<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545</id><updated>2012-02-14T13:03:36.710-08:00</updated><category term='Sociologia'/><category term='Música'/><category term='Séries'/><category term='Twitter'/><category term='grito'/><category term='Conto'/><category term='Cinema'/><category term='Crônica'/><category term='Paródia'/><category term='Início'/><category term='Filosofia'/><category term='Poema'/><category term='Livros'/><category term='Aviso'/><category term='Vídeo'/><category term='Quatro Balas'/><category term='Entrevista'/><category term='Fragmento'/><category term='Diálogos'/><title type='text'>verborragia conveniente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3659181441218270632</id><published>2012-01-02T05:06:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T05:35:54.020-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sFWPOJdO3tc/TwGyqVTC-UI/AAAAAAAABAA/SexU_QSwmxw/s1600/homem.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 280px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693027844314298690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-sFWPOJdO3tc/TwGyqVTC-UI/AAAAAAAABAA/SexU_QSwmxw/s400/homem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NG1F3cZyXhc/TwGtN7vnszI/AAAAAAAAA_0/o89PaDJe9SI/s1600/homem.jpg"&gt;&lt;/a&gt;homem,&lt;br /&gt;nesta força&lt;br /&gt;e nestes músculos,&lt;br /&gt;montanhas,&lt;br /&gt;mármore e prata,&lt;br /&gt;desata os nós&lt;br /&gt;dos panos,&lt;br /&gt;e com encanto&lt;br /&gt;me abriga&lt;br /&gt;na castanheira&lt;br /&gt;dos teus cabelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mordo,&lt;br /&gt;assim, sem medo,&lt;br /&gt;os teus pelos,&lt;br /&gt;o teu peito,&lt;br /&gt;e adentra em mim&lt;br /&gt;esse vulcão -&lt;br /&gt;a erupção&lt;br /&gt;se torna branca&lt;br /&gt;e tão branda&lt;br /&gt;no céu da minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(27/07/2010) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3659181441218270632?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3659181441218270632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3659181441218270632&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3659181441218270632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3659181441218270632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2012/01/homem.html' title='Homem'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sFWPOJdO3tc/TwGyqVTC-UI/AAAAAAAABAA/SexU_QSwmxw/s72-c/homem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4725475307379083203</id><published>2011-12-19T17:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T18:11:25.648-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Aurora Encardida (pt. 3)</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; FLOAT: right; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688025552743504514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Nf-Un29Eoz8/Tu_tGpCfGoI/AAAAAAAAA_o/bjUibtIvH4Q/s400/bar.bmp" /&gt;É claro que sou um renegado quando se trata de relacionamentos. Sou um erro ambulante e solitário. Quando o havia visto, nada de romântico aconteceu. Meu coração não bateu mais forte, nem a música na boate ficou abafada. O mundo não parou. Era apenas ele lá, de boné e largado, dançando desengonçado.&lt;br /&gt;O detalhe mais triste e cruel de tudo é que, à primeira vista, notava-se tratar de um heterossexual, um maldito heterossexual perdido numa boate gay. Eu olhava pra ele, ele olhava pra mim, e nada – nada. Ele dançava, talvez brisado de maconha ou qualquer outra droga, um pouco lerdo.&lt;br /&gt;Se eu tivesse um revólver, teria me matado. Ali mesmo, na frente dele. Um gay que se interessa pelo único hétero de uma balada gay tem que morrer. Não é possível, um castigo divino ou o quê? Não conseguia desgrudar os olhos dele, todo malandro daquele jeito. Já imaginava ele me comendo de tudo quanto que é jeito.&lt;br /&gt;Fiquei indignado comigo mesmo e decidi sair da boate. Não suportaria ter de presenciar aquele cara beijando alguma bissexual louca de cachaça. E ele ali, parado em frente ao balcão, com cara de sono e tudo o mais. Senti vontade de mijar e de sair correndo. De gritar e lascar um soco naquele imbecil. Imbecil por quê? Por que não gostava do mesmo que eu? Eu não tinha o direito de achá-lo um imbecil. Talvez tivesse pensado isso porque eu me considerava um completo imbecil, babando por alguém impossível. Imbecil. Imbecil.&lt;br /&gt;Ouvi o cara pedindo não sei o quê. O tal do Maneco serviu cerveja. O cara do boné nem olhava pros lados. Tinha toda a atenção voltada pro copo. Notei que ele usava uma camisa larga com a estampa do Racionais MC’s. Pelo menos gostava de música boa. Percebi também que a espuma da cerveja pintava de branco o bigodinho dele.&lt;br /&gt;Não sei se Glória percebeu, mas eu deveria estar com um cara de babaca olhando pra ele. Glória entrou sozinha. Estava com uma maquiagem diferente e o cabelo parecia ainda mais desgrenhado. Ainda tinha estilo e elegância em cima dos saltos altos que batucavam no chão de madeira. Ela sorriu pra mim. Acenei. E o cara da boate olhou para Glória e se levantou.&lt;br /&gt;- Ei, olha pra cá.&lt;br /&gt;O cara da boate ajeitou o boné. Ergueu a blusa larga e deixou à mostra um revólver. Glória parou, estupefata. Acho que ela tinha segurado o ar. Olhei pra sua boca pintada e vi aqueles lábios moverem-se, e sua voz rouca dizer o nome do fulano, o nome que não consegui ouvir mas que não tinha importância saber naquele momento.&lt;br /&gt;- Quero que você morra olhando pra mim.&lt;br /&gt;Então o cara tirou o revólver da cintura e atirou. Bam, bam, bam. As pessoas se assustaram com os estrondos. Acho que até mesmo Glória se assustou antes de cair e se remexer no chão. Vi o cara olhar pra mim. Eu já aguardava u&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F878U_oelKc/Tu_swOSQOiI/AAAAAAAAA_c/BInrn_58yo4/s1600/1590872.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; FLOAT: left; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688025167604759074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-F878U_oelKc/Tu_swOSQOiI/AAAAAAAAA_c/BInrn_58yo4/s400/1590872.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;m tiro na minha testa quando ele saiu correndo do bar.&lt;br /&gt;- Socorro, polícia, socorro, pelo amor de Deus, caralho!&lt;br /&gt;O Maneco gritava e chorava. Eu não consegui me erguer da mesa. Minhas pernas tremiam. Eu olhava para o corpo de Glória que se debatia sobre a própria poça de sangue. Parecia uma epiléptica.&lt;br /&gt;Abandonei a minha bebida. Caminhei até Glória estendida e tive vontade de chorar, não sei porquê. Ela não era nada minha.&lt;br /&gt;Saí do boteco. O dia raiava. O sol, lá longe, com preguiça se estendia no horizonte. O cinza de São Paulo impregnava, mesmo com a luz. Cidade adoecida. Voltei pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;FIM&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4725475307379083203?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4725475307379083203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4725475307379083203&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4725475307379083203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4725475307379083203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/12/aurora-encardida-pt-3.html' title='Aurora Encardida (pt. 3)'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Nf-Un29Eoz8/Tu_tGpCfGoI/AAAAAAAAA_o/bjUibtIvH4Q/s72-c/bar.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-566348494675687573</id><published>2011-12-08T04:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T04:32:35.330-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Aurora Encardida (pt. 2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7Pst4_83tn4/TuCtbsmIbuI/AAAAAAAAA_Q/JCr5kPaVHBo/s1600/0002%255B3%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; FLOAT: left; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683733421080735458" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7Pst4_83tn4/TuCtbsmIbuI/AAAAAAAAA_Q/JCr5kPaVHBo/s400/0002%255B3%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ela quase me puxou pra dentro do boteco. Tinha um cheiro danado de cigarro, e mofo também. Havia uns homens de bigode e chapéu. Havia também muitas putas acariciando seus fregueses. Um garçom com cara de derrotado limpava com devoção umas canecas de chopp. Nos sentamos numa mesa ao lado do banheiro masculino. Era um local estratégico, segundo Glória.&lt;br /&gt;- Dá dois martinis, Maneco!&lt;br /&gt;- Eu quero uma cerveja mesmo.&lt;br /&gt;- Então vê uma cerveja e um uísque.&lt;br /&gt;- Ué, você não ia pedir martini?&lt;br /&gt;- Mudei de ideia.&lt;br /&gt;O tal do Maneco chegou com sua cara de derrotado. Despejou em um copo muito limpo o uísque de Glória e depois me serviu a cerveja.&lt;br /&gt;- Vamos brindar?&lt;br /&gt;- Brindar ao que? A quem?&lt;br /&gt;Pensei. Pensei na vida de Glória, com todas as suas pedras e espinhos, comendo diariamente o pão que o diabo amassou. Pensei na minha própria vida e percebi que não se diferenciava muito da dela. Nós dois, ali naquela mesa, não tínhamos nada a brindar. Dois coitados. Dois nadas.&lt;br /&gt;Dei o primeiro gole.&lt;br /&gt;- Ei! A gente nem brindou!&lt;br /&gt;- Não temos o que brindar. Só temos que beber e já era.&lt;br /&gt;Glória fez careta depois de dar uma golada no uísque. Seu copo era pequeno, mas Maneco pareceu ter caprichado na dose. Olhou o lugar de cabo a rabo e ficou mexendo nos cubos de gelo que boiavam, bobos, dentro do copo.&lt;br /&gt;- É assim que se faz.&lt;br /&gt;Prestei atenção em Glória. Fazer o quê? Ela não me olhava, parecia que não queria me mostrar coisa alguma. Continuou com o dedo indicador brincando com o gelo até que tirou-o. enfiou o dedo na boca e ficou o chupando.E&lt;br /&gt;Não demorou quatro minutos para que um homem parasse do lado da nossa mesa. Estava muito bêbado, mas era um homem bem apessoado, até. Tinha os cabelos um pouco bagunçados, a barba por fazer, jaquetão roto.&lt;br /&gt;Glória limpou o dedo num guardanapo. Disse:&lt;br /&gt;- A madrugada tá terminando, menino. Que triste, né?&lt;br /&gt;- Quer prolongar? – perguntou o homem colocando seu copo de cerveja em nossa mesa. Ficou em silêncio, puxou uma cadeira e ficou olhando Glória.&lt;br /&gt;E Glória nada dizia, para meu incômodo. Havia arranjado um freguês, e eu ali, de vela ou sei lá o quê. Olhei pro copo. Na metade. Planejava sair dali, me despedir logo quando terminasse aquele copo.&lt;br /&gt;O homem cochichou alguma coisa ao pé do ouvido de Glória. Ela meneou a cabeça e seus cabelos balançaram. Olhou pra mim, como que pedindo desculpas, e falou:&lt;br /&gt;- Quer me esperar aqui, queridinho? Não sei se vou demorar. É que adorei te conhecer. Fica mais um pouquinho? &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--FARo4mVcBo/TuCtQIfRKTI/AAAAAAAAA_E/gYlXizQk7po/s1600/cara%2Bdo%2Bbrasil.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 301px; FLOAT: right; HEIGHT: 136px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683733222409709874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--FARo4mVcBo/TuCtQIfRKTI/AAAAAAAAA_E/gYlXizQk7po/s400/cara%2Bdo%2Bbrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fiquei. Glória saiu primeiro, o homem foi depois. Saíram como se nunca tivessem se visto na vida. Era sempre daquele jeito. E eu olhando aquela cena, os dois indo, dois estranhos, e depois olhei pro meu copo, e depois olhei pro lugar à minha frente, vazio. Os dois se foram. Não adiantava olhar diversas vezes para trás. Ela demoraria. Quanto?&lt;br /&gt;O tempo escorregava. Olhei para o relógio, quase cinco da manhã. Eu não sentia sono algum. Também não sentia vontade de beber aquela cerveja nem nada. Bebia automaticamente como um robô. Eu me lamentava de ter feito amizade com aquela puta que me deixou sozinho pra chupar. Mas era o ofício dela, eu tinha que entender. Mas naquele momento eu não queria entender nada. Porra nenhuma. Eu só vi quando ele entrou no bar. Ele, o menino da boate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-566348494675687573?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/566348494675687573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=566348494675687573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/566348494675687573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/566348494675687573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/12/aurora-encardida-pt-2.html' title='Aurora Encardida (pt. 2)'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7Pst4_83tn4/TuCtbsmIbuI/AAAAAAAAA_Q/JCr5kPaVHBo/s72-c/0002%255B3%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-8172895692208858729</id><published>2011-12-05T16:35:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T16:48:49.547-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Aurora encardida (pt. 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i4VoHyXs3bA/Tt1mHi4lUtI/AAAAAAAAA-4/nxJhIkngCvk/s1600/prostituicao%255B3%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; FLOAT: left; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682810584620683986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-i4VoHyXs3bA/Tt1mHi4lUtI/AAAAAAAAA-4/nxJhIkngCvk/s400/prostituicao%255B3%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Saí da boate antes que eu pudesse dar um tiro contra minha cabeça. O lugar era pequeno e quente, e a rua era extensa e fria. Algumas pessoas fumavam e riam. Estavam todos bêbados. Enfiei as mãos nos bolsos do casaco e segui meu rumo.&lt;br /&gt;Não me lembrava do nome daquela rua escura. Os poucos postes acesos faziam círculos brancos no chão. Nesses círculos as putas faziam ponto. Um carro de vidros fumê parou por alguns minutos e depois zarpou. Estava chegando perto de um dos feixes de luz quando uma voz rouca me pediu um cigarro.&lt;br /&gt;- Só tenho Derby.&lt;br /&gt;- Cavalo dado não se olha os dentes, queridinho.&lt;br /&gt;Era um travesti muito preto com um cabelo espalhafatoso, com umas mechas alaranjadas. Estendi o cigarro a ele e esperei que desse o primeiro trago. Olhei pro relógio, não era nem quatro da manhã. O metrô estava ainda fechado. Ônibus, poucos. Pra puxar assunto, comentei:&lt;br /&gt;- Difícil a noite, né não?&lt;br /&gt;Eu me referia ao carro que tinha parado e depois se foi. A bicha se ligou e fechou a cara. Entortou os lábios carnudos quando tragou de novo, e respondeu:&lt;br /&gt;- Tão pensando que achei meu cu no lixo, vê se pode! Faço por cinqüenta o serviço completo e ainda reclamam!&lt;br /&gt;Ficou um silêncio entre nós. Eu ficava olhando pra fumaça do cigarro se perder no ar. Vez ou outra o travesti me olhava de soslaio. Perguntou meu nome.&lt;br /&gt;- Hoje eu não tenho nome.&lt;br /&gt;Ele riu, parecia uma hiena. Depois de tomar fôlego remexeu a bolsa. De dentro de uma carteira com folhas avulsas, retirou um baseado amassado.&lt;br /&gt;- Você fuma?&lt;br /&gt;- Me diz primeiro seu nome.&lt;br /&gt;- Ao contrário de você, eu tenho nome, e me chamo Glória – o travesti parou por alguns instantes, ajeitou o baseado como pôde, e continuou: - Por causa da Glória Maria, sabe? Me achavam muito parecida com ela. E então, você fuma?&lt;br /&gt;- Fumo.&lt;br /&gt;Acendeu, e logo aquele cheiro subiu. Glória deu três ou quatro longos tragos e depois me passou o bagulho. Tinha um gosto bom, nem cheiro de amônia tinha. Os olhos do travesti se esbugalharam de tanto prender a fumaça. Tossiu como se fosse vomitar a alma.&lt;br /&gt;- Caralho, mas que caralho! – gritava Glória e depois voltava a tossir.&lt;br /&gt;Prendi a fumaça, mas logo a soltei quando percebi que minha garganta coçava. Tossi, mas pouco, em vista de Glória. Normal. Olhei pra ela e vi seus olhos lacrimejando.&lt;br /&gt;- Vamos descer a Aurora, quem sabe a gente não acha um bar e toma uma cerveja pra molhar a boca, hein?&lt;br /&gt;Achei boa a ideia de Glória. Antes de sair, ela trocou meias palavras com uma mulher loura, mulher de verdade e também da vida, e depois descemos pra Aurora. Continuamos a fumar o baseado, mas tivemos que apagá-lo no meio do caminho quando uma viatura passou devagar.&lt;br /&gt;- Tão fazendo pose, esses viados. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-D7xSoAn2UcE/Tt1lxWiATuI/AAAAAAAAA-s/QznEhujK4BM/s1600/sao_paulo_a_noite_by_rose_marie.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; FLOAT: right; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682810203347635938" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-D7xSoAn2UcE/Tt1lxWiATuI/AAAAAAAAA-s/QznEhujK4BM/s400/sao_paulo_a_noite_by_rose_marie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente gostava dos comentários de Glória. A polícia sumiu da mesma forma que apareceu, e então voltamos a fumar. Paramos em frente a um bar sujo, onde dois travestis conversavam, cheiradíssimos. Fungavam como se atacados por uma rinite medonha. Não notaram nossa presença, nem o cheiro do baseado.&lt;br /&gt;- Eu até poderia pedir pro Maneco por uma mesa aqui fora pra gente, mas é que lá dentro é melhor. Tem música, tem gente, tem homens. Você gosta de homens, pessoa sem nome?&lt;br /&gt;- Gosto. Muito.&lt;br /&gt;- Quem sabe não chupamos alguém? Um bem bonitinho e rico. Corre, bicha. Vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-8172895692208858729?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/8172895692208858729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=8172895692208858729&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8172895692208858729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8172895692208858729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/12/aurora-encardida-pt-1.html' title='Aurora encardida (pt. 1)'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i4VoHyXs3bA/Tt1mHi4lUtI/AAAAAAAAA-4/nxJhIkngCvk/s72-c/prostituicao%255B3%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4413366922361223687</id><published>2011-11-27T07:31:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T07:55:39.861-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A sinfonia dos homens de cinza*</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-umAJQ7siyzs/TtJdaRBlZrI/AAAAAAAAA-g/eiQcfZossSI/s1600/5224.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 285px; FLOAT: right; HEIGHT: 177px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679704785895646898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-umAJQ7siyzs/TtJdaRBlZrI/AAAAAAAAA-g/eiQcfZossSI/s400/5224.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Pela pequena janela do barraco, o menino Vítor viu as luzes vermelhas. Entendeu o motivo de tanta agitação. As velhas deixaram as roupas no varal, as outras crianças não chamaram os cachorros pra dentro de casa, os homens abandonaram os copos de cerveja na mesa do boteco. Era de noite quando as viaturas penetraram a escuridão do morro com violenta rapidez. Vítor viu os homens de cinza e suas metralhadoras de aço, e viu além de suas fardas pesadas o descaso que impregnava suas almas.&lt;br /&gt;Não era preciso estar lá embaixo pra saber do que acontecia. O barulho que rompeu o silêncio não era mais do rap tocando nas vielas. Um ruído que, apesar de rotineiro, Vítor não conseguia se acostumar e não via motivo para estar ali, sendo trilha sonora de sua comunidade. Daquela vez, nem um único grito conseguiu ouvir. Apenas os tiros e nada mais.&lt;br /&gt;Os portões eram trancados, as portas eram batidas, as janelas escancaradas se fecharam. Quatro viaturas subiram uma ladeira e sumiram entre as ruazinhas apertadas. Por um momento, Vítor pensou que tinham ido embora, mas os tiros que não cessaram perpetuaram a certeza de que ainda estavam ali. A polícia era a única presença de vida nas ruas abandonadas. Quem teve medo da morte, já estava dentro de casa.&lt;br /&gt;Vítor não fechou as janelas do seu barraco, pois não teve tempo. Não era a falta de medo da morte ou excesso de coragem. O tiro que derrubou seu corpo foi um tiro perdido, assim como seu corpo que, analisado pela polícia decepcionada por não ter matado bandido, caído dentro da própria casa, era apenas estorvo. O menino conseguiu, antes de fechar os olhos, olhar pra fora da janela o céu escuro. Os tiros cessaram, o silêncio reinou. A favela estava em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*O texto é resultado de uma atividade pra matéria de Jornalismo Interpretativo na universidade onde estudo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4413366922361223687?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4413366922361223687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4413366922361223687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4413366922361223687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4413366922361223687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/11/sinfonia-dos-homens-de-cinza.html' title='A sinfonia dos homens de cinza*'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-umAJQ7siyzs/TtJdaRBlZrI/AAAAAAAAA-g/eiQcfZossSI/s72-c/5224.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-274697011324227107</id><published>2011-11-22T17:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T18:13:54.854-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A falta que você me faz</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Oi, como é que vai? Tá tudo bem? Sabe que estou morrendo de saudades... Não, é sério, não paro de pensar em você, meu bem. Juro por tudo o que há de mais sagrado no universo. Me sinto tão bem em ficar ao seu lado, de passear contigo no seu Porsche pela cidade, de andar de mãos dadas contigo no shopping... Sabia que ainda tenho aquele vestido da Prada que você me deu de aniversário? Oi? Não, não, deixa eu terminar de falar... Eu queria dizer que a gente podia se ver qualquer dia desses, você me pegar aqui em casa, afinal de contas você sabe o endereço, né? Ãhn? O que foi? Você não tem mais o Porsche? Não, meu bem, a gente não pode passear de ônibus e... Você vendeu aquele flat de frente pra praia? Ãhn? Se tem algum problema? Meu amor, você sabe que não ligo pra essas coisas fúteis... Mas é que... Olha... Xiii... A ligação tá ruim! Xiii... Te ligo... Xiii... mais tarde... xiii...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LEKHCD0bcu4/TsxWAgqEeVI/AAAAAAAAA-U/1-6s1GxBr9M/s1600/93X0MMCAJ4GFDKCAZPCLTOCAHX5IK4CAURZNDUCAMPPNZHCAXDOL7LCA31QNY3CASKP7L4CAPC6ETMCAFIYXWRCA4VIGPBCA8NOAO5CA9CIVB7CA291FSFCA0E85VKCA0XRWW2CAPIGVEWCAEHWT41.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 231px; FLOAT: right; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678007796973730130" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-LEKHCD0bcu4/TsxWAgqEeVI/AAAAAAAAA-U/1-6s1GxBr9M/s320/93X0MMCAJ4GFDKCAZPCLTOCAHX5IK4CAURZNDUCAMPPNZHCAXDOL7LCA31QNY3CASKP7L4CAPC6ETMCAFIYXWRCA4VIGPBCA8NOAO5CA9CIVB7CA291FSFCA0E85VKCA0XRWW2CAPIGVEWCAEHWT41.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4QghPvYTTvw/TsxUfk8y7UI/AAAAAAAAA-I/K2_M3uNEeWk/s1600/interesseira.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Xiii...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-274697011324227107?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/274697011324227107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=274697011324227107&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/274697011324227107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/274697011324227107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/11/falta-que-voce-me-faz.html' title='A falta que você me faz'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LEKHCD0bcu4/TsxWAgqEeVI/AAAAAAAAA-U/1-6s1GxBr9M/s72-c/93X0MMCAJ4GFDKCAZPCLTOCAHX5IK4CAURZNDUCAMPPNZHCAXDOL7LCA31QNY3CASKP7L4CAPC6ETMCAFIYXWRCA4VIGPBCA8NOAO5CA9CIVB7CA291FSFCA0E85VKCA0XRWW2CAPIGVEWCAEHWT41.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2379327038772482122</id><published>2011-10-30T16:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T16:15:45.373-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Grito#1</title><content type='html'>Te entrego, tão belas, essas flores de césio 137, fosforescência nas palmas das mãos, nas pontas dos dedos. Te engano com mil encantos de urânio buscando apenas te entreter, enquanto como meu pão e me divirto em meu circo. Erradico os papéis em branco e te dou uma propaganda feita de plutônio pra te fazer comprar. Você compra e depois para de pensar. E depois que parou de pensar, o abismo do vazio se faz decente na elucubração de um egoísmo literário e invisível, escrito à sangue e à ferro nas suas pupilas dilatadas pelo medo que passa na tevê. Você apenas existe porque compra. Se não comprasse, número rabiscado apenas tu seria na caderneta. As flores e os presentes que te dou são bonitos. A festa termina depois que você dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669427764169101394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xhc_hOTg5xE/Tq3ag3sJUFI/AAAAAAAAA98/fu11awKmuVQ/s320/TCNICA%257E1.JPG" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2379327038772482122?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2379327038772482122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2379327038772482122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2379327038772482122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2379327038772482122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/10/grito1.html' title='Grito#1'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Xhc_hOTg5xE/Tq3ag3sJUFI/AAAAAAAAA98/fu11awKmuVQ/s72-c/TCNICA%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-6276030075843687551</id><published>2011-09-27T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T09:20:38.345-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Apatia cidadã</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4oruCvqiB_8/ToH3ujJ3EbI/AAAAAAAAA9o/yUwcmA9G-zk/s1600/ig.