente disse...

E é bem assim mesmo. Que sejam rotulados os artistas, tô nem aí. A maioria gosto de ouvir, mas não ver. Alguns estão ligados aos aspecto estético, tipo ver o clip. Há reis e rainhas para todos.
Gosto de ver Britney, Shakira, Fergie, Rihanna, Beyoncé... Adoro ouvir a Amy, Ne-Yo, Capital Inicial, Maroon 5... As vezes, Martnallia, Ana Carolina e lá vai pedrada.
São todos ÓTIMOS e merecem estar onde estão. Pena o massacre da mídia, mas fazer o quê?
Abração, procê, meu guri!

Thiago Panza Guerson disse...

Mas tem alguns que são chaaaaaaaatos....
hehehehe
abração!

Cisticerco disse...

Concordo plenamente com seu ponto de vista.
Abraços

Alê disse...

Perfeito o post!!!

Beijos

Alê

P.S.: Adorei a parte do panela velha é que faz comida boa.

L. Viana disse...

Mais esquisito que o Dave Gahan quebrando a perna depois de ouvir Bat' Macumba e antes de vir ao Brasil?
Mais esquisito que o Andrew Bird com meias coloridas em um show onde um chapéu voa e quebra a máquina de fazer gelo?
Mais esquisito que a Björk assinar uma participação numa música quando ela bate como a Meg White em um tambor em Gobbledigóok com o Sigur rós?

Não é mole não, rapaz.
Pingüim de cócoras não deixa o ovo escapar.

Sunflower disse...

Cara, detesto a Madonna, meu sonho é esmurrar a cara dela. Como nõ posso, simpatizo instantaneamente com quem o faz.

Maria disse...

Só um P.S.: Meu blog teve um problema e a atualização não está aparecendo no seu blog. Qnd vc tiver um tempinho, muda a url do blog, ta? Agradeço.

Beijo da fã.