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657074986036695474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4oruCvqiB_8/ToH3ujJ3EbI/AAAAAAAAA9o/yUwcmA9G-zk/s200/ig.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;fede essa ignorância&lt;br /&gt;que transborda baldes&lt;br /&gt;de indolência,&lt;br /&gt;a podridão dentro das casas&lt;br /&gt;dentro das camas,&lt;br /&gt;latência dominical&lt;br /&gt;coberta de veludo&lt;br /&gt;- Indecência é não ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;quantos moralismos mais&lt;br /&gt;os leões querem mastigar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lenta é a pedra que rola&lt;br /&gt;contra a fé pequena&lt;br /&gt;que só cabe numa caixa de sapatos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a boca que respinga o fel&lt;br /&gt;morde o silêncio&lt;br /&gt;dos prédios tumulares&lt;br /&gt;na cidade em que&lt;br /&gt;tudo é plástico&lt;br /&gt;e o amor se quece&lt;br /&gt;debaixo de um cobertor&lt;br /&gt;forrado de dinheiro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;vergonha é só máscara,&lt;br /&gt;a verdade não foi pintada&lt;br /&gt;e,&lt;br /&gt;cara,&lt;br /&gt;teu verde e amarelo&lt;br /&gt;não servem mais pra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Set/2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-6276030075843687551?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/6276030075843687551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=6276030075843687551&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6276030075843687551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6276030075843687551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/09/apatia-cidada.html' title='Apatia cidadã'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4oruCvqiB_8/ToH3ujJ3EbI/AAAAAAAAA9o/yUwcmA9G-zk/s72-c/ig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-8829622760008250487</id><published>2011-09-12T19:07:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T19:12:50.987-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Valituskuoro</title><content type='html'>&lt;div&gt;Olha a cidade que grita,&lt;br /&gt;Que se excita com o próprio pecado.&lt;br /&gt;Veja como cintila&lt;br /&gt;Com seus olhos furiosos,&lt;br /&gt;Um egoísmo ilusório&lt;br /&gt;Que não cabe num porta-retrato.&lt;br /&gt;Nas ruas o beco, o abismo;&lt;br /&gt;Um cheiro de flor, um cheiro de morte;&lt;br /&gt;Um pouco de medo e absinto&lt;br /&gt;Pra amenizar a dor do corte.&lt;br /&gt;Um mundo em cada esquina,&lt;br /&gt;Uma Babilônia que arde em fogo,&lt;br /&gt;Encarando a própria sina&lt;br /&gt;De morrer pouco em pouco.&lt;br /&gt;É Afrodite vestida de Iansã&lt;br /&gt;Que dança e balança&lt;br /&gt;No alto do Copan. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UR-vqehzdBg/Tm673nnwAzI/AAAAAAAAA9g/TGGUl2nsPPI/s1600/thumb.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 285px; FLOAT: left; HEIGHT: 112px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651661146599457586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-UR-vqehzdBg/Tm673nnwAzI/AAAAAAAAA9g/TGGUl2nsPPI/s200/thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-8829622760008250487?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/8829622760008250487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=8829622760008250487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8829622760008250487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8829622760008250487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/09/valituskuoro.html' title='Valituskuoro'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UR-vqehzdBg/Tm673nnwAzI/AAAAAAAAA9g/TGGUl2nsPPI/s72-c/thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1149035505093309760</id><published>2011-08-29T19:26:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T19:38:57.562-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Quando Vera conheceu o mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dXBPacWnPYA/TlxMva9ImvI/AAAAAAAAA9Y/99vj-sT2G_A/s1600/masturbation-big.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646472410389060338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-dXBPacWnPYA/TlxMva9ImvI/AAAAAAAAA9Y/99vj-sT2G_A/s200/masturbation-big.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Vera não era entendida da vida, pelo menos não como suas amigas pensavam. Não havia sentido, até aquelas dezoito primaveras, o calor de outro corpo, nem tinha visto nudez alheia. Tinha pudor nas aulas de Ciências quando o professor pedia aos alunos para abrirem os livros no capítulo dos órgãos reprodutores. Aranhas e cobras, só havia visto em ilustrações.&lt;br /&gt;Aquelas ilustrações, portanto, a assustavam. Abria devagar as páginas e, depois de três segundos de olhos abertos, encarava a escuridão das pálpebras. As imagens não saiam de sua cabeça a ponto de imaginar “coisas”.&lt;br /&gt;Às terças-feiras seus pais participavam do bingo comunitário e voltavam após às 22h. Foi em um desses dias, ela bem o lembrava, ocorreu desses pensamentos demoníacos a possuírem por completo. Diante da solidão da casa e o conforto íntimo de seu quarto, Vera puxou para perto de si o livro de Ciências, abriu-o nas páginas proibidas e cobriu-se com o edredom.&lt;br /&gt;Não soube quanto tempo se passou. Não sabia se fez aquilo por dois segundos ou duas horas. O tempo pouco lhe importara naquele momento solene quando tocou-se amorosamente e sentiu a tepidez de seu sexo. Não teve medo das ilustrações, tanto que esfregava as páginas contra a própria face, mordendo e lambendo aqueles órgãos com gosto de papel.&lt;br /&gt;Foi quente. Apesar de suave, surgiu-lhe abrasador. O seu deserto encheu-se d’água, assim como seus olhos, emocionados diante daquela coisa tão bonita. Vera conheceu o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1149035505093309760?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1149035505093309760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1149035505093309760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1149035505093309760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1149035505093309760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/08/quando-vera-conheceu-o-mundo.html' title='Quando Vera conheceu o mundo'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dXBPacWnPYA/TlxMva9ImvI/AAAAAAAAA9Y/99vj-sT2G_A/s72-c/masturbation-big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4449879689404330404</id><published>2011-08-22T09:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T09:15:13.635-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Ele era um vazio ambulante</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wWAIQIDFN1Y/TlKAaKL2PRI/AAAAAAAAA9A/1sz_BwSQ4Bs/s1600/horror_vazio1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643714469947653394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wWAIQIDFN1Y/TlKAaKL2PRI/AAAAAAAAA9A/1sz_BwSQ4Bs/s200/horror_vazio1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Era tarde demais para pensar em si mesmo. Viu-se completamente destruído diante daqueles mil pedaços de espelho, espatifados pelo chão do banheiro. Não teve coragem de chorar por si mesmo e arrepender-se do que era para ser arrependido. Mil coisas se passaram e ele, naquela multidão no trem, esmagado como atum em lata, não notou que o mundo girava. Só ele não percebia o sangue que escorria das palavras que saiam de sua própria boca. Ele era um vazio ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Seus dedos fediam, sua boca fedia e seu cabelo também. Ele parecia fumar o tempo inteiro. Em lugares públicos, tragava um cigarro imaginário, que era para não se sentir tão só. As pessoas não o entendiam porque ele não entendia as pessoas. Melhor: ele não entendia o mundo. Aprendeu a parar de indagar e a mastigar o silêncio nas horas mais amargas. Sua imagem no espelho nada mais era do que uma imagem. Era qualquer outro que não fosse ele. Demorou a entender o que se passava na sola dos pés quando eles sangraram. Não sentiu pisar nos cacos que deixou no chão. Não chorou quando soube que pisava em si mesmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4449879689404330404?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4449879689404330404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4449879689404330404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4449879689404330404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4449879689404330404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/08/ele-era-um-vazio-ambulante.html' title='Ele era um vazio ambulante'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wWAIQIDFN1Y/TlKAaKL2PRI/AAAAAAAAA9A/1sz_BwSQ4Bs/s72-c/horror_vazio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4769779232442219928</id><published>2011-08-13T06:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T06:23:14.114-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Ópera da lua triste</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OUB5tkzHW0s/TkZ6VA8MtiI/AAAAAAAAA8o/UQLOZRuu-Q8/s1600/homem%2Bna%2Bjanela.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 141px; FLOAT: right; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640330084776457762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-OUB5tkzHW0s/TkZ6VA8MtiI/AAAAAAAAA8o/UQLOZRuu-Q8/s200/homem%2Bna%2Bjanela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A lua adoecida cintila lânguida pela janela. É um dia daqueles em que apenas um copo de uísque te entende. Havia ao meu lado, no entanto, aquela figura que cobria seu corpo nu em toalha úmida, o vapor do banho ainda pairado em seu corpo. Era aquele o homem que com o silêncio deixava a lua ainda mais pálida.&lt;br /&gt;Na minha boca havia um gosto amargo. O cigarro amarelava os dedos, apodrecia os meus pulmões e tirava a dor por alguns segundos, a dor de nascença e incurável, esse medo pela vida. A embriaguez dilatava as minhas pupilas, dilatava os meus vasos sanguíneos, dilatava a minha alma. E ele, aquele homem em sua toalha, encarava o vazio da noite como quem não tem outra opção a não ser fazer aquilo.&lt;br /&gt;Eu tinha medo de seus olhos, e descobri, logo depois que ele lançou pela janela a guimba de seu cigarro, que o amargor ou amargura na garganta piorava a cada segundo, aquele gosto de porra que me lançaram na escuridão do céu da boca, e no céu da lua reinava apenas a tristeza, e ele, aquele homem ao meu lado, queria mergulhar nela. Ele sabia que minha dor não tinha cura, e que a vida leva a porra nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4769779232442219928?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4769779232442219928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4769779232442219928&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4769779232442219928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4769779232442219928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/08/opera-da-lua-triste.html' title='Ópera da lua triste'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OUB5tkzHW0s/TkZ6VA8MtiI/AAAAAAAAA8o/UQLOZRuu-Q8/s72-c/homem%2Bna%2Bjanela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3912522329693164661</id><published>2011-08-03T06:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T06:40:12.052-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Dentro de mim</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bhHZqrv3jsE/TjlMx06nGxI/AAAAAAAAA7w/dEflemlIKh8/s1600/CANSEI%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 191px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636620827532663570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bhHZqrv3jsE/TjlMx06nGxI/AAAAAAAAA7w/dEflemlIKh8/s200/CANSEI%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;a G.M.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um monstro. Ele engole minha tranquilidade. Introduz em minhas noites vazias os sonhos esquecidos nas gavetas. Perco-me nas inúmeras vezes que penso naquele no qual me acalentou nas sombras da rua Augusta. Meus pensamentos vagam na direção daquele que com os olhos me dizem o que a boca não consegue falar.&lt;br /&gt;Ele tem na boca a mesma embriaguez que um copo de uísque, e nos olhos as incertezas do peito. A alma à flor da pele aguça o tato e torna todos seus toques singelos. A minha sinceridade na garganta dá ânsia em explodir as verdades que dentro de mim guardo, verdades incertas que dominam minha existência.&lt;br /&gt;Entre tragadas, teus olhares misturados à fumaça do cigarro me empurram para a perdição. Suas mãos aquecem os meus dedos gelados pelo copo de cerveja. Teu riso é álcool que me embriaga, que me queima e atiça, é a verdade e caminho que procuro rumar, é o silêncio que responde que o dia começará a raiar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3912522329693164661?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3912522329693164661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3912522329693164661&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3912522329693164661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3912522329693164661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/08/dentro-de-mim.html' title='Dentro de mim'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bhHZqrv3jsE/TjlMx06nGxI/AAAAAAAAA7w/dEflemlIKh8/s72-c/CANSEI%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-904503779121425286</id><published>2011-07-21T16:24:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T16:33:14.428-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Putas palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8q3p0xkJPHE/Tii3E72Sy_I/AAAAAAAAA7I/Ymyh9HhcwQU/s1600/Cidadania%2BPutas.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631952629439581170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-8q3p0xkJPHE/Tii3E72Sy_I/AAAAAAAAA7I/Ymyh9HhcwQU/s200/Cidadania%2BPutas.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;As pessoas que com nada se importam são aquelas que viverão por mais tempo. É uma droga escrever no computador, porque nunca consigo me concentrar. Eu me importo. Com alguma coisa, mas me importo. Talvez eu me importe com toda essa merda que me joga a internet, todo esse lixo que milhões vasculham à procura de alguma coisa.&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, somos todos uns carentes. Ninguém se contenta mais com um sorriso. E-mails e scraps e posts e toda essa parafernália cibernética me arrancam do mundo. Me dão uma injeção de morfina na massa encefálica. E depois dizem que maconha é droga.&lt;br /&gt;O que me persegue é a inquietude, essa sombra que habita dentro de mim e que não consegue me largar, como sombra em dia ensolarado, que me acompanha em silêncio e me entende por completo. Essa inquietude é como o pinto que come meu cu numa mistura de dor e êxtase. Não é como um e-mail que pode ser excluído da caixa de spam.&lt;br /&gt;Escrever é tão frustrante quanto gozar. No começo, vem aquela coisa quente, a vontade repentina de botar em algum papel as mágoas ou alegrias. Aí vem o ápice, o gozo, a vontade de morrer em cada palavra escrita com voracidade, o soluço pungente que precede o esporro. Depois o fim e o nojo diante daquele líquido viscoso e mal cheiroso que sai do corpo, a vergonha e a derrota, o final do prazer e o começo do tédio e da solidão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-904503779121425286?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/904503779121425286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=904503779121425286&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/904503779121425286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/904503779121425286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/07/putas-palavras.html' title='Putas palavras'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8q3p0xkJPHE/Tii3E72Sy_I/AAAAAAAAA7I/Ymyh9HhcwQU/s72-c/Cidadania%2BPutas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2011148788106340893</id><published>2011-07-19T16:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T17:06:03.158-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Unhas Vermelhas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons”.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m59nCHUm6ac/TiYb1GwaiJI/AAAAAAAAA7A/0-KUzrcHvCg/s1600/505_CA967162-B341-4FEB-88DD-FECB0766BF67%2524%2524738d42d9-134c-4fbe-a85a-da00e83fdc20%2524%252467f3c09a-e214-4ef4-a9d9-b7a83098f12d%2524%2524img_carrouselTopHomepage%2524%2524pt%2524%25241.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631218983234078866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-m59nCHUm6ac/TiYb1GwaiJI/AAAAAAAAA7A/0-KUzrcHvCg/s200/505_CA967162-B341-4FEB-88DD-FECB0766BF67%2524%2524738d42d9-134c-4fbe-a85a-da00e83fdc20%2524%252467f3c09a-e214-4ef4-a9d9-b7a83098f12d%2524%2524img_carrouselTopHomepage%2524%2524pt%2524%25241.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Os carros se enfileiraram em frente à Rua Gaspar Vitorino, mergulhada pela luz alaranjada das seis da tarde. Clarice ainda teve tempo de retocar a maquiagem dentro do automóvel antes de entrar na gigantesca residência, que se estendia imponente com suas pilastras grudadas às heras. Uma velha senhora, de mais ou menos setenta anos de idade, chorava em frente ao portão de entrada da casa, limpando com cuidado as lágrimas que lhe caíam pelas bochechas flácidas.&lt;br /&gt;- Meu marido morreu, senhora! – balbuciava a mulher, tentando enterrar o corpo frágil nos braços de Clarice, que se esquivara do abraço, limpando a poeira sobre os ombros.&lt;br /&gt;- Se a senhora ficar me abraçando não tem como te ajudar. Por acaso tenho cara de psicóloga? Sou uma detetive renomada.&lt;br /&gt;A detetive entrara na residência acompanhada de alguns policiais, que explicavam o que havia ocorrido no lugar. Segundo eles, o senhor Hildebrando de Assis havia sido encontrado morto à beira da piscina do casarão, e o corpo ainda não havia sido retirado do local para que pudessem fazer mais algumas análises sobre o ocorrido. Passaram por uma cozinha equipada com eletrodomésticos de alta tecnologia, até chegarem à um extenso quintal rodeado por cercas-vivas.&lt;br /&gt;Clarice aproximou-se da beirada da piscina, agachando-se sobre um corpo caído. A água da piscina estava levemente avermelhada pelo sangue que escorrera do corpo estendido de braços e pernas abertas. O crânio fortemente fraturado exibia parte do cérebro, e alguns pedaços de massa encefálica podiam ser vistos espalhados pelo chão, junto a fios de cabelos brancos, provenientes do morto.&lt;br /&gt;- Quantas pessoas moram na residência? – perguntou a detetive, olhando-se em um pequeno espelho que carregava na palma da mão.&lt;br /&gt;- Quatro, senhora – respondeu um dos policiais, alto e magro – A senhora Clotilde Assis, o falecido senhor Hildebrando, a empregada Rebeca Monteiro de Lurdes e a garota Luísa, neta do casal. O crime ocorreu entre o meio-dia.&lt;br /&gt;Clarice aproximou os olhos ainda mais do corpo, visualizando arranhaduras no ombro do cadáver, que possuía entre seus sessenta e setenta anos de idade. Ela vestiu as mãos com luvas de látex, tocando levemente a pele enrugada do morto. Após alguns instantes, ergueu-se, ajeitando o vestido florido, e pediu para que pudesse conversar com os moradores da casa.&lt;br /&gt;Ela sentou-se em um luxuoso sofá de veludo, cruzou as pernas e ficou à espera da primeira pessoa que seria interrogada, pedindo um suco de maracujá. A velha Clotilde sentou-se à sua frente, ainda aos prantos. Clarice havia perguntado à mulher aonde havia estado no horário do acontecimento, onde obteve como resposta alguns soluços de choro. Irritada, Clarice deu alguns goles no suco de maracujá recentemente feito, sentindo a garganta seca.&lt;br /&gt;- Eu estava no SPA. Hoje é aniversário dele, e queria estar linda para o meu marido. E quando cheguei em casa... O encontrei morto! – Clotilde enfiou o rosto cheio de rugas no lenço de seda que carregava nas mãos, caindo logo em seguida no chão, em um desmaio.&lt;br /&gt;- Ficar linda? Difícil... – murmurou a detetive, pedindo em seguida para que os médicos levassem a velha desmaiada.&lt;br /&gt;A segunda pessoa a ser interrogada fora a empregada, Rebeca, que trazia nos olhos vermelhos imensa tristeza. Provavelmente, beirava aos trinta anos. As mãos trêmulas estavam presas à um terço, no qual rezava baixinho à cada intervalo silencioso das perguntas feitas.&lt;br /&gt;- Eu havia saído ao supermercado, comprar beterraba e carne moída para o senhor Assis, porque ele havia pedido. Cheguei aqui mais ou menos umas... umas treze horas da tarde. A casa nunca fica silenciosa. Eu estranhei. Então me lembrei que hoje é dia de limpar a piscina, então... Eu vi o corpo do senhor Hildebrando lá, cheio de sangue. Misericórdia!&lt;br /&gt;Clarice pedira mais uma rodada de suco de maracujá, enquanto dispensava a empregada religiosa. Lembrou-se de Luísa, a neta do casal, e pediu para que a menina também fosse interrogada. A detetive ainda dera algumas olhadelas nas portas e em todas as janelas da casa, e vira que nenhuma possuía sinal de arrombamento. O policial alto e magro acompanhou Clarice até o andar de cima, onde a garota estava trancada em seu quarto.&lt;br /&gt;Enquanto os policiais esmurravam a porta, a detetive olhava aquela cena com certa repulsa. Afastou da porta os três homens, informando-lhes que não era daquela maneira que uma menina era tratada. Após alguma insistência, uma garota, entre seus doze e catorze anos, abrira a porta do seu quarto, deixando entrar Clarice no recinto. A detetive avistou dezenas de bichos de pelúcia enfileirados em dezenas de estantes nas paredes cor-de-rosa, alguns pôsteres de modelos bonitos, um computador e uma tevê de vinte e nove polegadas. Depois de abrir a porta, a garota de fartos cabelos ruivos sentou-se de pernas cruzadas em sua cama de edredom listrado, e abriu um livro de capa amarela.&lt;br /&gt;- Quero te fazer algumas perguntas – informou Clarice, sentando-se na cama, ao lado da menina, que continuava impassível, sem interromper à sua leitura – Seu nome é Luísa, não é? Quantos anos você tem?&lt;br /&gt;- Treze.&lt;br /&gt;Clarice ergueu-se da cama, e lentamente se pôs a olhar todos os cantos do recinto. Como se acostumada ao local, abria as portas dos guarda-roupas, fechava, e depois os tornava a abrir. Remexia com desdém o cabelo de algumas bonecas cobertas de uma fina camada de poeira, deslizava os dedos sobre alguns livros e filmes caídos no chão.&lt;br /&gt;- Suas unhas vermelhas são tão bonitas. Ficaram ótimas nos ombros do teu avô – disse a detetive, retirando de um baú de brinquedos um velho martelo ao lado de uma caixa de bombons. A arma estava empapada de sangue e tinha enroscada em si alguns fios de cabelo branco e massa encefálica – Você vai ficar uma bonequinha linda na prisão, Luísa. Linda mesmo.&lt;br /&gt;Luísa lançou-lhe um sorriso. Erguendo-se lentamente da cama, depositou o livro debaixo do travesseiro fofo, aproximando-se da janela aberta do quarto. Clarice viu a garota ajeitar os fartos cabelos ruivos e limpar algumas lágrimas das bochechas sardentas. Ela pousou as alvas mãos sobre o parapeito da janela, olhando Clarice com um profundo sorriso de alívio.&lt;br /&gt;- Eu estava cansada demais para continuar satisfazendo os prazeres do vovô. Eu tinha que fazer alguma coisa, me entenda.&lt;br /&gt;A detetive correu até ela, teve tempo apenas de ver Luísa lançar o próprio corpo contra a janela. Clarice olhou para baixo, vendo o corpo da menina estendido no chão rodeado por poças de sangue. Olhou ainda o baú de brinquedos, dando-se conta naquele exato instante o porquê da poeira nos brinquedos da garota. Ela não brincava mais porque não havia motivos para brincar. Clarice apanhou um doce na caixa de bombons e enfiou-o na boca, saindo logo em seguida do quarto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2011148788106340893?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2011148788106340893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2011148788106340893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2011148788106340893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2011148788106340893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/07/unhas-vermelhas.html' title='Unhas Vermelhas'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-m59nCHUm6ac/TiYb1GwaiJI/AAAAAAAAA7A/0-KUzrcHvCg/s72-c/505_CA967162-B341-4FEB-88DD-FECB0766BF67%2524%2524738d42d9-134c-4fbe-a85a-da00e83fdc20%2524%252467f3c09a-e214-4ef4-a9d9-b7a83098f12d%2524%2524img_carrouselTopHomepage%2524%2524pt%2524%25241.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3599211129753201668</id><published>2011-07-11T09:15:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T09:31:58.293-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Zombio, de Petter Baiestorf (1999)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2aeFlH7lczE/Thsi33NJvuI/AAAAAAAAA64/2sBtPZKE0Ao/s1600/Zombio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 115px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628130502436830946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2aeFlH7lczE/Thsi33NJvuI/AAAAAAAAA64/2sBtPZKE0Ao/s200/Zombio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cinema possui diversas vertentes, e uma delas é conhecida por diversas denominações, tais como: cinema B, cinema thrash, cinema marginal, cinema de garagem, e etc. Essa vertente se destaca por desenvolver seus trabalhos com paupérrimo ou nulo orçamento, o que faz com que eles possuam características bastante específicas em relação ao cinema hollywoodiano, por exemplo. Câmeras tremidas, atuações forçadas, maquiagem precária e distribuição complicada são apenas uma das marcas que estruturam o cinema B.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Dq7vXHyuM6U/Thsip7DU3hI/AAAAAAAAA6w/BMaTtGME8uU/s1600/untitled2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 125px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628130262951190034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Dq7vXHyuM6U/Thsip7DU3hI/AAAAAAAAA6w/BMaTtGME8uU/s200/untitled2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Aqui no Brasil, o cinema marginal ganhou seu espaço através de produções feitas por nomes como de José Mojica Marins, Chico Cavalcante, Carlos Reichenbach, entre outros. Foram eles que possibilitaram enriquecer a cultura brasileira com as chanchadas, pornochanchadas e outras produções &lt;em&gt;exploitation&lt;/em&gt;. Em relação aos filmes de terror, o nosso país possui grandes representantes que – muitas vezes ou quase sempre – não possuem seus trabalhos devidamente reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das figuras que tomei conhecimento, e que continuam alimentando o cinema B com trabalhos corajosos, é &lt;strong&gt;Petter Baiestorf&lt;/strong&gt;. O catarinense começou a gravar suas películas no início dos anos 90, onde começou a ser reconhecido pelo mundo. É em 1999 que filma “Zombio”, trabalho que discutirei logo a seguir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;em&gt;Cuidado, tem SPOILERS&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aparentemente, o enredo surge bastante escasso de criatividade. É no decorrer dos pouco mais de 40 minutos que a história começa a ter – ainda que um pouco – certo sentido que torna a ser perdido nos minutos finais. A história tem por si um casal, Euclides (Coffin Souza) e sua namorada (Denise V), que decidem passar um fim de semana numa “ilha deserta” (o que é, na verdade, um rio cujas margens dão certa impressão de oásis), e para isso devem alugar um barco, que é conseguido por Gaúcho (Jorge Timm), um glutão que gosta de se divertir com a desgraça alheia, fato confirmado quando a mulher escorrega à beira do rio e cai de bunda no chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela reclama do frio, mas decide nadar, mas antes troca carícias eróticas com seu namorado, com direito a mostrar os seios e deixá-lo muito louco. Nadam, então, e depois Euclides busca cerveja para ambos. A partir daí, mais duas histórias surgem e fazem com que o sentido de tudo seja perdido. Primeiramente, uma estranha bruxa (Rose de Andrade) trajando curtíssimo vestido e capa a là Zé do Caixão, brota das entranhas da floresta e com sua magia levanta os mortos. Uma das melhores cenas é quando os zumbis se erguem da terra, lembrando Zombie 2, do mestre italiano Lucio Fulci. Seria uma referência – que apenas nós, fãs dos filmes de terror pastelão – no qual Baiestorf se utilizou para homenagear o diretor? Este questionamento é respondido no final de Zombio. &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628129972941838946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zwWrN8kH_hk/ThsiZCrtWmI/AAAAAAAAA6o/Zdx3SR3tia4/s200/t.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, um aparente homem (Coffin Souza, em seu segundo papel no filme) vestido de velhinha (com vestido, lenço e tudo o mais), carrega nas costas uma mulher loira (Cláudia de Sordi). À princípio, o espectador não entende o que cargas d’água aquele marmanjo está vestido de mulher e porque seqüestrou aquela pessoa. Teria ele tara por roupas femininas? Estaria ele se disfarçando? Bom, Petter não responde a esta pergunta, deixando brecha para nossa imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto a se apresentado é como Baiestorf cria uma própria característica para a mordida de seus zumbis: quando Euclides é mordido, o rapaz comenta com a namorada que está “alucinado”, chegando até a dizer “Parece que cheirei coca!”. O personagem tem uma reação bastante diferente do que é apresentado em outros filmes de zumbi, como por exemplo, convulsões e hemorragia. A mordida do zumbi é como uma droga que vicia tanto Euclides, a ponto de deixar-se morder outra vez, apenas dar continuidade àquela sua “alucinação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo se desenrola e alguns pontos, até mesmo conturbados, são esclarecidos. Descobrimos, por exemplo, que o psicótico vestido de velhinha nada mais quer do que brincar sexualmente com a mulher loira, que acaba escapando e tem fim trágico não nas mãos dos mortos, mas sim nas dos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um final interrogatório e niilista, com direito a bruxa se transformando numa espécie de criatura alienígena que parte para lugar desconhecido de mãos dadas com o agora zumbificado Euclides, Zombio nos diz muito mais do que procuramos saber: não precisa ter sentido, apenas FAÇA. Zombio é a coragem de dar continuidade ao cinema de horror, que é tão esquecido em nosso país pouco culto e mergulhado em gostos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FlWJh52qu0E/ThsiBdo-J6I/AAAAAAAAA6g/7d52Q81-q-I/s1600/3.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 124px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628129567861254050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-FlWJh52qu0E/ThsiBdo-J6I/AAAAAAAAA6g/7d52Q81-q-I/s200/3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Esse trabalho de Petter Baiestorf é, sem sombra de dúvidas, bastante caseiro, principalmente para aquelas pessoas acostumadas com remakes americanizados. Porém, a fotografia é bastante explorada, e a câmera esbanja ângulos criativos, muitas vezes até belos. A trilha sonora, composta por rock n’ roll da pesada, é um prato cheio para quem gosta de música barulhenta, ótima combinação para filmes gore, como os de Fulci. E, falando nele... Petter dedicou Zombio ao cineasta italiano, que havia falecido alguns anos antes, em 1996. E, nada melhorar para homenageá-lo do que um filme de zumbis, não é mesmo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3599211129753201668?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3599211129753201668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3599211129753201668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3599211129753201668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3599211129753201668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/07/zombio-de-petter-baiestorf-1999.html' title='Zombio, de Petter Baiestorf (1999)'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2aeFlH7lczE/Thsi33NJvuI/AAAAAAAAA64/2sBtPZKE0Ao/s72-c/Zombio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-5402195414226785793</id><published>2011-06-14T09:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T09:58:47.192-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Escusa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NxgEOJhz7Xo/TfeSmgkRq2I/AAAAAAAAA5o/mKaqlTNajfk/s1600/3d72a3ba673b3e8bc690ad92b894ab3a_media.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 283px; FLOAT: right; HEIGHT: 182px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618120250442754914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NxgEOJhz7Xo/TfeSmgkRq2I/AAAAAAAAA5o/mKaqlTNajfk/s200/3d72a3ba673b3e8bc690ad92b894ab3a_media.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em minhas mãos escorre&lt;br /&gt;O sangue das feridas que abri&lt;br /&gt;Com a minha falta de piedade&lt;br /&gt;Comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O corpo que se esconde&lt;br /&gt;Nas trevas do passado&lt;br /&gt;Agora se desfaz por completo&lt;br /&gt;Numa silhueta tenaz&lt;br /&gt;A pedir perdão a própria alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Revogar a melancolia&lt;br /&gt;Já não é caminho correto;&lt;br /&gt;O esperto é aquele&lt;br /&gt;Que vê a vida sem nada&lt;br /&gt;Pedir algo em troca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Já não escondo mais&lt;br /&gt;O ventre em que habitei&lt;br /&gt;Por nove meses,&lt;br /&gt;Sorvendo o sangue e os fluídos&lt;br /&gt;Que agora são parte&lt;br /&gt;Desta estrutura corpórea&lt;br /&gt;A que chamam de corpo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Este meu pedaço de carne&lt;br /&gt;Vaga pela solidão mais íntima&lt;br /&gt;E repousa na montanha de ilusões&lt;br /&gt;Que lhe couberam as mágoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-5402195414226785793?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/5402195414226785793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=5402195414226785793&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/5402195414226785793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/5402195414226785793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/06/escusa.html' title='Escusa'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NxgEOJhz7Xo/TfeSmgkRq2I/AAAAAAAAA5o/mKaqlTNajfk/s72-c/3d72a3ba673b3e8bc690ad92b894ab3a_media.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-8219443571636846913</id><published>2011-04-19T04:35:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T04:47:16.429-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Níquel</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NrIXwa5ITHU/Ta114ouEG6I/AAAAAAAAA48/6mpD_Jzr618/s1600/meretriz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597259527755144098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-NrIXwa5ITHU/Ta114ouEG6I/AAAAAAAAA48/6mpD_Jzr618/s200/meretriz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Estátuas vivas nas ruas,&lt;br /&gt;inertes na espera&lt;br /&gt;de um níquel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mármore das faces pintadas&lt;br /&gt;ilumina a cidade&lt;br /&gt;como um outdoor obsceno,&lt;br /&gt;e encaram os homens em fila&lt;br /&gt;a esperar dez minutos&lt;br /&gt;por um pouco de fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São gueixas, essas mulheres,&lt;br /&gt;pálidas como a neve&lt;br /&gt;inexistente no calor&lt;br /&gt;de um par de corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocultam-se no próprio silêncio&lt;br /&gt;e gritam apenas quando&lt;br /&gt;as pernas se abrem,&lt;br /&gt;mostrando a caverna&lt;br /&gt;em que estranhos&lt;br /&gt;desejam se abrigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há rostos e nem nomes,&lt;br /&gt;apenas o sussurro&lt;br /&gt;se faz canto&lt;br /&gt;em um fugaz segundo&lt;br /&gt;que voa como pássaro&lt;br /&gt;na pequenez da própria gaiola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão alheia&lt;br /&gt;pede passagem&lt;br /&gt;na solidão das ruas,&lt;br /&gt;e contempla-se, somente,&lt;br /&gt;a carne já usada&lt;br /&gt;- Afinal, são estátuas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca não é capaz&lt;br /&gt;de dizer o que no peito&lt;br /&gt;se esconde com amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um níquel por uma noite&lt;br /&gt;e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(23/03/11)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-8219443571636846913?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/8219443571636846913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=8219443571636846913&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8219443571636846913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8219443571636846913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/04/niquel.html' title='Níquel'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NrIXwa5ITHU/Ta114ouEG6I/AAAAAAAAA48/6mpD_Jzr618/s72-c/meretriz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-8321094231078307416</id><published>2011-03-22T18:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T18:31:07.913-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poeminha safado</title><content type='html'>de quatro&lt;br /&gt;no quarto&lt;br /&gt;só à dois,&lt;br /&gt;o pênis que incha  &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cW9U76ZrMUI/TYlMaeXsQwI/AAAAAAAAA4c/mJbvsrSpW3c/s1600/erotic.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587080830442554114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-cW9U76ZrMUI/TYlMaeXsQwI/AAAAAAAAA4c/mJbvsrSpW3c/s200/erotic.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e ferve,&lt;br /&gt;entra na escuridão&lt;br /&gt;de qualquer orifício&lt;br /&gt;e lava o corpo&lt;br /&gt;com a mais amarga&lt;br /&gt;das porras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a pele se desfaz&lt;br /&gt;e os lábios&lt;br /&gt;encontram a eternidade&lt;br /&gt;na tepidez&lt;br /&gt;de bocas alheias&lt;br /&gt;e assim&lt;br /&gt;o mundo para&lt;br /&gt;e a cama desaba&lt;br /&gt;na própria existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-8321094231078307416?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/8321094231078307416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=8321094231078307416&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8321094231078307416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8321094231078307416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/03/poeminha-safado.html' title='Poeminha safado'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cW9U76ZrMUI/TYlMaeXsQwI/AAAAAAAAA4c/mJbvsrSpW3c/s72-c/erotic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2760979552838986616</id><published>2011-03-17T18:45:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T19:04:06.373-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Foi um sábado longo</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585233454112737250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hLefG2zzJZY/TYK8PBQEh-I/AAAAAAAAA4E/BxhbASYHP28/s200/onibus.jpg" /&gt;Tarde quente. Os mosquitos picavam, alvoroçados.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria Cleusa, parada no ponto de ônibus, esperava impaciente voltar para sua casa. Trabalhar aos sábados não era fácil, tinha de sustentar dois filhos pequenos de pai indefinido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando não havia mais o que roer das unhas, deixou descansar o corpo nos degraus da entrada de um cabelereiro. Foi quando, enfim, ao longe vinha o automóvel, resmungando como um velho decrépito. Ela saltou dos degraus em direção ao ônibus. Mesmo estendendo burlescamente os braços, o motorista pareceu não a ter visto e seguiu viagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria Cleusa berrou impropérios e palavrões. Xingou tanto que não teve oportunidade de ver o mesmo ônibus passando novamente em sua frente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um sábado longo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2760979552838986616?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2760979552838986616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2760979552838986616&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2760979552838986616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2760979552838986616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/03/foi-um-sabado-longo.html' title='Foi um sábado longo'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hLefG2zzJZY/TYK8PBQEh-I/AAAAAAAAA4E/BxhbASYHP28/s72-c/onibus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4909449905584556100</id><published>2011-03-11T06:19:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T06:33:52.012-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Confissões</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HEcApK0wBjo/TXoyg1sRlTI/AAAAAAAAA30/rUpSYGD-zn8/s1600/imagesCAFCAD5H.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 85px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582830227829134642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HEcApK0wBjo/TXoyg1sRlTI/AAAAAAAAA30/rUpSYGD-zn8/s200/imagesCAFCAD5H.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada um cobre os seus buracos como acha melhor - buracos feitos por mágoas e angústias, que, mesmo com o tempo, não conseguiram cicatrizar. É duro pensar que a vida é uma sucessão de desafios que podem acabar em qualquer resultado, seja bom ou ruim. Penso em minhas válvulas de escape que permitiram-me engolir um pouco as mágoas, mas não esquecê-las por completo. Sinto em mim um peso de angústias que, no decorrer dos anos, se tornaram um fardo no qual cheguei a pensar que era para sempre. Parece que não estou aqui; talvez outro lugar bem longe tenha me abrigado, e eu não me dei conta do mundo externo. O aconchego do meu próprio universo é tão grande que às vezes chego a pensar que seria um ótimo lugar para deixar-me levar durante os anos. Mas sei, mais do que tudo, que vivo uma fantasia que entrete minha mente corrída de tristezas que ainda não consigo esquecer. Temo que me falte palavras para expressar o que sinto e o que sou - é nas linhas que me encontro e as páginas em branco me pedem cada vez mais para escrever e escrever, vomitar o lado negro de mim mesmo para que o paraíso (ou o que sobrou dele) seja visto pelos meus olhos cansados de chorar. Não me peço mais paciência e não acredito nas horas que insistem em derrubar todo um castelo de areia construído com grãos de experiência adquiridos ao longo da minha vida. O que quero não é aparecer ou promover uma imagem; meu maior desejo é que a minha vida não seja uma página em branco.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;(08/02/11)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4909449905584556100?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4909449905584556100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4909449905584556100&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4909449905584556100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4909449905584556100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/03/confissoes.html' title='Confissões'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HEcApK0wBjo/TXoyg1sRlTI/AAAAAAAAA30/rUpSYGD-zn8/s72-c/imagesCAFCAD5H.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-8257944866866463196</id><published>2011-03-06T15:11:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T15:19:23.105-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>No silêncio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CzkgnH_1v5Q/TXQWZbgS1YI/AAAAAAAAA3c/j_nwQGI1wvQ/s1600/carne-tremula.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; DISPLAY: block; HEIGHT: 108px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581110464354637186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-CzkgnH_1v5Q/TXQWZbgS1YI/AAAAAAAAA3c/j_nwQGI1wvQ/s200/carne-tremula.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O suspiro se prolongou em um sussurro profundo, e a pele molhada de fluídos perpetuou aquelas poucas horas mergulhadas no escuro do quarto.&lt;br /&gt;No silêncio se encontraram os dois, tão trêmulos quanto as cortinas da janela aberta, e se resignaram a contemplar o teto que parecia girar.&lt;br /&gt;Não sabiam, mas haviam acabado de construir a mais bela obra de arte de suas vidas, na quietude e no gosto amargo cravado na garganta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-8257944866866463196?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/8257944866866463196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=8257944866866463196&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8257944866866463196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/8257944866866463196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/03/no-silencio.html' title='No silêncio'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CzkgnH_1v5Q/TXQWZbgS1YI/AAAAAAAAA3c/j_nwQGI1wvQ/s72-c/carne-tremula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2123756771156883933</id><published>2011-02-22T16:54:00.000-08:00</published><updated>2011-02-22T17:03:34.604-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Questionário</title><content type='html'>No terceiro copo de café, cai a sensação em mim de uma tempestade interminável, no qual tento de encontrar, mas apenas vejo espelhos. &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576684284378458914" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-CfZAHqj7btQ/TWRcz2LhqyI/AAAAAAAAA3M/ScLtY90CEgc/s200/OQAAANVPfq1LiQV7AAB-ju53sAZjzFSRrHCuQxcof2NMHzYQAzF1XCajm5I-GvMZCn_qrWkSzsH8bS0Yx3kKDzB6sB4Am1T1UL2kiKA4pY5Q0uTLd701Xqz1dRNf.jpg" /&gt;Em teu beijo amargo encontrei respostas que um dia pensei não existirem - mas as perguntas, buracos negros dentro de mim, impedem que qualquer caminho seja traçado pelos meus pés descalços.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2123756771156883933?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2123756771156883933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2123756771156883933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2123756771156883933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2123756771156883933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/02/questionario.html' title='Questionário'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CfZAHqj7btQ/TWRcz2LhqyI/AAAAAAAAA3M/ScLtY90CEgc/s72-c/OQAAANVPfq1LiQV7AAB-ju53sAZjzFSRrHCuQxcof2NMHzYQAzF1XCajm5I-GvMZCn_qrWkSzsH8bS0Yx3kKDzB6sB4Am1T1UL2kiKA4pY5Q0uTLd701Xqz1dRNf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-6935401238675150554</id><published>2011-02-03T03:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T03:43:57.789-08:00</updated><title type='text'>O aquariano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TUqUeKv7rvI/AAAAAAAAA2M/rMgmWZAS1lI/s1600/aqu.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 157px; DISPLAY: block; HEIGHT: 177px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569427135199424242" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TUqUeKv7rvI/AAAAAAAAA2M/rMgmWZAS1lI/s200/aqu.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O aquariano é um bicho esquisito, desses que não se vê em qualquer lugar. Não é à toa que a maioria os acham malucos, um tanto excêntricos. Mas se viver é uma loucura, então é verdade: os aquarianos são muito loucos.&lt;br /&gt;O aquariano é como um pássaro que não vive sem liberdade, e se não a tem, dá um jeito de sair da gaiola. Prisão é uma palavra que não combina com ele.&lt;br /&gt;O aquariano, pode-se dizer, gosta de aprender. É curioso por demais, mas não por ser mexeriqueiro: cada grão de conhecimento serve de alimento pra sua mente insaciável. Cada coisa aprendida é como um troféu digno de ser colocado em um pedestal.&lt;br /&gt;O aquariano é naturalmente sociável, e não demora a se apegar a alguma pessoa. Mas, assim que a esquece, às vezes a esquece de vez. Quase sempre pacífico, quando pisam no seu calo não hesita em explodir. Isso porque o aquariano, por si só, é deveras impulsivo como um vulcão que pode entrar em erupção à qualquer instante.&lt;br /&gt;São muito inteligentes e, por este motivo, são muito originais. Não demora a inventar coisas e pisar em sonhos metafísicos lacanianos. E o que não se pode negar é que todo aquariano quer se destacar como um vagalume na escuridão – apesar disso, é muito solitário mesmo na companhia dos melhores amigos.&lt;br /&gt;Cabeça aberta na maioria dos casos, o aquariano pensa no agora como seu bem mais precioso e o cultiva com esmero. Viver é algo extraordinário, mesmo que seja na solidão de si mesmo ou na repulsa pela falta de liberdade: não cabe dentro do aquariano ódios duradouros, e talvez seja por isso que eles vivam tão intensamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-6935401238675150554?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/6935401238675150554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=6935401238675150554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6935401238675150554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6935401238675150554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/02/o-aquariano.html' title='O aquariano'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TUqUeKv7rvI/AAAAAAAAA2M/rMgmWZAS1lI/s72-c/aqu.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2379709854706999765</id><published>2011-01-25T05:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T05:34:26.918-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmento'/><title type='text'>Depois daquele beijo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566116058455087218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TT7REIrQGHI/AAAAAAAAA2A/1E9RSVxBiRE/s200/Le%2Bbaisier.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentiu pela última vez aquele gosto de pasta de dente grudado na boca dela, que se misturava com o gosto de cigarro dele. Era a última vez que teria aquela sensação de plenitude, aquele sentimento que parecia preencher todos os buracos em seu peito dos tiros que a vida lhe fez - vazios como qualquer eco na escuridão de uma noite de insônias. O fim parecia não existir depois daquele beijo, mesmo sendo o último, mesmo sendo o mais triste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;29/04/10&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2379709854706999765?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2379709854706999765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2379709854706999765&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2379709854706999765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2379709854706999765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/01/depois-daquele-beijo.html' title='Depois daquele beijo'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TT7REIrQGHI/AAAAAAAAA2A/1E9RSVxBiRE/s72-c/Le%2Bbaisier.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-6148998836748730412</id><published>2011-01-10T04:31:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T04:42:20.091-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paródia'/><title type='text'>Asa Negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TSr-aP_lUSI/AAAAAAAAA1o/9lENrq-y7aM/s1600/asana%2Bnegra.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560536416865571106" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TSr-aP_lUSI/AAAAAAAAA1o/9lENrq-y7aM/s200/asana%2Bnegra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhei a terra ardendo&lt;br /&gt;com a fogueira da Inquisição,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei ao Cão do Inferno, ai&lt;br /&gt;Por que tamanha judiação?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que labareda, que deserto&lt;br /&gt;Nem um óasis aqui por perto!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por falta d'água perdi minha família:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;morreu de sede meu filho mais velho.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-6148998836748730412?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/6148998836748730412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=6148998836748730412&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6148998836748730412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6148998836748730412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2011/01/asa-negra.html' title='Asa Negra'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TSr-aP_lUSI/AAAAAAAAA1o/9lENrq-y7aM/s72-c/asana%2Bnegra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-206391592768528943</id><published>2010-12-26T18:26:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T18:42:50.035-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Séries'/><title type='text'>Falando de Séries: The Walking Dead</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TRf851DwvxI/AAAAAAAAA1I/q0wnFq7nOAk/s1600/the-walking-dead-poster.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555186735810395922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TRf851DwvxI/AAAAAAAAA1I/q0wnFq7nOAk/s320/the-walking-dead-poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A produção americana direcionada às séries vem crescendo cada vez mais, dando espaço para a divulgação de diversos artistas que não conseguiram sua vaga em Hollywood. É claro que estas produções não devem ser vistas como uma salvação, já que alguns ainda persistem na falta de originalidade na criação de enredos, na escolha de atores e na direção como um todo. Os americanos não possuem mais o péssimo hábito de acreditar que qualquer obra cinematográfica só é realizada em filmes; as séries de TV carregam hoje todo um potencial que surgiu a partir do momento em que elas foram vistas como uma nova forma de empreendimento, já que Hollywood não se sente mais a última bolacha do pacote e nem deve sentir-se. Uma destas séries que é digna que qualquer produção hollywoodiana surgiu em meados de Outubro deste ano nos Estados Unidos e chegou ao Brasil no início de Novembro – em original, seu título é &lt;em&gt;The Walking Dead&lt;/em&gt;, tendo sido traduzido como “Os Mortos Vivos” por aqui onde a Fox exibiu os capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série é produzida por uma multidão de pessoas que mostram na prática o quanto sabem fazer cinema, mesmo trabalhando em um seriado. São eles Frank Darabont, Gale Anne Hurd, David Alpert, Robert Kirkman e Charles H. Eglee. Toda a obra é baseada na história em quadrinhos escrita por Robert Kirkman (um dos produtores da série) e o desenhista Tony Moore (substituído por Charlie Adlard a partir da 7ª edição) quem tem como nome o mesmo da série e, também, chegou ao Brasil com o título de “Os Mortos Vivos”. A HQ teve diversas premiações nos Estados Unidos e deu suas caras por aqui recentemente, um pouco antes do surgimento da série. Pessoalmente, não li [infelizmente] os quadrinhos, mas, pelo pouco que vi, traz algumas características do antigo seriado americano de terror, como &lt;em&gt;Tales of the Crypt&lt;/em&gt;. Por este motivo, falarei sobre a série sem qualquer relação com a obra original, já advertindo que, mesmo assim, são produções distintas e não deve haver qualquer tipo comparação. O que muitos não entendem é que história em quadrinhos (assim como os livros) é uma expressão artística e o cinema é outra forma, bem distinta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555186505703677490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TRf8sb2C3jI/AAAAAAAAA1A/773YwWp32Xk/s320/tv-e-cinema-the-walking-dead.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história é simples, sem qualquer tipo de quebra de padrões. Um &lt;em&gt;cop american&lt;/em&gt; vai parar em um hospital após ter sido baleado. Ao acordar, encontra o estado de Atlanta completamente devastado por mortos-vivos ou &lt;em&gt;walkers&lt;/em&gt; (errantes), como são denominados na série estas criaturas fascinantes. A partir daí, segue-se o enredo com suas particularidades e com seus altos e baixos. Baixos, estes, que são bem poucos, já que o seriado tem uma belíssima produção e o elenco de qualidade que impede que a obra seja um fracasso. Sou contra &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt; e por este motivo não me prolongarei na trama que é caracterizada muito mais pela relação dos personagens do que com o &lt;em&gt;zombie apocalypse&lt;/em&gt; propriamente dito. Não sei se esta característica pode ser vista nas HQs, mas o que mais me impressionou é como o comportamento humano diante de certas situações pode sofrer mudanças drásticas, dando margem à atos que, moralmente falando, chamaríamos de “insanos” ou “animalescos”. A devastação humana e a epidemia de zumbis são apenas panos de fundo para uma análise deliberada sobre o comportamento humano. Os impulsos e sentimentos são verdadeiras alavancas para o prosseguimento da trama. E, quem espera ver quilos e quilos de entranhas, litros e litros de sangue, tiros e mais tiros nesta série, está começando pelo lado errado, já que são poucas as cenas em que zumbis aparecem. Porém, as cenas com embate humano &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; zumbis são memoráveis, dignas de George A. Romero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira temporada possui apenas 6 capítulos que servem somente para deixar o telespectador com vontade de assistir mais e mais capítulos. Apesar de escassa, a temporada abriu com chave de ouro uma produção que, desde o início, prometera ser de cair o queixo. E assim o é. Atores excelentes &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;(em especial Jon Bernthal com sua virilidade demasiadamente sensual)&lt;/span&gt;, uma equipe que sabe o que faz e um roteiro bem construído, mesmo usando artifícios típicos de qualquer filme de zumbi, fazem da série &lt;em&gt;The Walking Dead&lt;/em&gt; uma obra inesquecível que deveria servir de exemplo para outras produções que virão, seja ela na televisão, no cinema e etc. E, de tão inesquecível, pede-se mais e mais capítulos pelos fãs que, infelizmente, terão de esperar um pouco mais de um ano para assistirem a segunda temporada. Por enquanto, o que resta é torcer os dedos e assistir &lt;em&gt;The Night of the Living Dead&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555186291481923714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TRf8f9zmUII/AAAAAAAAA04/QUQ47tA7pFc/s320/The_Walking_Dead.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-206391592768528943?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/206391592768528943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=206391592768528943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/206391592768528943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/206391592768528943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/12/falando-de-series-walking-dead.html' title='Falando de Séries: The Walking Dead'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TRf851DwvxI/AAAAAAAAA1I/q0wnFq7nOAk/s72-c/the-walking-dead-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7399576804546698738</id><published>2010-11-23T04:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T17:22:55.570-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Falando de Cinema: A Expressão do Terror</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TOu6FgzfEmI/AAAAAAAAAzE/bc7Z9kw8284/s1600/zombi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 261px; DISPLAY: block; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542728370277519970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TOu6FgzfEmI/AAAAAAAAAzE/bc7Z9kw8284/s320/zombi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não quero pensar sobre os filmes de terror atuais, mas, também, não posso deixar de refletir sobre o quanto estes tipos de filmes não possuem nem um terço de qualidade dos filmes de antigamente. Assistimos &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt; mal-feitos, de uma qualidade lastimável criadora de histórias repetidas e pouco originais. Os zumbis de Romero e de Fulci não são originais por terem sido feitos há muito tempo atrás: possuem uma autenticidade única que somente os artistas mais apurados são capazes de ter. Os vampiros de antigamente eram tão tenebrosos que não me espanto com o fato de muitas crianças não conseguirem dormir à noite depois de assistirem aos filmes. Possuíam (os vampiros) uma sensualidade magnífica, tão equilibrada que a demasia quase nunca era notada. Faziam de suas vítimas verdadeiras obras-de-arte, capazes de ficarem na mente de quem assiste. E também não posso deixar de lamentar dos monstros de hoje que são, na maioria das vezes, computadorizados – estas criações modernas fingem somente àqueles que tiverem paciência suficiente para terminar de assistir à um filme cheio de rodeios e delongas desnecessárias, habitadas em enredos pouco criativos e um tanto massificados. Não é por acaso as pessoas terem reações contrárias aos que o verdadeiro filme de terror propõe: fazer o ser humano enxergar o lado negro de si mesmo para que a realidade seja menos hipócrita e iludida. A platéia ri diante dos novos filmes de terror, que apelam por atuações fracas e roteiros medianos, feitos por cineastas que muito entendem de cinema, mas poucos compreendem o que é a Arte: Arte verdadeira e não uma arte fingida e paliativa para entreter uma massa. Não confio nas obras rotuladas de “arte” por críticos duvidosos, que causam gosto no público por possuírem artifícios suficientes para fisgar qualquer pessoa com romances bobos, obras artificiais que nunca possuirão qualidade por serem, justamente, enlatadas – serão sempre produtos vencidos e de consumo não aconselhável. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; DISPLAY: block; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542728241114461746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TOu59_onNjI/AAAAAAAAAy8/d0Xh4ftoDXY/s320/terror.jpg" /&gt; A verdadeira essência do filme de terror se deu com os artistas expressionistas na Alemanha do século XX, um país devastado pelos horrores da guerra, da fome e da miséria. A exaltação dos instintos obscuros do ser humano deu-se através da distorção das imagens, seja em sua prolífica produção cinematográfica ou na pintura. Respectivamente, Murnau* e Munch** representaram em seus trabalhos artísticos a essência do terror baseada em seus demônios mais íntimos; imagens densas que facilmente poderiam participar de qualquer pesadelo, um reflexo de um momento histórico tão horrendo.&lt;br /&gt;Antes do Expressionismo, os primeiros indícios do surgimento da exploração do lago negro do homem foram dados no Romantismo, &lt;em&gt;avant-garde&lt;/em&gt; que possui como característica principal a reflexão sobre as atitudes do homem diante da obscuridade de sua natureza, o pessimismo e um certo gosto pela morte. No Expressionismo, estas idéias se interiorizam e passam a ter um foco muito maior e muito mais trabalhado, desenvolvido. Creio que a idéia de “terror” propriamente dito foi fundamentada muito depois dos expressionistas terem dado o primeiro passo. Não há discussão aparente em relação às produções cinematográficas do terror sem que pensemos o quanto o Expressionismo foi importante para tudo o que se foi assistido e o que veremos no futuro. A trilha sonora, a luz e sombra, a maquiagem (entre outros pontos) foram claramente tomados de seu verdadeiro valor. Não consigo pensar em um bom filme de terror caso não sejam desenvolvidos com qualidade estes aspectos. Em suma, a essência do filme de terror foi desenvolvida pelos expressionistas e transformada, renovada e reciclada pelas produções mais recentes. Mas, hoje, esta essência, de tão mudada, está perdida por completo?&lt;br /&gt;Não vejo qualidade nos filmes de terror atuais. São feitos como se por mãos mecânicas, obras ocas que possuem a mera capacidade de enojar e/ou assustar quem assiste, sendo que esta capacidade nem sempre dá certo. Como anteriormente dito, o espectador ri diante de um filme de terror, tamanha é sua qualidade precária. Não que um filme de terror não tenha de causar estas sensações, mas não somente isso: através delas, o artista deve aprofundar o que realmente quer passar com aquela obra, fazer que o espectador reflita sobre suas próprias atitudes diante de um susto, diante de uma cena marcante. As boas obras do cinema de terror, feitas antigamente, não devem ser copiadas e nem serem alvos de &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt; americanizados – devem servir de referência e de inspiração para que, justamente, o cinema não se torne mais uma arte enlatada que, convenhamos, não é arte coisa nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; DISPLAY: block; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542727991870817970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TOu5vfITBrI/AAAAAAAAAy0/J4Vvm2ZzJd4/s320/serra.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Friedrich Wilhelm Murnau foi um dos maiores diretores alemães do século XX, tendo criado dezenas de filmes clássicos, que hoje se tornaram essenciais para qualquer pessoa interessada em cinema. Nosfetaru, Fausto e Terra em Chamas são apenas algumas de suas obras realizadas na década de 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Edvard Munch foi um pintor norueguês, um dos precursores do Expressionismo Alemão. Seu trabalho mais famoso é o quadro “O Grito” inspirado nas angústias e desespero de si mesmo. Suas obras representam a melancolia, a morte e a solidão. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7399576804546698738?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7399576804546698738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7399576804546698738&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7399576804546698738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7399576804546698738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/11/falando-de-cinema-expressao-do-terror.html' title='Falando de Cinema: A Expressão do Terror'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TOu6FgzfEmI/AAAAAAAAAzE/bc7Z9kw8284/s72-c/zombi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-5629213072465841205</id><published>2010-11-06T19:38:00.000-07:00</published><updated>2010-11-19T15:53:42.432-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Réquiem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TNYUB43MO6I/AAAAAAAAAys/VltIqa36pjc/s1600/oliver2b.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536634814574902178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TNYUB43MO6I/AAAAAAAAAys/VltIqa36pjc/s320/oliver2b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Luis Borges&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está gravando? Oi, oi, oi. Está gravando? Alô. OK. Vamos começar.&lt;br /&gt;Bom, devo deixar bem claro que esta será a última vez que ouvirão a minha voz, que será a única parte de mim que todos vocês poderão sentir. Esta será a vez em que quero deixar registrado um pouco de mim para que eu possa ter um fio de vida depois que todo o meu corpo parar de funcionar. Se fosse possível, deixaria meu espírito preso dentro de um frasco de maionese, dentro de qualquer recipiente que não possua qualquer fresta mínima, pois o que há de mais verdadeiro em qualquer ser humano é sua alma, é o que os olhos não podem ver, mas que o coração pode sentir. E é assim, com este tom melancólico de despedida, que olho para a janela do meu quarto e vejo a cidade, vejo os prédios cobrindo o sol que não consigo encontrar, aqui deitado, com canos e fios e esparadrapos cravados em minha pele, não consigo ver o sol que deve estar muito bonito, cor de fogo, assim tão violento e tão triste, anunciando o fim do dia.&lt;br /&gt;Hoje de manhã acordei com a vontade de me arrepender de todas as coisas ruins que fiz contra as pessoas. Conscientemente ou não, vim deixando um rastro de tristeza no decorrer dos anos; magoando as pessoas, fazendo com que elas tivessem pouca fé em mim, fui deixando que a confiança que todos possuíam por mim fosse diminuía, degradada, e não sem razão comecei a crer que a vida não valia a pena ser vivida, assim, sem cor, sem nada que me agradasse. Percebi o quanto a vida se torna dura conforme crescemos, e temos que tomar cuidado para que não nos tornemos pedras, seres inanimados, estáticos, apenas tomando conta de um espaço por obrigatoriedade, por pura e mera sobrevivência. Era tão fácil sentir o vento no rosto nos dias em que eu corria descalço pelos morros, contemplava em êxtase os papagaios coloridos que os moleques controlavam com perfeita maestria em cima da laje de suas casas. Brincávamos de pique-esconde à beira do córrego, as moitas, as paredes de tijolo e madeira dos barracos e até mesmo os tanques de lavar roupa nos serviam de esconderijo para a brincadeira, até o momento em que nos descobriam, e então corríamos feito loucos pelas vielas, derrubando tudo e qualquer coisa pela frente, e aquele poste, aquele poste velho e coberto por cartazes de casas para alugar, era o ponto que chegávamos, ofegantes, e então apenas os mais ligeiros e espertos conseguiam ser um dos primeiros, dar uma palmada e gritar “Bati!”.&lt;br /&gt;Sinto-me triste ao pensar que hoje será o último dia, que toda a minha vida, com suas tempestades e calmarias, terá um final ausente de beleza. A morte é como a sombra que nos segue. Não há como nos desvencilharmos dela, faz parte da nossa existência, e tudo que existiu, o que existe e um dia virá a existir faz parte deste ciclo covarde que muitos consultam designar de “natural”. Não quero pensar que vivi todos estes oitenta e quatro anos e tudo o que construí se tornará pó dentro desde quarto de hospital, assim, sem beleza alguma, sem a presença de vento, sem o sol que até mesmo a cidade faz questão de esconder de mim. Apesar de tudo, não queria morrer aqui. Queria ter as forças nas pernas para poder subir com dificuldade o morro íngreme apinhado de casinhas simplórias, queria ter vivacidade nos braços para poder acenar a todos os meus amigos e vizinhos, poder agradecer a todos toda a felicidade que compartilharam comigo, mesmo sem querer. Quem me dera poder voltar a trepar nas árvores e jogar pedra nas galinhas, assustá-las pelo simples prazer em vê-las correr, esbaforidas e assustadas.&lt;br /&gt;O que hoje sobrou de mim está aqui, deitado sobre a cama, com este gravador aqui perto, ao lado de uma enfermeira que sorri e mexe em todos os botões deste aparelho que me pareceu bizarro mais do que qualquer outra coisa. A sobra agora aprende a pedir perdão a si mesma e, então, aceitar o perdão. Vejo, agora, que o perdão só toma sentido e efeito quando dado à própria pessoa que deseja ser perdoada. É assim que deixo aqui gravado a minha voz, o pouco de minha história e de toda a minha saudade da favela, esse lugar que parece causar medo, receio e asco à toda uma cidade, à todo um mundo; a favela não é um mundo dentro do mundo, é parte do universo como um todo. Se fosse para morrer feliz, gostaria de estar ali, junto ao meu povo, deixando de cometer os mesmos erros, aproveitando cada segundo que deixei de lado.&lt;br /&gt;Ana, por favor, desliga o gravador. Já disse o que tinha pra falar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-5629213072465841205?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/5629213072465841205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=5629213072465841205&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/5629213072465841205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/5629213072465841205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/11/requiem.html' title='Réquiem'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TNYUB43MO6I/AAAAAAAAAys/VltIqa36pjc/s72-c/oliver2b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-6437316053941175693</id><published>2010-10-17T09:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T09:50:40.762-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><title type='text'>A morte, a melancolia e outros demônios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLspQeOlHnI/AAAAAAAAAx8/hXnx_i4qKFI/s1600/melancolia_munch.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; FLOAT: left; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529058330496278130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLspQeOlHnI/AAAAAAAAAx8/hXnx_i4qKFI/s320/melancolia_munch.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A morte é o fim das ilusões e priva a vida de qualquer tipo de sentimento. A morte gera o luto, e ele significa o desapego de todo o mundo para que possamos, novamente, nos apegar – o mundo torna-se desertificado diante do luto, enquanto que a melancolia tem como representação da desertificação o eu, sendo que também pode ser caracterizada pela impossibilidade de realização do objeto que se deseja. O objeto desejado faz com que sobrevivamos psiquicamente, porque nos apegamos a ele. Voltemos à melancolia: ela é a impossibilidade de desapego com a perda. Assim sendo, inicia-se a desilusão, que nada mais é do que a perca de uma ilusão – uma pequena pausa aqui para a explicação desta palavra: “ilusão”, derivada do latim ludus que significa lúdico/diversão. A partir desta informação, podemos levar a crer que uma das características fundamentais da natureza humana se encontra no fato de suas ilusões serem criadas a partir de uma ideia de entretenimento, a ilusão, sendo o signo de desejo.&lt;br /&gt;Os gregos conviviam com a morte, harmoniosamente. Os pedaços de terra destinados ao plantio tinham um espaço onde eram enterrados os antepassados daquela família, onde se acreditava trazer sorte e prosperidade para a colheita. Esta ideia é confirmada, também, pelos diversos ritos do paganismo grego, direcionados exclusivamente ao culto aos mortos, mais propriamente aos antepassados e entes queridos. A convivência com a morte se torna assim, simplesmente, insuportável quando o homem pisa na Idade Média, dominada por homens de batina, que tinham o prazer de ver queimadas vivas pessoas que iam contra éticas pré-estabelecidas. A morte era vista como uma sombra, uma espécie de maldição no qual o homem era obrigado a sempre carregar consigo. Cria-se, a partir daí, a essência da superstição, que nada mais é do que uma religião privada, individual e íntima, enquanto a religião, propriamente dita, é uma superstição pública, coletiva.&lt;br /&gt;A sociedade contemporânea vive em um não-conhecimento para poder saber o objeto que traz felicidade; este mesmo mundo contemporâneo tenta lidar com o tédio, com um mundo desencantado. Já não há a presença de qualquer deus – a perda da transcendência. Somos homens rasos, e não sabemos lidar com o tempo. As angústias fazem com que um indivíduo se refugie em algo que o mesmo encare como maior do que si mesmo, utilizando aqui como exemplo, a religião. A proliferação do mercado religioso vem cada vez mais crescendo, um sinal concreto de como nossa sociedade vive angustiada. Já não se consegue mais viver no presente, pois estar fora do presente antecipa o medo da morte. Busca-se um sentido para a vida. E por que é que a vida precisa de um sentido? A liberdade dá sentido à vida, no qual, sem si, não tem sentido algum.&lt;br /&gt;Epicuro, com sua filosofia baseada na busca pelo prazer e felicidade na vida privada, já dizia que os homens são infelizes, pois possuem medo. É difícil se dar conta de que somos autores e protagonistas do nosso destino. E já que a tomada da consciência é trágica, a felicidade se torna inalcançável porque a razão modera as paixões, ajudando em sua procura. Portanto, se a racionalidade é o fio condutor que conduz o ser humano em direção à felicidade, o que seria o sentimento? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-6437316053941175693?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/6437316053941175693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=6437316053941175693&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6437316053941175693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6437316053941175693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/10/morte-melancolia-e-outros-demonios.html' title='A morte, a melancolia e outros demônios'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLspQeOlHnI/AAAAAAAAAx8/hXnx_i4qKFI/s72-c/melancolia_munch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-956139555360172037</id><published>2010-10-10T14:48:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T15:05:04.314-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeo'/><title type='text'>La Llorona</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLI3MvIC2-I/AAAAAAAAAw8/1-fTIowa-4I/s1600/llorona.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; FLOAT: left; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526540384685186018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLI3MvIC2-I/AAAAAAAAAw8/1-fTIowa-4I/s320/llorona.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Llorona que matou os filhos,&lt;br /&gt;acalenta quem&lt;br /&gt;à noite chora;&lt;br /&gt;mulher do retrato&lt;br /&gt;em preto e branco,&lt;br /&gt;teu sangue vermelho&lt;br /&gt;sai dos teus olhos&lt;br /&gt;e transforma em rosas&lt;br /&gt;o nosso mar de pesadelos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0gQ31m4Yt0s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0gQ31m4Yt0s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-956139555360172037?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/956139555360172037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=956139555360172037&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/956139555360172037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/956139555360172037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/10/la-llorona.html' title='La Llorona'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TLI3MvIC2-I/AAAAAAAAAw8/1-fTIowa-4I/s72-c/llorona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3605241355959742045</id><published>2010-09-29T06:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T06:37:08.353-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Balas'/><title type='text'>Belinda *</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TKNAA1gg9WI/AAAAAAAAAwk/ruvZcU3TNdM/s1600/ruiva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522327951193994594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TKNAA1gg9WI/AAAAAAAAAwk/ruvZcU3TNdM/s320/ruiva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para os dias mergulhados no mais profundo dos tédios, as únicas escapatórias para todo aquele marasmo era sentar-se em frente à TV e assistir a filmes antigos; também, costumava parar em qualquer esquina e fingir estar à espera de alguém, apenas um disfarce para olhar os homens que passavam. Na maioria das vezes eram brutos, homens cheios de suor e pêlos que saíam de alguma construção para a sesta. Carregavam suas marmitas debaixo do sovaco e, em bandos, os gorilas enchiam Belinda de frases luxuriosas, cheias de porra e outros fluídos. Mesmo sem encostar no corpo de algum deles, sentia as entranhas se agitarem ao olhar a braguilha alheia, à procura de algum sinal da presença de um pênis bem grande. As calças apertadas não deixavam mentir o tesão que sentiam ao vê-la ali, parada como uma puta, disposta à qualquer coisa. Os cabelos ruivos davam a Belinda um ar angelical e seu aspecto devasso logo se transformava em uma imagem virginal, uma santa puta de hímen intacto. Mas o que nenhum daqueles homens sabiam era que, dentre aquelas coxas brancas e tenras, encontrava-se o mesmo órgão genital que o deles. Apesar do pinto, Belinda era a mais mulher de todas as mulheres que aqueles macacões haviam comido; acostumados, talvez, a putas fétidas, idosas de lábios secos e bacurinhas enfeitadas de sífilis, não se adaptaram com toda a pureza que o corpo da ruiva podia conter. De pura, é óbvio, não tinha nada, e se tinha, Belinda preferia não deixar à mostra. O segredo e o mistério são os principais ingredientes para uma inesquecível gozada. Belinda perdia a conta de quantas vezes havia se masturbado imaginando como seria a pica daqueles homens que a olhavam com desejo pelas ruas. Por isso sempre fora criativa, uma artista do sexo; a mais feroz das lobas ou a mais assustada das cabritas: esta era Belinda, dicotômica por &lt;em&gt;hobby&lt;/em&gt;, dançava conforme a música e a intensidade do desejo. Uma mulher por completo, de espírito avassalador, deixava a sua vagina imaginária tomar as rédeas de seus atos, quando sentia aquela ardência interna formigar o corpo inteiro. Quando o tesão batia à porta, Belinda abria toda a sua casa e suas pernas: sempre fora muito educada e prestativa por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*trecho do romance em produção "Quatro balas para Dois corações", possui autoria do cara deste blogue, ou seja, eu, Leandro Fonseca. Legal, né?&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3605241355959742045?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3605241355959742045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3605241355959742045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3605241355959742045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3605241355959742045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/09/belinda.html' title='Belinda *'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TKNAA1gg9WI/AAAAAAAAAwk/ruvZcU3TNdM/s72-c/ruiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7308429445130861305</id><published>2010-09-21T04:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T04:42:28.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Carne-Oficina</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TJiZiLT7b7I/AAAAAAAAAwc/Dwe8i73FqlA/s1600/carn"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; DISPLAY: block; HEIGHT: 244px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519330155773521842" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TJiZiLT7b7I/AAAAAAAAAwc/Dwe8i73FqlA/s320/carn" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Cheguei tão perto de você&lt;/div&gt;a ponto de me cegar,&lt;br /&gt;entregar-me à escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei meus filhos,&lt;br /&gt;como Medéia,&lt;br /&gt;e os dei para que você&lt;br /&gt;os comesse;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi,&lt;br /&gt;com leveza e sabor,&lt;br /&gt;a carne do meu ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz de todas as cores&lt;br /&gt;se apagaram do quarto&lt;br /&gt;e no meu mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranquei os meus olhos&lt;br /&gt;e os mastiguei&lt;br /&gt;com amargura profunda,&lt;br /&gt;para que não fosse&lt;br /&gt;mais obrigado&lt;br /&gt;a contemplar o fim&lt;br /&gt;de um dia desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(16/09/2010)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7308429445130861305?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7308429445130861305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7308429445130861305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7308429445130861305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7308429445130861305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/09/carne-oficina.html' title='Carne-Oficina'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TJiZiLT7b7I/AAAAAAAAAwc/Dwe8i73FqlA/s72-c/carn' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3315638793618662002</id><published>2010-09-15T06:16:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:57:05.087-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A última noite com Charlote McBell</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 259px; FLOAT: right; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517131656988942914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TJDKAtHjYkI/AAAAAAAAAwU/Jbl7vZWB-vI/s320/images.jpg" /&gt;O cigarro aceso me lembrara momentos de outrora, e eu já quase não me lembrava de como o corpo dela era tão belo, com aqueles traços sinuosos, aquela pele branca e feita de veludo. Fui conduzido para qualquer lembrança do passado, naquele motel de quinta em que os ratos nos fitavam com seus olhos pequeninos, e as horas voavam do velho e empoeirado relógio de madeira, pendurado na mesma parede, no mesmo local, criando com o tempo a marca de seu território em traços enegrecidos, como se possuísse direito daquele espaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela, sempre nua e bela, corpo esculpido em mármore carrara com o mais delicado zelo. Eu, trêmulo e vazio, repleto de buracos que transformaram meu espírito em uma peneira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pessoa apaixonada assemelha-se muito à um rato, pois devora restos deixados pela pessoa amada e se arrasta pelos cantos e devora a sua própria derrota. Não queria pensar em nada que não me transportasse para ela, para o mundo dela que se tornou nosso, aquela cama de colchão duro e quadros &lt;em&gt;kitschs&lt;/em&gt; pendurados no banheiro. Ela costumava pender a cabeça para trás e esticar o corpo tenro, como se possuída por um demônio, e depois erguia-se com calma exemplar e olhava-me através do espelho embaçado, tocando as próprias partes íntimas com delicado prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A agulha, tantas vezes usada, voltara a penetrar as veias do braço de Charlote, marcadas por antigos vergões e pontos arroxeados. Ela sentara na cadeira, curvara o tronco contra a escrivaninha, grudando os grandes olhos e escuros em cima de mim, como se eu fosse o responsável pela sua desgraça. A senhorita McBell não entendia o meu ponto de vista, e talvez seja por isso o motivo de tantas discussões à base de álcool, em que delirávamos olhando para a janela vendo o mundo rodar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela, de repente, mingou; a claridade de sua pele desapareceu e todo o seu corpo pareceu ter sido invadido pelo mais profundo dos abismos, onde seus olhos, ainda abertos, continuaram a me olhar com melancolia, mesmo depois do último suspiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(14/09/2010)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3315638793618662002?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3315638793618662002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3315638793618662002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3315638793618662002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3315638793618662002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/09/ultima-noite-com-charlote-mcbell.html' title='A última noite com Charlote McBell'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TJDKAtHjYkI/AAAAAAAAAwU/Jbl7vZWB-vI/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4590881321240721538</id><published>2010-09-10T07:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:56:55.862-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A Aparição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIpEL6fI5fI/AAAAAAAAAwM/q4jBmFq0EE0/s1600/trem09+copy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 127px; FLOAT: right; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515295665137706482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIpEL6fI5fI/AAAAAAAAAwM/q4jBmFq0EE0/s320/trem09+copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Era um negro desejeitado, de cabelo raspado, que andava todo desarrumado: foi ali que o vi, naquela estação de trem esperando o namorado (quem sabe? Um homem tão efeminado!) com uma rosa vermelha no bolso do paletó, todo iluminado pelo sol das seis. Fazia frio e ventava, nossos cachecóis dançavam como bailarinas francesas, e num plié um calafrio nos cortava a espinha. Suas mãos enfiadas nos bolsos dedilhavam as moedas e chaves da casa, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o trem se aproximara, pude vê-lo olhar para mim com seus olhos demasiadamente brancos, e então uma pétala de sua triste rosa vermelha caiu pro lado do bolso, pendendo como um cadáver. O negro desajeitado deu alguns passos para frente, sempre com as mãos nos bolsos, adentrou com suavidade no vagão e sumiu da minha vista. Ali, diante de mim, somente o sol me acalentava com seu afável ardor contra a pele gélida, e de nada mais me relembrei daquela pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(09/09/10)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4590881321240721538?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4590881321240721538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4590881321240721538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4590881321240721538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4590881321240721538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/09/aparicao.html' title='A Aparição'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIpEL6fI5fI/AAAAAAAAAwM/q4jBmFq0EE0/s72-c/trem09+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-593703869219097813</id><published>2010-09-08T06:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:56:46.782-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A espera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIi9Q2JVvDI/AAAAAAAAAt8/B9GthygV4H4/s1600/espera+sentado.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514865840825416754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIi9Q2JVvDI/AAAAAAAAAt8/B9GthygV4H4/s200/espera+sentado.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Esperei-te até o meu coração sangrar. As horas tornaram-se séculos, e a areia da ampulheta invisível parecia ter sido congelada. Nada mexia-se, tudo em seu devido lugar. Aquela cadeira que me pacientava tornou-se uma máquina de tortura, um harakiri contra todos os meus valores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia tornava-se noite, passava a primavera para entrar o verão, a minha pele, outrora macia, era consumida pelas rugas, e os cabelos se tornaram areia e desmanchava-se com o sopro da espera. Por que aquilo tinha de ser daquele jeito? Eu me corroía por dentro como um rato sedento de fome. Tu passava, e cada espera pelos segundos tornara-se longa e penosa; olhar para os lados já não adiantava mais, havia perdido a esperança de te ver chegar. E não estava louco! Era ali, naquele lugar, que tu ficou de me encontrar, e por que, por que tu não apareceu? Era ali mesmo, naquele horário, eu não entendo o que aconteceu conosco, talvez contigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez eu saiba e, por medo, resolvi esconder de mim mesmo, dos meus demônios. E tu não veio? Sim, não veio, e isso me dói terrivelmente, o sangue circula com desespero pelas veias do meu corpo todo, e passei a parar de esperar em ti para aguardar a minha própria morte, porque viver já não me era mais preciso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;E aqui estoy, chico, mi marijuana: somos los hermanos del tiempo, de la eternidad; somos borrachos y hijos de la America Latina tambien, e aqui estoy, buscando entender-te.&lt;/em&gt; E morro por isso...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(08/09/2010)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-593703869219097813?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/593703869219097813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=593703869219097813&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/593703869219097813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/593703869219097813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/09/espera_08.html' title='A espera'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TIi9Q2JVvDI/AAAAAAAAAt8/B9GthygV4H4/s72-c/espera+sentado.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7181244693459214395</id><published>2010-08-31T06:12:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:56:36.973-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Carnavais</title><content type='html'>de repente se fez lua,&lt;br /&gt;branca pele sobre terra,&lt;br /&gt;transformada em rasuras,&lt;br /&gt;se espalha pelas pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que perguntas ecoadas&lt;br /&gt;pela boca tua se desfaz&lt;br /&gt;destrancadas vozes cruas&lt;br /&gt;em noites, tempos atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tantos verbos e carne&lt;br /&gt;que na cama se transformam&lt;br /&gt;em lamúrias sibilantes,&lt;br /&gt;se derramam em tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TH0BnlCr3II/AAAAAAAAAtU/xyi3YKc4IZw/s1600/Carnaval01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511563298441256066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TH0BnlCr3II/AAAAAAAAAtU/xyi3YKc4IZw/s320/Carnaval01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;branda lua branca&lt;br /&gt;não se esqueças das tantas&lt;br /&gt;horas feitas de mantras;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lua alva planta&lt;br /&gt;com carinho e canta&lt;br /&gt;claros versos em ardor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai e grita todas as dores&lt;br /&gt;saídas de seus cálidos lábios&lt;br /&gt;durante todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por fim se lança ao mar&lt;br /&gt;que engole os minutos,&lt;br /&gt;os mastiga em miúdos:&lt;br /&gt;sangue e água nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;31/08/2010&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7181244693459214395?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7181244693459214395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7181244693459214395&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7181244693459214395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7181244693459214395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/08/carnavais.html' title='Carnavais'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TH0BnlCr3II/AAAAAAAAAtU/xyi3YKc4IZw/s72-c/Carnaval01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7373085988416862682</id><published>2010-08-11T18:48:00.000-07:00</published><updated>2011-01-26T16:15:11.029-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paródia'/><title type='text'>Canção do Domicílio (ou Minha terra tem Vazio)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TGNVZbSd8aI/AAAAAAAAAsU/mBSc-wZUoaM/s1600/rain45kx8.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504337064887185826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TGNVZbSd8aI/AAAAAAAAAsU/mBSc-wZUoaM/s200/rain45kx8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Minha terra tem palmeiras&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e nada mais.&lt;br /&gt;Nem homens e animais, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para se falar em existência;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;uma terra em que se ouve&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o murmúrio dos mortos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e o grito do silêncio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Lá não há&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sabiás pra gorjear,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;muito menos os humanos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para calar o canto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de qualquer pássaro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Minha terra tem mato e tem pó,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem o brilho do sol&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e o brilho do luar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;as árvores dançando ao vento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e ninguém pra admirar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Esta terra de cá&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem muito mais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do que poderia ter;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem gente demais,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem animal demais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e pouco silêncio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Esta terra de cá&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem pessoas que não&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;se entendem,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem pouca sinfonia,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;tem pouca suavidade,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e ninguém sabe quem é. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;10/08/2010&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7373085988416862682?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7373085988416862682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7373085988416862682&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7373085988416862682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7373085988416862682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/08/minha-terra-tem-vazio.html' title='Canção do Domicílio (ou Minha terra tem Vazio)'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TGNVZbSd8aI/AAAAAAAAAsU/mBSc-wZUoaM/s72-c/rain45kx8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7462207506964153678</id><published>2010-08-04T19:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:56:19.336-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O tempo tem medo de si mesmo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TFob_taZB-I/AAAAAAAAAsM/_x3aBHQuGxY/s1600/edward-hopper-excursion-into-philosophy_1959.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 242px; FLOAT: right; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501740676122478562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TFob_taZB-I/AAAAAAAAAsM/_x3aBHQuGxY/s200/edward-hopper-excursion-into-philosophy_1959.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Eu olhava para o espelho e não conseguia acreditar. Ouvia minha mãe berrar lá da cozinha, pedindo para que eu saísse do banheiro, talvez ela estivesse estendendo as roupas no varal. Eu não estava fazendo nada demais. Apenas fiquei me encarando no espelho, de camisa, cueca e meia, fazia frio e meu corpo parecia não se importar. Comecei a ver pontos pretos surgirem em diversos pontos do meu maxilar, ao redor da minha boca, aquelas coisas pequenas se tornaram fios, um emaranhado de fios, e então eu tinha uma barba, o meu cabelo escureceu, e assim como as flores começam a morrer nos galhos das árvores mais belas, pontos brancos surgiam lá e cá em minha cabeça, os primeiros sinais de velhice. Conseguia ouvir o berro dos meus filhos brincando no jardim e sentir o cheiro da feijoada que minha esposa preparava. De repente tudo se tornou calmo e silencioso, eu não conseguia piscar, minha mãe já não gritava mais, porém, eu continuava com a barba no lugar, e os fios brancos iam se espalhando como uma nódoa pegajosa, e então o que antes eram vozes das minhas crianças fazendo algazarra, tornou-se falas desconexas, uma voz de homem me pedindo dinheiro, uma garota com tatuagem me dando um abraço apertado, e minha esposa do lado, sempre do lado, já com os nítidos pés de galinha na face que, apesar de tudo, não havia deixado de ser bela. Foi então que ruídos de crianças brotaram outra vez do silêncio, e percebi que eram os meus netos, filhos dos meus filhos, e, portanto, também filhos meus, filhos ao quadrado que trepavam no balanço encrespado na jabuticabeira, correndo pra lá e pra cá com baldes de água. Teve um tempo, em toda aquela demora, que não havia um fio negro sequer em minha pele, tudo era branco ou parcialmente grisalho, e meu rosto inteiro assemelhava-se ao mais antigo papiro. Já não havia a esposa do meu lado, talvez houvesse partido como o meu filho que também não consegui mais ver e ouvir. A filha tornou-se tão semelhante quanto a mãe, com as mesmas marcas do tempo no semblante abatido, tão bela que o sol fazia questão de sair em dia nublado. E meus netos crescerem, viraram homens e mulheres sadios, e colocaram ao redor de mim mais e mais crianças, bisnetos que deviam, também, estar brincando no terreiro lá fora, mas disso não tinha certeza pois quase não conseguia enxergar nada, nem este meu rosto velho à menos de um palmo de distância do espelho, mas conseguia ouvi-los todos com perfeita nitidez. E foi então que cada cantoria, cada palavra pronunciada, frases jogadas no tempo e no espaço foram se desintegrando como seda, e delicadamente tudo se tornou branco, branco como os meus cabelos, a minha barba, e já não havia nada mais para ser visto, nem ouvido e muito menos sentido. Apenas toda aquela brancura que me tomara por dentro. Até que percebi que ainda estava ali, menino sem pêlos nas pernas e nos sovacos, com a primeira espinha na testa, de camisa, cueca e meias, um menino que agora sentia frio e tinha medo de apanhar da mãe irritada que esbravejava, ordenando para que eu saísse do banheiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7462207506964153678?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7462207506964153678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7462207506964153678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7462207506964153678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7462207506964153678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/08/o-tempo-tem-medo-de-si-mesmo.html' title='O tempo tem medo de si mesmo?'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TFob_taZB-I/AAAAAAAAAsM/_x3aBHQuGxY/s72-c/edward-hopper-excursion-into-philosophy_1959.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7302687973648860082</id><published>2010-07-16T18:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:56:08.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Crise pênistencial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://jovem.ig.com.br/imagens/491/240/38/677342.banana_cuecas_225_300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 193px; DISPLAY: block; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://jovem.ig.com.br/imagens/491/240/38/677342.banana_cuecas_225_300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Claudio havia passado uma noite inesquecível ao lado de Lili. Ao término da troca de fluídos e carinho, olhou para o relógio, estava na hora de ir trabalhar. Apesar daquele belíssimo momento, vestiu-se e saiu do quarto, cabisbaixo.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrou Luciano, colega de escritório, que narrava as extraordinárias histórias e estórias que alegara ter passado no fim de semana. Apesar de tudo, Claudio sabia que era tudo mentira e permanecia em silêncio para deixar intacta a auto-estima do companheiro. Luciano, após falar e falar por um longo tempo, deu-se ao trabalho de encarar o colega, que olhava fixamente para o chão, com o semblante tristonho. Então arriscou uma pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você está bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que acontece?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe, andei pensando em uma coisa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que coisa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clímax do conto: Claudio, propositalmente, deixa no ar certo suspense, demorando a responder, fingindo amarrar os cadarços do sapato ou ajeitar a gola da camisa social. Vendo a inquietação do colega, decidiu falar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Andei pensando sobre o meu pinto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Virou veado narcisista, agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é nada disso, Luciano. É que meu pau é diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Diferente como?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bom, não estou à fim de mostrá-lo, então vou tentar descrever. É assim: ele é reto, extremamente reto, até quando está mole ele é reto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Reto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, reto. Um dia você me disse que seu pau é torto pra esquerda. O Fábio me disse que o dele é virado para cima, e umas outras tantas pessoas me disseram que seus respectivos paus são virados para todos os lados, para cima, para baixo, pra direita, pra esquerda. Só o meu que é reto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cara, isso é realmente é bizarro. Te aconselho a ir ao urologista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claudio quase não pôde trabalhar naquele dia. Em sua mente ainda ecoava a conversa com seu colega, e com aquilo sentia-se realmente estranho. Fingindo uma dor de cabeça, pediu dispensa ao chefe e decidiu ir à casa de Lili. Como sempre, transaram por horas seguidas, ela sempre insaciável, e ele, naquele momento, um homem inseguro. Após o terceiro orgasmo, Lili, exausta, notou toda a melancolia de seu amado, e então perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que passa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é nada não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Me conta. Se lembra que a gente combinou de nunca esconder nada um do outro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É verdade. Bem, é que andei pensando em uma coisa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lili, já esperançosa que iria receber o pedido de casamento ali mesmo, ajeitou-se na cama, arrumando os cabeços bagunçados, encarando-o com ternura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que coisa, meu amor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sobre o meu pau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O seu pau?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso mesmo. O pau de todos os homens são tortos. Uns são virados para a esquerda, outros para a direita. E tem uns, também, virados para baixo, outros para cima. O meu, apenas, é reto como um cabo de vassoura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E como você está entendendo tanto de paus assim? Andou conhecendo alguns?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você sabe que veado não sou. É que todos os meus colegas do trabalho dizem isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que ridículo, essa coisa de ficar falando sobre o próprio pau. Nós mulheres nunca falamos da boceta uma da outra. Nunca me importei que a minha foi sempre apertadinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está certo, mas o caso é que sou um homem. Eu me sinto um alienígena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claudio jogou-se no colo de Lili, pondo-se a chorar. Ela, enquanto acariciou os cabelos do amado, olhou para o teto, não acreditando que estava passando por aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Homens e suas crises... Que merda!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7302687973648860082?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7302687973648860082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7302687973648860082&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7302687973648860082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7302687973648860082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/07/crise-penistencial.html' title='Crise pênistencial'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-718273163020856274</id><published>2010-07-07T19:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:55:56.831-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Nem todas as histórias têm final feliz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TDU05h-BS4I/AAAAAAAAAr4/BqCrdgkedkc/s1600/OQAAAD3Zlf_l9fmC4eYnUfD-nDEnWqtBldsnhYFqjexQvcjklouxtdzX8NouU2A01FgtKkm3NfQ7wnXnmdTF0NpII_4Am1T1UP6VLXqdgpMqeViIhOBBYq5KUPus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; FLOAT: left; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491353483623877506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TDU05h-BS4I/AAAAAAAAAr4/BqCrdgkedkc/s320/OQAAAD3Zlf_l9fmC4eYnUfD-nDEnWqtBldsnhYFqjexQvcjklouxtdzX8NouU2A01FgtKkm3NfQ7wnXnmdTF0NpII_4Am1T1UP6VLXqdgpMqeViIhOBBYq5KUPus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ela lia Bukowski enquanto fodíamos. É estranho dizer isso, pode soar um tanto pós-moderno, mas o fato é que isso realmente acontecia. Após o trabalho, ela descalçava as sandálias e avançava em meu corpo de um jeito que realmente era difícil eu não me desequilibrar. E assim era todos os dias, quase por toda noite, e abria qualquer livro do escritor beberrão e gemia. No começo eu chegava a prestar atenção em cada linha lida, mas depois pouco me importava com aquilo tudo. Seus gemidos misturavam-se com cada vírgula, cada parte da história, e no ponto final de cada capítulo ela gozava. Isso chegava a me perturbar, até o dia em que ela não quis trepar comigo, fugiu para o banheiro com o meu livro e se masturbou. Tive que tomar uma iniciativa. Em nossa vida cabia apenas eu e ela, e não um escritor escroto que já estava morto há muito tempo. Enquanto ela não chegava do trabalho, rasguei todos os livros que eu possuia dele, página por página, e botei fogo em tudo. Ela descobriu o que eu havia feito, me bateu, cuspiu na minha cara, arranhou os meus braços, pegou suas roupas e foi embora para sempre. Eu me sentia um homem completamente traído. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-718273163020856274?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/718273163020856274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=718273163020856274&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/718273163020856274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/718273163020856274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/07/nem-todas-as-historias-tem-final-feliz.html' title='Nem todas as histórias têm final feliz'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TDU05h-BS4I/AAAAAAAAAr4/BqCrdgkedkc/s72-c/OQAAAD3Zlf_l9fmC4eYnUfD-nDEnWqtBldsnhYFqjexQvcjklouxtdzX8NouU2A01FgtKkm3NfQ7wnXnmdTF0NpII_4Am1T1UP6VLXqdgpMqeViIhOBBYq5KUPus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3598258273692934489</id><published>2010-06-12T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:55:44.257-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Falando de cinema: "Fúria de Titãs", de Louis Leterrier</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://tvcinemaemusica.files.wordpress.com/2009/12/furia-de-titas_poster1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; DISPLAY: block; HEIGHT: 378px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://tvcinemaemusica.files.wordpress.com/2009/12/furia-de-titas_poster1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Há muito tempo não se via no cenário hollywoodiano alguma adaptação de histórias da mitologia grega. O cinema se voltou para livros e quadrinhos, nestes últimos tempos, para dar vida à personagens e histórias que, até mesmo, eram desconhecidas do público. &lt;em&gt;Watchmen&lt;/em&gt; é um exemplo: história em quadrinhos escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons, lançada na década de 80 nos Estados Unidos, foi adaptada para o cinema e dirigida por Zack Snyder, e chegou a terras brasileiras em 2009. Mas o caso é que o fantástico mundo das lendas gregas veio perdendo seu brilho, e já estava mais do que na hora de capricharem em um filme sobre o assunto.&lt;br /&gt;O francês Louis Leterrier, diretor dos filmes &lt;em&gt;Carga Explosiva I&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;II&lt;/em&gt; e do horrendo &lt;em&gt;O Incrível Hulk&lt;/em&gt; (lançado em 2008, no qual Louis conseguiu distorcer tanto a história que Bruce Banner aprendeu a lutar com os capoeiristas da favela da Rocinha), ganha destaque ao lançar seu mais novo filme, &lt;em&gt;Clash of Titans&lt;/em&gt;, ou para os brasileiros, &lt;strong&gt;Fúria de Titãs&lt;/strong&gt;. O remake do filme que leva o mesmo título, lançado em 1981, com efeitos especiais em &lt;em&gt;stop motion&lt;/em&gt; de altíssima qualidade e tecnologia para época, foi dirigido por Stephen Norrington, o mesmo cara que botou nas mãos de Leterrier o roteiro do &lt;strong&gt;Fúria&lt;/strong&gt;. Um erro? Eu diria que nem tanto.&lt;br /&gt;Uma das poucas coisas que o diretor foi feliz na realização do filme: a escolha dos atores. Ralph Fiennes, artista que venho admirando desde “&lt;em&gt;O Jardineiro Fiel&lt;/em&gt;” foi escalado no elenco para interpretar um dos meus personagens prediletos do mito de Perseu, o deus do submundo Hades. Sam Worthington (novo queridinho de Hollywood, protagonizou &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/em&gt;) não tem apenas um corpo e rosto bonitos. Ele mostra muito mais do que o físico no filme. Sua atuação, apesar de não ser magistral, é digna de aplausos, principalmente para um ator em ascensão como ele. A outra parte do elenco, não tão conhecida assim como Mads Mikkelsen e Alexa Davalos (entre outros) ficou a desejar não tanto por má atuação ou coisa do gênero, foi o próprio diretor que não soube desenvolver as personagens dos atores. Pareciam atuar em qualquer outro filme que não fosse um sobre deuses e humanos. Tanto que muito das pessoas que aparecem durante o longa ficam mudos, como vasos apenas enfeitando o cenário, às vezes sem necessidade. Por exemplo, os deuses. Atenas, Afrodite, Hera, Hermes, Dionísio foram brutalmente descartados do filme. Durante uma cena, em que Zeus fica puto da vida com os humanos devido à rebeldia deles, aparece um círculo de deuses vestidos de &lt;em&gt;Cavaleiros do Zodíaco&lt;/em&gt; (eu explico este detalhe mais para frente), apenas Apolo profere uma única frase sem muito interesse, apenas para dizer “Oi, público, eu estou aqui!” e pronto. Nada mais.&lt;br /&gt;O que Leterrier quis e conseguiu foi arrancar um pouco do romantismo existente no primeiro filme e substituí-lo por algo mais “sério”. Em &lt;strong&gt;Fúria de Titãs&lt;/strong&gt; da década de 80, Perseu quer foder Deus e o mundo pelo amor de Andrômeda. No remake, a donzela Andrômeda, caridosa e distribuidora de pães aos pobres, não passa de uma mera conseqüência e Perseu, no longa, parece ser um homem muito mais frio, movido apenas por querer vingar-se dos deuses, especialmente Hades que acabou matando seus pais de criação afogados. O diretor francês deu outra cara ao mundo antigo, também. Criou personagens novos, repaginou a estética dos deuses, humanos e monstros. Sobre o figurino, indiscutivelmente pensei se tratar aquele filme sobre o mangá &lt;em&gt;Cavaleiros do Zodíaco&lt;/em&gt; (vide a comparação abaixo), e a semelhança era tanta que o próprio diretor, em uma entrevista, abaixou a poeira dizendo que sim, a semelhança entre o desenho japonês e seu filme era proposital por ser grande fã da saga do galã Seiya, Shiryu, Hyoga, a bichona Shun e o bipolar Ikki de Fênix. Tanto que o criador Masami Kurumada participou da produção do &lt;strong&gt;Fúria de Titãs&lt;/strong&gt;, por pedido do próprio Louis. Isso é que é ser fã, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 368px; DISPLAY: block; HEIGHT: 117px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482037160405499970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TBQbwJd2AEI/AAAAAAAAArw/w6trBlMP0Ow/s320/bruxalabi.JPG" /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482036600410114978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TBQbPjUii6I/AAAAAAAAAro/YhhGPmx5JJU/s320/cavazoditita.JPG" /&gt; Segundo a Wikipédia, “Perseu é fruto da união forçada entre a esposa de Acrísio e Zeus, portanto é um semideus. Acrísio, envergonhado com sua desonra, assassina sua esposa e a coloca em um caixão com seu filho vivo e o joga no mar. Por isto, Zeus o transforma em um homem besta. Um homem encontra o caixão, e o menino vivo junto com o cadáver de sua mãe, e esse homem o adota junto a sua família”, e essa é parte inicial da história, no qual Perseu é movido pela vingança e blábláblá e quer matar Hades (mas Hades não pode ser morto por, justamente, ser um deus e deuses não morrem, que pena!). O restante da história resume-se ao povo de Argos que encontrara Perseu após a morte de sua família, leva-o para o Rei que debocha dos deuses e sua esposa Cassiopéia diz que sua filha Andrômeda é mais bela do que Afrodite (esse é motivo real, na lenda grega, que motiva os deuses a acorrentar Andrômeda e oferecê-la como sacrifício) e Hades aparece e faz com que a filha de Cassiopéia seja servida como jantar do Kraken, por representar a desobediência dos homens perante o poder dos deuses do Olimpo. E aí o exército de Argos vai atrás das bruxas que habitam uma alta montanha para saber como é que se mata o Kraken. Pausa aqui: Louis Leterrier é realmente assaltante de ideias? Parece, pois o trio de bruxas sem olhos, para poder ver quem se aproxima de seu habitat, se utilizam de um olho, um único olho que fica preso na palma da mão da bruxa-mestre. Del Toro usou este mesmo artifício em seu filme “&lt;em&gt;O Labirinto do Fauno&lt;/em&gt;” (vide figura acima), quando a menina desperta o monstro ao tocar no banquete luxuoso à sua frente. Os olhos, colocados em um prato, são cravados nas palmas das mãos da criatura que deseja capturar a menina. Leterrier admira também Del Toro? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou deixando as pessoas que não assistiram ao filme bastante confusas, creio. Para sanar os pontos de interrogações, aconselho a lerem algo a mais sobre a história de Perseu e analisarem a diferença com algum release do filme. Sim, há uma brusca mudança, tanto na história, quanto o psicológico dos personagens e o seu verdadeiro fundamento. Stephen Norrington adaptou uma história da mitologia grega para fazer seu filme, e Louis Leterrier fez outra adaptação de um filme já adaptado. Genuinidade é algo que não pode ser esperado do longa de 2010, portanto. Não há escorpiões gigantes, cavaleiros do deserto com pele de casco de madeira, diabinhos que saem voando das asas de Hades, uma medusa sem pernas que rasteja por escombros de um mundo subterrâneo e que lança flechas e muito menos um Pégaso negro e até mesmo um Kraken, já que este monstro não existe na mitologia grega e, sim, meus caros, é um ser das lendas escandinavas, inicialmente um cefalópode gigantesco que atacava os navios. A história mitológica, em si, não carrega tantos momentos envolventes de ação, tanto que seu intuito não é deixar as pessoas doidas de expectativa para saber o final da história, e sim, possui um espírito muito mais humano e filosófico do qualquer outra coisa. Uma adaptação teria de ser feita, sim, se Leterrier quisesse continuar dando prosseguimento à sua linha cinematográfica de filmes de ação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já era esperado graves mudanças, e foi isso que me preocupou, e é isso que faz do filme não ser assim tão brilhante como deveria ser. Na verdade, adaptar um filme não é mudá-lo por completo e sim saber administrar as alterações pertinentes da nova obra e saber usar estas mudanças para deixar à mostra os gostos, ideias e características do diretor. O que aconteceu em &lt;strong&gt;Fúria de Titãs &lt;/strong&gt;foi uma adaptação brusca, mas que não chega a mudar por completo todo o enredo, mas faz com que as pessoas se detenham mais à coisas sem muita importância como as batalhas, o sangue, os gritos e explosões, elementos típicos de um filme de ação. O que deveria ser realmente notado é de como o personagem Perseu é uma representação de uma exclusão social (seu próprio pai tenta o matar lançando-lhe ao mar, ou seja, descartando-o de toda a família, porta para a sociedade), e de como a falta dos pais faz com que sua revolta cresça tanto que chega a quebrar suas próprias crenças. Segundo Alexandre Quinta Nova Teixeira do site “Portal da Psique”, “&lt;em&gt;quando Perseu decapita Medusa, ele destroi a imagem de sua mãe negativa. Medusa simboliza a mãe que paralisa o filho não possibilitando que ele se desenvolva. Enquanto que Dânae simboliza a mãe positiva que é pura. Com isto um dos aspectos do herói representa a necessidade de se afastar do seu herói. Isto só será possível quando Perseu vence a Medusa, decapitando assim a sua imagem de mãe negativa&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Este filme pode ser um motivo à mais para que as pessoas tenham um interesse maior pela mitologia, pela leitura de histórias e sites que tratem sobre o assunto. Pode ser aí um motivo à mais para que outros diretores dêem mais valor à todo o brilhantismo da cultura grega, e que possamos, com ela, aprender alguma coisa. Mas, para aprender, é preciso enxergar, e se atrás de explosões e criaturas bizarras houver a verdadeira essência da coisa, vai ser difícil enxergá-la e colocá-la em prática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 409px; DISPLAY: block; HEIGHT: 201px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://lucasfilmes.files.wordpress.com/2009/12/furia-de-titas.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3598258273692934489?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3598258273692934489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3598258273692934489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3598258273692934489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3598258273692934489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/06/falando-de-cinema-furia-de-titas-de.html' title='Falando de cinema: &quot;Fúria de Titãs&quot;, de Louis Leterrier'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/TBQbwJd2AEI/AAAAAAAAArw/w6trBlMP0Ow/s72-c/bruxalabi.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4364460138881625123</id><published>2010-05-30T07:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:55:33.110-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Não se vá, meu amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pontosdevista.net/img/p/09/2079_l.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 282px; FLOAT: left; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.pontosdevista.net/img/p/09/2079_l.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Para as pessoas em geral, ele não teve motivos realmente &lt;em&gt;importantes&lt;/em&gt; para ter feito aquilo; mas, para si próprio, o abandono foi suficiente para pintar de vermelho a cama em que dormia a namorada.&lt;br /&gt;Era uma terça-feira. Tadeu decidiu não tomar banho em seu trabalho naquele dia. Juntou todos os seus pertences na mochila e entrou no carro. No percurso até sua casa, ouviu notícias de políticos suspeitos de fraude, nada muito fora do comum. Ouviu, também, músicas antigas, aquelas que costumava ouvir ao lado do seu pai, mas nem por isso esboçou no rosto cansado um sorriso. Para si, o ato de se lembrar de algo não era motivo para emoções.&lt;br /&gt;Estacionou o carro ao lado de um fusca azul, como sempre fazia. Tadeu não quis ir de escada até o quinto andar. Preferiu ir de elevador, deixando-se levar pelo cansaço que se transformava em sonolência. Conseguiu ver os olhos caídos de Ana pelo espelho, quando ela colocava no corpo um sutiã vermelho, e dentro de uma mala o último par de meias.&lt;br /&gt;Inicialmente, não conseguiu entender aquilo tudo. Na verdade, até mesmo depois de todo o ocorrido não conseguia encontrar respostas. Vê-la calçar as sandálias prediletas, apanhar as chaves em cima da mesa, olhar para trás e simplesmente dizer adeus fizeram Tadeu tocar o braço da mulher e fazê-la parar de andar. Apenas perguntou o porquê daquilo. Ana escondeu os olhos. Tentou se mover, mas Tadeu a apertava ainda com mais força. Ela tentava mover-se para frente, sair do apartamento, mas Tadeu não deixava, não queria.&lt;br /&gt;Arrastou-a para o quarto. As sandálias e a mala ficaram caídas na sala. Ana tentara gritar. Disse que estava amando outro homem. Tadeu pensou em chorar, em implorar para que continuasse ali, ao seu lado, mas já demonstrava fraqueza demais lançando contra o rosto da mulher um golpe que a deixara inconsciente, caída no chão do quarto.&lt;br /&gt;Trancou a porta do cômodo. Caminhou até a cozinha. Não havia outro modo de impedi-la de partir. Notou que Ana cortava cenouras para o jantar, as rodelas alaranjadas do legume espalhadas sobre uma tábua de cortar carne. Enfiou um pedaço de cenoura na boca e voltou para o quarto, mastigando silenciosamente, apenas observando a mulher erguer-se lentamente do chão, sentindo fortes dores de cabeça. Antes que ela pudesse recobrar a consciência, deu o primeiro golpe com a faca que havia pegado no meio das cenouras. O segundo golpe foi mais fácil. O terceiro fez com que ela gritasse ainda mais. O quarto, o quinto, o sexto, o sétimo... Todos eles fizeram com que a cama branca ficasse vermelha, assim como as paredes, o guarda-roupa. O décimo segundo golpe, o último, tirou de Ana o que restava de seu rosto.&lt;br /&gt;Tadeu tomou um rápido banho, arrumou as coisas de Ana e ligou a tevê. Sentia fome quando se deu conta de que não havia absolutamente ninguém que pudesse terminar de fazer a sopa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4364460138881625123?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4364460138881625123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4364460138881625123&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4364460138881625123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4364460138881625123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/05/nao-se-va-meu-amor.html' title='Não se vá, meu amor'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7106132516432536242</id><published>2010-04-13T06:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:55:22.562-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Exercícios Físicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.art-prints-on-demand.com/kunst/rajasthani_school/miniature_kama_sutra_vatsyaya_hi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; DISPLAY: block; HEIGHT: 191px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.art-prints-on-demand.com/kunst/rajasthani_school/miniature_kama_sutra_vatsyaya_hi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Dona Eliete, após uma consulta ao médico recorrente à fortes dores nas costas que vinha sentindo no decorrer de algumas semanas, recebeu a notícia de que seus males poderiam ser amenizados, e até mesmo curados, com vários exercícios físicos diariamente. Ela, não muito acostumada àquele tipo de coisa, saiu do consultório com a mente repleta de pontos de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando em casa, pediu ao seu filho caçula, Leonel, para que lesse e explicasse o que estava dizendo aquela folha que a doutora havia lhe entregado. O menino, atentamente, leu toda a folha e contemplou as figuras ali estampadas, e então explicou à sua mãe, tão ruim de vista e de pensamento, que aquilo era uma lista de exercícios que teria de fazer todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando à noite, o filho mais velho de Dona Eliete, Reinaldo, chegou de seu trabalho e se pôs a conversar com Leonel, perguntando-lhe sobre as novidades do dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, mamãe tem que fazer um montão de exercícios físicos por causa daquelas dores nas costas que ela vem sentindo - disse Leonel, concentrado em um livro aberto sobre o seu colo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que exercícios? - perguntou Reinaldo, tirando dos pés os sapatos apertados e a gravata sufocante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Exercícios de alongamento e tal. Sabe, são muito estranhos e difíceis! Parece até o Kama Sutra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois irmãos riram, e então Leonel voltou à sua leitura e Reinaldo tirava as meias dos pés. Mas não haviam notado a presença de Dona Eliete que, parada no limiar da porta, contemplava os dois jovens com uma profunda cara de dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que é Kama Sutra? - perguntou a mulher, esfregando os dedos no avental sujo de beterraba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os irmãos se olharam, ainda mais confusos. O que explicar à sua mãe sobre um assunto assim tão delicado quanto àquele? Sim, muito delicado, pois aquelas coisas eram jamais mencionadas dentro daquela casa. E então, usando toda a sua sagacidade, Leonel respondeu, quebrando aquele silêncio pétreo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É um livro que tem muitos exercícios difíceis de se fazer. Muito complicados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dona Eliete abriu um sorriso. Tinha entendido, por fim (ou parecia ter entendido aquilo tudo). Voltou para a cozinha e seus afazeres, enquanto os irmãos se olhavam, sem saber o que dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7106132516432536242?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7106132516432536242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7106132516432536242&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7106132516432536242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7106132516432536242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/04/exercicios-fisicos.html' title='Exercícios Físicos'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7943379534423721514</id><published>2010-04-04T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:55:09.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Falando de Cinema: "Ilha do Medo", de Martin Scorsese</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.iwatchstuff.com/2009/07/22/shutter-island-poster.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; DISPLAY: block; HEIGHT: 424px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.iwatchstuff.com/2009/07/22/shutter-island-poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Martin Scorsese havia ganhado o meu respeito quando assisti Taxi Driver, seu filme de 1976 que ganhou a Palma de Ouro em Cannes e foi indicado ao Oscar na categoria “melhor filme”, assim como o Steven Spielberg passou a ser adorado por mim quando pude assistir Munique e Minority Report. Mas este respeito havia se multiplicado ao ter assistido seu mais novo lançamento, “Ilha do Medo” (Shutter Island, 2009, 148 min), filme baseado na obra de literatura do famoso escritor de romance policial Dennis Lehane. Confesso ter tido receio de assisti-lo, sendo um estilo de arte tão diferente do meu gosto. Sinceramente acho livros e filmes policiais tão previsíveis que o final da história é encontrado logo de cara nos primeiros minutos. E é essa impressão que tive no início do filme.&lt;br /&gt;História sem nenhum excesso de criatividade, estende-se em uma ilha que abriga um hospício e onde todas as pessoas parecem ser ameaça para o detetive Teddy Daniels (interpretado por Leonardo Di Caprio), que nos últimos minutos de filme se demonstra um personagem totalmente diferente do que nós imaginávamos. É esta reviravolta criada por Lehane e embelecida pelo olhar artístico de Scorsese que torna o filme tão magnífico. Tudo o que o espectador assistiu nos minutos passados parece cair por terra, e leva certo tempo, também, para ele se dar conta disso. E a poderosa trilha sonora ganhou muitas cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 387px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://moviechopshop.com/wp-content/uploads/2010/02/shutter-island-2010-wallpaper.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A trilha sonora é tão importante para um filme, assim como um médico é importante para um hospital, apesar de muitos diretores bons não optarem por este tipo de recurso, ou o usarem em raras situações. Há uma música muitíssimo violenta e cheia de beleza que faz parte de uma das cenas mais fortes na minha opinião, que é a chegada do detetive Daniels e seu companheiro Chuck Aule (interpretado por Mark Ruffalo) ao hospício macabro no meio da tenebrosa ilha. Este sensacional som funciona tão bem no sentido de prender o espectador ao filme, que Martin Scorsese talvez tenha exagerado em sua quantia no decorrer do longa-metragem. A música repete-se em diversas vezes, e gradativamente extingue o seu poder de prender a todos. Porém, ela não sai da cabeça e fica lá por um bom tempo.&lt;br /&gt;A fotografia é impecável. Câmeras bem posicionadas, enquadramentos inesquecíveis e a melancolia nas cenas é que fazem este filme ser o que é: fantástico. Um filme sem muitos exageros, apesar de não ter uma maquiagem tão especial assim, o que também é de suma importância para o cinema. Deixo aqui a minha mais sincera admiração por Leonardo Di Caprio, que teve uma atuação excelentíssima, superando até, em algumas vezes, a presença do ator Mark Ruffalo.&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.rogdykker.com/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/81841_shutter_trailer-park.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Não é o melhor longa-metragem que já vi neste ano, mas está bem perto de o ser, ficando ali colado com o filme do Tarantino, Bastardos Inglórios. Tente não assistir este filme com a namorada ou namorado, amigos chatos ou qualquer outro tipo de indivíduos azucrinantes, pois ele deve ser assistindo com bastante minúcia, pois algumas idéias do filme do Scorsese podem passar despercebidas, e o filme fica bastante confuso de compreender. &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7943379534423721514?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7943379534423721514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7943379534423721514&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7943379534423721514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7943379534423721514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/04/falando-de-cinema-ilha-do-medo-de.html' title='Falando de Cinema: &quot;Ilha do Medo&quot;, de Martin Scorsese'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1330736134045039718</id><published>2010-03-18T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:54:58.613-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Agosto, triste Agosto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SgoCGCr73_M/Smdy8IbtCtI/AAAAAAAAANY/d12VfQdwIXA/s320/demitir.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; FLOAT: left; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SgoCGCr73_M/Smdy8IbtCtI/AAAAAAAAANY/d12VfQdwIXA/s320/demitir.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Sentia-se em casa. Cada chão, cada parede e teto daquele edifício velho e em ruínas já estavam marcados em sua memória. E todos os dias, antes do trabalho, Geraldo fazia questão de cravar ainda mais em sua cabeça cada centímetro daquele local, memória que às vezes lhe falhava. Olhou para o calendário abarrotado em cima de sua mesa e constatou o que há dias esperava: 8 de agosto. Era naquela data que comemorava seus trinta anos de emprego naquela empresa, e emocionado, perguntava aos seus colegas de trabalho:&lt;br /&gt;- Sabe que dia é hoje?&lt;br /&gt;- Quinta-feira?&lt;br /&gt;- Também. Faço três décadas de empresa hoje. Não está orgulhoso?&lt;br /&gt;- Oh, sim. Parabéns - respondiam sem muita vontade, onde logo voltavam em seguida aos seus afazeres.&lt;br /&gt;Triunfante, remexeu em uma caríssima garrafa de vinho que havia comprado com suas árduas economias, fazendo barulho com a sacola de plástico enrolada na bebida. Olhou para o relógio do monitor de seu computador, dando-se conta de que faltavam trinta minutos para o horário do seu almoço.&lt;br /&gt;Dirigiu-se até uma densa porta de madeira localizada um andar acima do setor onde exercia o seu cargo, dando leves batidas que foram recebidas por uma voz abafada que lhe mandava entrar.&lt;br /&gt;Acomodou-se em um banco de couro, colocando o vinho no meio das pernas. Um homem, com uma careca reluzente, assinava calhamaços de papéis, enquanto que uma secretária ruiva socava o teclado de um computador velho.&lt;br /&gt;- O senhor me chamou?&lt;br /&gt;- Sim, Geraldo - respondera o chefe, sem tirar os olhos de sua mesa repleta de objetos amontoados.&lt;br /&gt;- Antes queria lhe perguntar algo.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Sabe que dia é hoje?&lt;br /&gt;- Quinta-feira - resmungou o homem, coçando a careca que brilhava de suor.&lt;br /&gt;- Também. Hoje faço três décadas nesta queridíssima e amada empresa. Trinta anos não são trinta dias...&lt;br /&gt;- Oh, entendo. Parabéns - sibilara o chefe que, por fim, ergueu os olhos, tomando um gole de uísque em um copo com gelo a derreter.&lt;br /&gt;Imediatamente, Geraldo abrira a garrafa de vinho com um saca-rolhas que carregara consigo estrategicamente em seu bolso, despejando a bebida no copo vazio do chefe que o olhava atônito, assim como a secretária, assustada com o estrondoso barulho da rolha que voara pela sala.&lt;br /&gt;- Mas o que é isso? - perguntou a secretária, do outro canto da sala, ajeitando-se em sua cadeira, deixando cair sobre a mesa uma caneta.&lt;br /&gt;- Vinho dos bons, senhora - respondeu Geraldo com os olhos a brilhar, esperando que seu chefe tragasse aquela bebida que havia comprado com tanto carinho.&lt;br /&gt;Porém, o homem permaneceu imóvel, a olhar para o copo com vinho como se tivesse diante de si uma dezena de rãs mortas. Com a ponta do dedo afastou a bebida, onde Geraldo novamente a empurrou a ele, com um sorriso que lhe ia de orelha à orelha, um sorriso que quase lhe saía pela boca. O chefe coçou a careca que parecia ainda mais enxarcada de suor e sorveu, temeroso, a bebida, no qual fechou os olhos e esboçou em seu rosto enrugado um leve sorriso de contentamento.&lt;br /&gt;- O que o senhor tinha pra falar, chefe?&lt;br /&gt;Como se acordado de um transe, o homem ajustou a gravata amarela que lhe apertava a garganta, endireitou-se em sua poltrona reclinável, cruzando as mãos em cima de sua estufada barriga. Suspirou fundo, pigarreando logo em seguida, como se fosse pronunciar um demorado discurso político:&lt;br /&gt;- A nossa empresa se alegra em tê-lo como funcionário há tantos anos, um homem que sempre seguiu com as nossas normas e ajudou, com suas próprias mãos e suor, a construir o que a nossa empresa hoje ela é...&lt;br /&gt;E enquanto o chefe enchia aquela sala de palavras encantadoras e pomposas, Geraldo já imaginava em sua sala uma televisão de LCD que, provavelmente, iria ganhar de presente do homem que, ao contrário das outras pessoas daquele local, conseguia ver seu potencial. Em sua mente, imaginou uma garagem que iria mandar construir para pôr um carro que ganharia, e na parede de seu quarto colocaria a medalha que talvez ganhasse como funcionário exemplar.&lt;br /&gt;-...e cumprindo com seus horários, fazendo com que nós prosperássemos. Porém, senhor Geraldo, os dias atuais estão cada vez mais complicados, cheios de reviravoltas e turbilhões, e é necessário limpar o baú do passado para que um brilhante futuro seja concretizado. Por esse motivo, estamos desligando o senhor da nossa empresa.&lt;br /&gt;Geraldo pareceu não ouvir. Pediu para que o chefe repetisse, e a cada momento que se passava, cada vez mais que permanecia ali dentro daquela sala que firmava ainda mais aquela verdade dolorosa, mais ele sentia em seu peito aquelas palavras ecoarem dentro de si, cravarem-se em sua alma como o gume de uma faca traiçoeira.&lt;br /&gt;O funcionário colocou debaixo do braço o seu caríssimo vinho, passou em sua sala, de cabeça baixar para não esboçar nenhum sentimento que denunciasse a sua demissão aos colegas de trabalho - ou melhor, ex-trabalho. E recolhendo suas coisas lentamente, saiu daquele setor que tanto conhecia, cumprimentou pela última vez o homem do elevador, que sempre contava a mesma piada todos os dias, e sem se despedir de ninguém, saiu daquele edifício que, por fim, parecia desabar em suas costas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1330736134045039718?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1330736134045039718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1330736134045039718&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1330736134045039718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1330736134045039718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/03/agosto-triste-agosto.html' title='Agosto, triste Agosto'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SgoCGCr73_M/Smdy8IbtCtI/AAAAAAAAANY/d12VfQdwIXA/s72-c/demitir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3313441767191987328</id><published>2010-03-03T16:27:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:49.596-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Segundos perdidos de uma Mão estendida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__NBrfMDLy08/R7zpy-dsY_I/AAAAAAAAAX0/9tE5vAzySKY/s320/oliver.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 281px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__NBrfMDLy08/R7zpy-dsY_I/AAAAAAAAAX0/9tE5vAzySKY/s320/oliver.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Quando a mãe depositou nas pequeninas mãos da menina algumas moedas, sentiu como que um aperto no peito ao vê-la correndo em direção ao caixa. Um homem de óculos empinado na ponta do nariz curvou-se sobre o balcão, recolhendo os trocados que a menina havia lhe entregado, virou-se como era costumado a fazer e colocou, quase que com uma suavidade melancólica, um punhado de balas nas mãos da garota. Ela apertou os dedos contra os doces e acomodou os punhos cerrados no peito, o vestido vermelho de algodão farfalhava a cada pulo de alegria enquanto que o plástico colorido das balas parecia vivo, remexendo-se em um burburinho miúdo. Ela correu para a calçada, enquanto que a mãe trocava ainda algumas palavras com a tia que fazia esforço em não deixar o chapéu ser levado pelo vento.&lt;br /&gt;Ela descascou uma bala, vendo a cor rosada daquela coisa redonda e tão viva, tão doce que podia-se sentir o cheiro de longe. A bala derretia em sua língua, rebatia hora ou outra nos dentes que se seguravam para não morder o doce, e a língua virava colchão quando ela se cansava de chupar. A boca pequena parecia abrigar seres pequeninos que tentavam à qualquer custo sair daquela caverna bucal. A garota enrolava com os dedos algumas mechas do cabelo castanho e sentara-se à beirada da calçada, vendo um senhor passar de bicicleta à sua frente. Ela fingiu não se importar com aquilo, mas no fundo do seu pequeno coração de criança – que é capaz de guardar os mais belos tesouros e as mais sujas memórias – palpitava o desejo de saber andar de bicicleta, tal como aquele desconhecido. Queria sentir seus pés girando os pedais, os dedos apertando com firmeza o guidão, o vento beijando-lhe a face em êxtase.&lt;br /&gt;Ouviu sua mãe gritar duas ou três vezes o seu nome. Não fez o esforço de virar o pescoço para saber o motivo do chamado, pois, à sua frente, surgindo pesadamente como se fosse tombar ao chão à qualquer instante, o ônibus surgia cada vez mais nítido, mais real; o cheiro da fumaça que saía do escapamento, os pneus que esmagavam formigas no asfalto, tudo, absolutamente tudo tornava-se mais nítido. Ergueu-se, ainda, para limpar a poeira atrás do vestido, e com alguns tapinhas desfez a sujeira em sua vestimenta. Deu alguns passos para frente, sentindo ao seu lado a respiração quente de alguma pessoa. Ia direcionando-se ao ônibus quando estendeu a mão, a pensar em sua mãe que a acompanhava pelas costas, mas, ao virar-se, contemplou, estarrecida, o rosto encardido de um menino que também havia esticado sua mão, mas esperava com certa paciência a autorização da menina para que pudesse lhe tocar o membro estendido.&lt;br /&gt;Virou os olhos, vendo a figura de sua tia e mãe aproximarem-se com angústia derramando dos olhos, uma, segurando chapéu no alto da cabeça redonda, dizendo não ser aquele o ônibus que iriam pegar, e a outra, mordiscando com nervosismo a unha do dedo mindinho e com os lábios crispados. A garota voltou a olhar o menino que desistira do cumprimento e abaixara o braço, colocando as mãozinhas sujas dentro dos bolsos da calça surrada e repleta de nódoas de carvão e ferrugem. Pôde ouvir o menino pedindo uma das balas que carregava em uma das mãos, mas, talvez por medo de qualquer reação do homenzinho desconhecido, permaneceu muda a olhá-lo de esguelha, enquanto esperava silenciosamente os braços de sua mãe para lhe tirarem daquele pesadelo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3313441767191987328?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3313441767191987328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3313441767191987328&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3313441767191987328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3313441767191987328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/03/segundos-perdidos-de-uma-mao-estendida.html' title='Segundos perdidos de uma Mão estendida'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__NBrfMDLy08/R7zpy-dsY_I/AAAAAAAAAX0/9tE5vAzySKY/s72-c/oliver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-203678041320865553</id><published>2010-02-19T18:44:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:40.186-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Promessas vãs de uma rainha</title><content type='html'>&lt;a href="http://psisaber.files.wordpress.com/2009/11/homem_x_mulher_450.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://psisaber.files.wordpress.com/2009/11/homem_x_mulher_450.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu vou deixar de calçar os teus pés&lt;br /&gt;E de lhe trazer à cama o café quente sem açúcar&lt;br /&gt;E tirar dos teus olhos as remelas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mais acender os teus cigarros,&lt;br /&gt;Muito menos fazer o nó da tua gravata vermelha&lt;br /&gt;E passar perfume em teu pescoço;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me deixares para ir trabalhar,&lt;br /&gt;Não conte comigo para engomar as tuas camisas&lt;br /&gt;E nem lhe preparar aquelas almôndegas ao molho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais irei te esperar na sala de jantar&lt;br /&gt;E com um beijo perguntar como foi o teu dia&lt;br /&gt;Pois sei que eles são todos iguais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou abandonar as carícias que eu lhe dava,&lt;br /&gt;Aquelas antes, durante e depois do banho&lt;br /&gt;E não conte mais comigo para esfregar teus pés;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perderes o controle da televisão,&lt;br /&gt;Não me chame, pois não irei te ajudar a procurá-lo&lt;br /&gt;Mesmo eu sabendo onde o controle está;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando dormir, por fim, exausto do teu dia&lt;br /&gt;Vire para o outro canto da nossa cama&lt;br /&gt;E não espere dos meus dedos afagos de boa-noite;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de mim, meu bem, espere apenas mentiras&lt;br /&gt;Pois o café está quase pronto,&lt;br /&gt;os teus olhos livres das remelas,&lt;br /&gt;o teu cigarro aqui aceso,&lt;br /&gt;a gravata pronta em nó,&lt;br /&gt;o perfume em tua pele,&lt;br /&gt;as camisas todas engomadas,&lt;br /&gt;as almôndegas já congeladas,&lt;br /&gt;a sala de jantar preenchida,&lt;br /&gt;um beijo de retorno,&lt;br /&gt;orgasmos nos banhos,&lt;br /&gt;pés livres de sujeiras,&lt;br /&gt;o controle em cima da cômoda&lt;br /&gt;e um afago de boa-noite. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-203678041320865553?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/203678041320865553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=203678041320865553&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/203678041320865553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/203678041320865553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/02/promessas-vas-de-uma-rainha.html' title='Promessas vãs de uma rainha'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2806971804138502815</id><published>2010-02-11T10:48:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:31.876-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista com Adriana Kairos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bnb4M04zrhs/Ss58frGn4KI/AAAAAAAAA7E/GTzog-Lv2ZE/s400/claraboia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 334px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bnb4M04zrhs/Ss58frGn4KI/AAAAAAAAA7E/GTzog-Lv2ZE/s400/claraboia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Livro de estréia da escritora e poeta Adriana Kairos, Clarabóia. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a honra de conhecer esse exemplo de vida no lançamento da Antologia de contos policias brasileiros, "Assassinos S/A", lá no Rio de Janeiro. Não me dei conta de como fui sortudo ao meu texto ter sido publicado ao lado da Adriana. Ela chegou exibindo um sorriso de orelha à orelha, exalando simpatia por todos os poros do corpo. Me abraçou. Pensei "Eu vou ser amigo dessa mulher". E assim, o destino tão amigável comigo, o fez. Apesar de não termos trocado tantas palavras, o que realmente é lamentável, pude ter um contato muito maior com essa figura pelas redes na Internet. Ela me contou sobre grande parte de sua vida. Eu contei a minha. E assim começou uma amizade que dura até hoje, apesar de não muito tempo, mas sei que levarei essa mulher pro resto da minha vida, na mente e no coração.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/22/m_ad02d817212c4cba901419dd549406f4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/22/m_ad02d817212c4cba901419dd549406f4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Decidi fazer uma entrevista com ela não por ser amiga minha. Mas por ser extremamente talentosa, à ponto de eu achar que essa mulher tem muito o que acrescentar na vida de todos. E acrescentar coisa boa. É através de seus textos escritos com tanto carinho que recebemos mensagens de progresso espiritual e mental. Com a maturidade de um José Saramago em suas palavras, ela exibe que realmente sabe do que está falando e do que quer transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue, abaixo, a afável entrevista com a escritora e poeta carioca, Adriana Kairos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Dizem que escrever é difícil. Outros, ainda, dizem é extremamente fácil. Como é escrever para você?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Escrever, para mim, é um parto. Sofro a cada linha. Sinto-me invadida por inúmeros e dolorosos sentimentos, horas meus e outras não. Contudo os recebo como um sofrer gostoso, quase sexual (risos) e quando, por fim, o texto “nasce”... Uau! É puro êxtase. Sinto-me plena e vazia ao mesmo tempo. Fico ansiosa pra gerar outro. Ansiosa por sofrer e parir outros sentimentos em palavras, derramadas gota a gota nas folhas brancas de um papel qualquer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Podemos notar, tanto em suas conversas quanto nos textos em que você produz, uma forte preocupação com a literatura em locais de difícil acesso para a cultura, como comunidades carentes, por exemplo. Você enfrenta essa realidade de perto. Em sua visão, como essa situação pode melhorar?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; É verdade. Mas não só a literatura como também todas as manifestações de cultura e arte dos espaços populares me interessam. Penso que muitos de nós (“seres periféricos”) estamos, aos poucos, pondo a boca no mundo. Acredito que estamos no caminho é por ai mesmo. Fazer arte independente da arte que o mundo faz com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Internet e Arte. Dá certo? E como ela ajudou em sua carreira literária?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Claro! Super certo! A internet, de fato, democratizou a viabilização de muitos projetos artísticos e culturais de muita gente boa por ai. Além de divulgar de uma forma mais global (se é que pode se dizer assim) toda essa diversidade de conteúdos. Bom, para mim, a internet foi fundamental e continua sendo. Desde o meu primeiro post, que aconteceu de maneira muito tímida, no site RELEITURAS até a criação do blog, o CARTOGRAFIA N’ALMA e a realização do livro impresso, o CLARABÓIA; o reconhecimento do meu trabalho tem aparecido de maneira gradativa, porém constante com direito a homenagens e coisas do tipo. (pois é, pois é, pois é... rsrs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Brasil é um país que lê pouco. Fato. De quem é a culpa? Você acha que falta incentivo à cultura por parte de nossos representantes políticos ou a culpa é dos escritores, que não sabem fazer um leitor gostar de ler?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Vamos refletir sobre isso de outra maneira. Em minha opinião, o fato do Brasil ser um país de poucos leitores se dá por algo que vai mais além de simples projetos de incentivo a cultura ou do fazer literário de nossos escritores. Acredito, piamente, que o problema está na falta de investimento e planejamento na Educação do nosso país. Vejam, todos os anos saem, só das escolas públicas, milhões de alunos do Ensino Médio que jamais tiveram, durante toda a sua vida escolar, qualquer incentivo a leitura. E não pensem que estou exagerando. Salvo alguns bons professores que assumiram de fato um compromisso com a Educação - coisa difícil, diga-se de passagem, com o salário que recebemos - a coisa funciona mais ou menos assim, principalmente nas escolas públicas: o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende (por uma série de motivos que não cabem aqui por hora) e no final temos milhões de diplomas (canudinhos vazios), escolas com “verbas”, ou seja, “funcionando”, o Estado “feliz” com os novos números de aumento no índice da escolaridade e etc. Fantástico! Não acha? Eu não acho. Estes analfabetos funcionais com seus diplomas (quero deixar claro que não estou pondo culpa no aluno, mas mostrando, a partir do meu ponto de vista, como as coisas funcionam. E acredite, eu sei do que estou falando) não conseguem, muitas vezes, interpretar um texto simples ou mesmo ler uma lauda sem gaguejar. Pois é, são estes alunos que vão tentar o PROUNI, num sincero desejo de mudar de vida, “melhorar” com um diploma universitário. Muitos desses alcançaram o objetivo e chegam a ocupar os bancos das faculdades particulares (inclusive de Letras) por ai a fora. Com sorte terminaram seus singelos cursos sem nunca terem lido, ao menos, os clássicos (autores contemporâneos então, nem pensar), apenas trechos ou resumos baixados da internet para passar nas provas semestrais e estou falando dos estudantes de Letras, imagine o que acontece com os outros cursos... Estes professores, meus colegas, estão se formando e entrando em salas de aulas para formar os novos leitores. Percebe como o problema é muito mais complexo? Eu poderia falar por horas sobre este assunto, no entanto quero apenas chamar atenção para este aspecto da situação do nosso país e seus quase-leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Você deixou bem claro que é adepta ao Socialismo. O Brasil seria um país melhor, mais igualitário, se fosse socialista? Por que acha que não deu certo em alguns países que foram adeptos à esse tipo de política, como a URSS, por exemplo? Daria certo aqui no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; I have a dream!!! (risos) Acredito no poder popular, acredito sim que poderia dar certo. Cuba nos mostra que é possível, apesar do embargo. A UNICEF já atesta em seus relatórios que não há desnutrição infantil naquele país&lt;br /&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?idioma=PT&amp;amp;cod=44113"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?idioma=PT&amp;amp;cod=44113&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;). A Saúde e a Educação são, verdadeiramente de excelência naquele país, apesar de todas as adversidades. E por falar em Educação, “100% das crianças e adolescentes cubanos freqüentam a escola, que é obrigatória por nove anos e segue sem custar um centavo até o nível universitário, onde até mesmo os livros são gratuitos. A lei cubana obriga os pais a enviarem seus filhos à escola.” (trecho do site UOL notícias de 01/01/2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2009/01/01/ult4909u7018.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2009/01/01/ult4909u7018.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ah! E por falar nisso, estou lendo um livro incrível que fala justamente sobre este assunto, chama-se: A VANTAGEM ACADÊMICA DE CUBA de Martin Carnoy. O Socialismo é sim o caminho. Contudo sabemos que também é um processo que passa mais uma vez pela Educação. “EU TENHO UM SONHO!” E não duvide dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Processo criativo e inspirações. Cada artista possui um. Como é o seu? De onde vem as suas inspirações?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Das mais diversas partes. Desde Rubén Dario a Clarice Lispector, da Legião Urbana a Edith Piaf, de Tarcila a Dali, do Tintin a turma da Mônica, dos musicais de 30 as superproduções cinematográficas de hoje, mas principalmente dos olhos das pessoas. Todos têm uma história transcrita nas retinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Clarabóia”, seu livro solo. Seus textos já participaram de outras publicações, como antologias, por exemplo. Como é ter seu primeiro trabalho publicado?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Putz! É muito bom! Eu sei que é muito clichê dizer isso, mas é como ter um filho. E o mais legal é descobrir que outras pessoas também acham o seu bebê “fofo”. hahaha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Uma frase, que, pessoalmente, gosto muito, é "Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial”, da Virginia Woolf. É prazeroso escrever, para você? Ser lido é superficial?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Sim, escrever é um prazer, louco, animal, visceral, no entanto, ser lida... Eu não diria que é vital como escrever é para mim, mas também não é superficial como disse Woolf. Eu diria talvez que é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Referências. Querendo ou não, todo artista possui uma. Naturalmente, um escritor se inspira ao terminar de ler um livro. Um artista plástico, ao contemplar uma obra de arte. Um músico, ao ouvir uma música. Quais são seus ídolos inspiradores (se é que possui algum)? São ídolos apenas na Literatura? As outras áreas da Arte (música, cinema, artes plásticas, etc.) te servem como inspiração também?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Nooooossa!!! Eu ouço, assisto e leio tanta coisa que tudo fica, de alguma forma, impregnado em mim. Tenho tantos ídolos por suas obras que cansaria o leitor se eu os listassem. No entanto, Mercedes Sosa é para mim uma referencia de vida e de obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Escritores. Conhecidos ou não. Quais você admira?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Vamos lá! Os conhecidos primeiro (risos): Clarice Lispector, Gabriel Garcia Marquez, Charles Baudelaire, dentre outros. E dentre os quase ilustres (risos)... é bricadeira! Aprendi a admirar muitíssimo um jovem escritor, muito promissor, diga-se de passagem. Um tal de Leandro Fonseca. Que alias estou tendo o privilégio de ler o seu manuscrito (ainda não terminei), mas estou adorando. Ah! E também ADORO um poeta suburbano chamado Gledson Vinícios. O cara da “Literatura de Segunda”, o dono absoluto do blog “Porão do GV”. Adoro a maneira como ele descreve o subúrbio carioca. É lindo, chocante, poético, absurdo e extremamente fantástico! Recomendo estes dois ESCRITORES!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Não tenho mais idéias para perguntas. Entrevista, pra mim, é como sexo. E sendo assim, te pergunto: foi bom para você?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; (suspiro) Tem um cigarro? Hahaha Que delícia! rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LF:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Agora fale o que quiser. Fale mal. Fale palavrão. Dê mensagens positivas ou negativas. Este espaço é seu, agora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AK:&lt;/strong&gt; Acho que se é pra deixar uma mensagem creio que o melhor que tenho a dizer são alguns versos do meu querido Chico Buarque:&lt;br /&gt;“É sempre bom lembrar um copo vazio está cheio de ar.”&lt;br /&gt;Beijos a todos!&lt;br /&gt;Valeu porra!!! (ih, pronto! Falei.) rsrs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após esse sexo verbal (salve Renato Russo!) com a talentosíssima Adriana Kairos, quero deixar aqui o meu agradecimento à ela, que com toda a paciência existente na via láctea, respondeu com carinho as minhas perguntas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela escreve nos blogues: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cartografianalma.blogspot.com/"&gt;http://cartografianalma.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;(poesias e contos)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://adrianakairos.blogspot.com/"&gt;http://adrianakairos.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;(opinião)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://kairospoesis.blogspot.com/"&gt;http://kairospoesis.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;(concursos literários e eventos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2806971804138502815?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2806971804138502815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2806971804138502815&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2806971804138502815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2806971804138502815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/02/entrevista-com-adriana-kairos.html' title='Entrevista com Adriana Kairos'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bnb4M04zrhs/Ss58frGn4KI/AAAAAAAAA7E/GTzog-Lv2ZE/s72-c/claraboia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3390819193163115301</id><published>2010-02-01T16:18:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:20.968-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>"O Natimorto", de Lourenço Mutarelli</title><content type='html'>&lt;a href="http://kikofarkas.com.br/blog/wp-content/uploads/01Capa_Natimorto_blog2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; DISPLAY: block; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://kikofarkas.com.br/blog/wp-content/uploads/01Capa_Natimorto_blog2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;"Entro na estação.&lt;br /&gt;Estação rodoviária.&lt;br /&gt;Estou ansioso.&lt;br /&gt;Corro ao guichê.&lt;br /&gt;Não ao que vende bilhetes,&lt;br /&gt;ao que vende cigarros.&lt;br /&gt;Um maço de Cowboys Light, por favor.&lt;br /&gt;Analiso a frente do maço.&lt;br /&gt;Com receio, viro.&lt;br /&gt;Estampado,&lt;br /&gt;o Natimorto.&lt;br /&gt;Voo até a plataforma de desembarque.&lt;br /&gt;Aguardo ansioso.&lt;br /&gt;Tiro um pequeno bloco de notas.&lt;br /&gt;Mentalizo:&lt;br /&gt;o Natimorto.&lt;br /&gt;Aguardo.&lt;br /&gt;Estudo os novos arcanos.&lt;br /&gt;Creio em meus pensamentos.&lt;br /&gt;Ontem, foi:&lt;br /&gt;"A Rainha despreza o Rei pelo que sai de sua boca".&lt;br /&gt;E hoje me encontro aqui, esperando a cantora.&lt;br /&gt;Mesmo advertido de que&lt;br /&gt;"Em gestantes, o cigarro provoca partos prematuros e nascimento&lt;br /&gt;de crianças com peso abaixo do normal e facilidade de contrair asma", acendo um cigarro.&lt;br /&gt;O celular anuncia o chamado, numa velha sonata.&lt;br /&gt;O Agente - Alô? Como vai, Maestro?&lt;br /&gt;O Agente - Tudo, e você?&lt;br /&gt;O Agente - Não, não... Já estou aqui.&lt;br /&gt;O Agente - É, essa chuva vai atrasar tudo.&lt;br /&gt;O Agente - Ela já deve estar chegando.&lt;br /&gt;O Agente - Fique tranquilo. Eu não vou te decepcionar.&lt;br /&gt;O Agente - Eu almoço com ela. Minha esposa está preparando algo especial.&lt;br /&gt;O Agente - Isso, depois vamos direto pra aí.&lt;br /&gt;O Agente - Isso, lá pelas duas e meia, três horas.&lt;br /&gt;O Agente - O ônibus está chegando, a gente se fala.&lt;br /&gt;O Agente - Um abraço para você também.&lt;br /&gt;O ônibus estaciona.&lt;br /&gt;Desce o primeiro.&lt;br /&gt;Seguem mais nove.&lt;br /&gt;Então, ela surge à porta.&lt;br /&gt;Embora visivelmente cansada,&lt;br /&gt;seus traços guardam uma sutil, delicada, quase invisível beleza.&lt;br /&gt;Seus olhos me buscam.&lt;br /&gt;Mas são os meus que a encontram.&lt;br /&gt;A Voz - Nossa, eu quase passo direto pelo senhor.&lt;br /&gt;O Agente - Por favor, não me chame de senhor.&lt;br /&gt;A Voz - Me desculpe.&lt;br /&gt;Ela beija meu rosto.&lt;br /&gt;O Agente - Fez boa viagem?&lt;br /&gt;A Voz - Foi tranquila. Dormi o tempo todo.&lt;br /&gt;O Agente - Essa é a vantagem de viajar à noite, de ônibus leito.&lt;br /&gt;A Voz - É." &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3390819193163115301?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3390819193163115301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3390819193163115301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/02/o-natimorto-de-lourenco-mutarelli.html' title='&quot;O Natimorto&quot;, de Lourenço Mutarelli'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3183677046395795524</id><published>2010-01-27T15:31:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:09.610-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Oito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 248px; FLOAT: right; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://gabinetesoninha.zip.net/images/Favela14.JPG" /&gt;Quando nasceu, era Rafael Carvalho de Mello. Aos seis anos era Rafa, aos quinze era Bolinha e aos vinte e nove era Doutor Rafael. Nascido nas quebradas da Zona Leste de São Paulo, estudou sua vida inteira em escola pública. Era um rapaz estudioso, mas que não deixava os amigos de lado. Rafael, como todas as pessoas, possuía um melhor amigo, Danilo, que era conhecido nos lugares onde freqüentava por Ratinho, devido às grandes orelhas e os miúdos dentes de camundongo. Feio, mas boa gente.&lt;br /&gt;Aos dezenove anos Rafael se contorcia em nervosismo por causa do vestibular. Depois dos estudos diários, jogava sinuca com Danilo, onde sempre acabava perdendo para o amigo. Fumavam um baseado na pracinha, e logo depois ambos voltavam para suas respectivas casas. E todos os dias eram assim. E cada dia mais a amizade de ambos crescia.&lt;br /&gt;Rafael havia passado em uma ótima universidade, formou-se em Direito, onde, durante o curso, conhecera Marília. Casaram-se, moraram juntos, e juntos tudo faziam, até queimar alguns baseados no final do dia, antes de dormir.&lt;br /&gt;Danilo chorou, pela primeira vez na vida, quando recebeu a notícia de que seu melhor amigo iria embora para longe, muito longe, para fora do Brasil. Marília, descendente de espanhóis, havia recebido uma carta dos familiares na Espanha, com a notícia de um ótimo emprego na área de advocacia para ela e o marido, em Madri. Rafael despediu-se de Leda, sua mãe, deu um beijo no rosto do melhor amigo, e pegou um avião destino à Europa.&lt;br /&gt;Como todo mundo que sai de casa, a saudade bateu. Doutor Rafael e sua esposa, após três anos vivendo na Espanha, partiram para São Paulo no período de férias. A saudade latejava tanto que tornava-se quase que insuportável.&lt;br /&gt;As ruas, as casas, as pessoas, nada havia mudado. Dona Leda estava com alguns fios brancos a mais, e com o dinheiro da aposentadoria havia comprado uma televisão, na qual assistia a suas novelas diariamente. Vivia só, viúva, e não quisera voltar a se casar. Na gaiola Paco, um papagaio que era mudo, mas muito simpático.&lt;br /&gt;Após almoçar com sua mãe, Rafael partira destino à casa de Ratinho. Estava vazia. Bateu palma mais algumas vezes, e da penumbra surgira Seu Otávio, pai de Danilo. Com um cigarro de palha na boca, abriu o portão com felicidade e abraçou o garoto que sempre jogava bola no quintal de sua casa.&lt;br /&gt;Rafael, como uma facada no peito, recebera a notícia de que Danilo não mais existia. Morto com oito tiros pela polícia militar, por fumar um baseado depois do cansativo dia de trabalho na gráfica. Rafael não havia acreditado no que havia ouvido. Um baseado, oito tiros.&lt;br /&gt;Passou em um boteco para beber água. Sentado sobre a cadeira, Rafael assistia ao telejornal, que anunciava mais um político que fora acusado de desvio de dinheiro público. Rafael parou, pensou, olhou para a cara do político estampada na TV, e teve náuseas. Ileso, sem tiro nenhum, o político provavelmente iria para uma cela de luxo aproveitando o melhor da vida. Rafael não entendeu o porquê das pessoas ricas, ao cometerem um crime, serem chamadas de criminosas, corruptas, e os pobres, na mesma situação, serem taxados de bandidos, marginais. Mas, qual a diferença disso tudo?&lt;br /&gt;Rafael partiu com Marília de volta para Madri, sentindo uma enorme vontade de vomitar. E para sempre foi assim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3183677046395795524?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3183677046395795524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3183677046395795524&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3183677046395795524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3183677046395795524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/01/oito.html' title='Oito'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7389946476289802040</id><published>2010-01-21T15:39:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:54:00.807-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O barbante Laranja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bebijuteria.com/images/IMG_2991.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.bebijuteria.com/images/IMG_2991.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Os pulsos abertos, como um par de rosas em chama, jorravam um mar vermelho sobre o tapete. Miriam olhou para as mãos, e perguntou se aquilo realmente valia à pena. Um pingo de sangue caiu sobre sua testa. Sentiu o líquido ir secando sobre sua pele, e depois, uma casca de sangue seco. Uma energia saiu de dentro de sua alma; era um emaranhado de pontos coloridos saindo paulatinamente do seu peito, e depois tomaram a forma de um barbante laranja. Este fio teve como saída a testa de Miriam, diretamente onde o pingo de sangue havia caído. O fio laranja saíra do corpo da mulher e flutuou sobre o teto. Ela pôde contemplar sua energia brilhando, suas mãos latejando ao compasso da luz cintilante.&lt;br /&gt;Ela não podia sentir seus braços, as mãos latejavam terrivelmente, mas, saindo junto com sua áurea, um estranho sentimento de dor misturado com prazer. Conforme isso acontecia, diversas imagens passavam aos seus olhos: fatos da vida, erros cometidos, acertos, alegrias. Neste momento ela se pôs a fazer centenas de perguntas a si mesma.&lt;br /&gt;A passagem de fotos e fatos continuou, e por um instante sentiu algo frio sobre seus olhos. Ergueu as mãos com sofreguidão e tocou sua própria face, notando que chorava. Sua vida estava acabando, podia ouvir os sinos tocarem e uma luz cobrir seu corpo inerte. De repente sentiu uma mão tépida tocar delicadamente seu pescoço.&lt;br /&gt;A mão estava acariciando sua face quando ouviu alguém chamar seu nome. Abriu os olhos, avistando ali, pintado de amarelo com a luz do sol, o rosto do seu filho. O menino chamou-a novamente, Miriam ergueu-se rapidamente e abraçou o filho. Ela então tirou de baixo dos travesseiros um par de lâminas de barbear, jogando os objetos pela janela. Olhou para os próprios pulsos alvos como neve. Voltou a abraçar o menino, e, sussurrando, disse a si mesma “Não vale a pena. Eu ainda tenho o barbante laranja dentro de mim”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7389946476289802040?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7389946476289802040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7389946476289802040&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7389946476289802040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7389946476289802040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/01/o-barbante-laranja.html' title='O barbante Laranja'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4730756026695416933</id><published>2010-01-08T07:20:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:53:50.117-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Contos de Fadas, Contos da Vida</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"O mundo é muito bonito - disse eu - meu pai tinha razão"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;conto Sonho de uma Flauta, Herman Hesse.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, em 1946 deixou completamente o seu romantismo fortemente marcado em suas primeiras obras para se aventurar na crua realidade da vida. Mas, nem por isso, o escritor alemão, naturalizado suíço, Herman Hesse (1877-1962) deixou de ver a vida mais ou menos bela por isso. Um exemplo claro dessa sua visão de mundo está fortemente marcada em sua obra &lt;em&gt;Märchen&lt;/em&gt; (Contos de Fadas), que veio para o Brasil com o simples título de "Contos". &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.skoob.com.br/img/livros_new/1/15598/CONTOS_1235489969P.jpg" /&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 190px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.sils.ch/images/hesse2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Tenho este livro há muito tempo escondido em minha prateleira. Mas fiquei com certo receio de abrí-lo pois havia passado uma experiência constrangedora em uma das obras do escritor alemão/suíço, &lt;em&gt;O Lobo das Estepes&lt;/em&gt;. Cada página lida era um embaraçado na minha cabeça de treze anos, na época. Terminei o livro, mas considero que nunca o li realmente, pois não cheguei a entendê-lo. Pois ler é entender, acima de tudo. Com medo de que essa situação se repetisse, fui pegar o livro de contos de Hesse apenas no começo deste mês, anos depois de adquirí-lo. E tive reações fantásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as histórias narradas nos contos (alguns em primeira pessoa, como é o caso do conto &lt;em&gt;Sonho de uma Flauta&lt;/em&gt;, e outros em terceira, como o conto &lt;em&gt;Augusto&lt;/em&gt;) são tão singelos e delicados que dá medo de ler muito rápido cada palavra com medo de quebrá-las. Mas o ensinamento de cada texto é tão pesado que se torna difícil digerí-los assim, tão rapidamente, por isso é necessário alguns minutos após a leitura para reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como ele mesmo havia dito sobre os próprios contos, "que acontecem neles ficam nos limites das leis da natureza e da convivência humana". Fico extremamente feliz em saber que a Literatura não é simplesmente um punhado de palavrinhas publicadas em um calhamaço de folhas. Heman Hesse busca passar mensagens belíssimas em cada obra. Mensagens que ultrapassam o tempo e condizem exatamente com o tempo individualista em que vivemos hoje. &lt;/p&gt;Algumas de suas obras foram influenciadas pelas ideias de Jung, como é o caso de sua obra Demian, publicada em 1919. Na verdade, creio que ele sempre foi um cara em busca de ideias. Mudou-se para a Índia e acaba conhecendo a beleza da religião budista, no qual ele se torna membro até os últimos dias de sua vida. Foi fortemente influenciado pela Primeira Guerra Mundial, que causou rebuliço em sua cabeça. Suas ideias anti-militares podem ser claramente visualizadas no tal temido (por mim) &lt;em&gt;O Lobo das Estepes&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo.&lt;br /&gt;Tenho uma edição bem antiga. Talvez as editoras tenham publicado edições melhores, mais atualizadas. Mas o importante é cada um de nós ler esta obra. Após lê-la, estou retomando a leitura d&lt;em&gt;O Lobo das Estepes&lt;/em&gt;, onde seus contos me fizeram perder o medo pela escrita e ideias hessenianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler os contos dele é mais do que acréscimo intelectual. É um acréscimo de lição de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qfU9us970R0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qfU9us970R0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Vídeo inspirado no conto "O Poeta". Achei criativo. A história se passa nos dias atuais. Por exemplo, no conto há um show no vilarejo onde mora o poeta Han Fook. No vídeo, o poeta vai para um show de rock n' roll. Vale a pena dar uma conferida!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4730756026695416933?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4730756026695416933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4730756026695416933&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4730756026695416933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4730756026695416933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/01/contos-de-fadas.html' title='Contos de Fadas, Contos da Vida'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3394573525145197835</id><published>2010-01-02T16:47:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:53:37.778-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Noturna</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sz_qoI2JEXI/AAAAAAAAAnE/wc-9_uB4M4w/s1600-h/noturna.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; DISPLAY: block; HEIGHT: 398px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422310451667603826" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sz_qoI2JEXI/AAAAAAAAAnE/wc-9_uB4M4w/s320/noturna.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sz_pwdfV-LI/AAAAAAAAAm8/WcKgw5RfSLU/s1600-h/noturna.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3394573525145197835?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3394573525145197835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3394573525145197835&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3394573525145197835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3394573525145197835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2010/01/noturna.html' title='Noturna'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sz_qoI2JEXI/AAAAAAAAAnE/wc-9_uB4M4w/s72-c/noturna.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1567654787842581023</id><published>2009-12-29T07:45:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:53:28.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Lulina e os Muitos Discos e as Muitas Poesias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 161px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nYIxpq4mW1g/SeIrUuOvo2I/AAAAAAAAAIs/fPBQnjNeu_o/s320/lulina.jpg" /&gt;Sempre gostei muito de pesquisar bandas novas, principalmente as brasileiras. O universo underground da nossa música está em constante rebuliço, e nós, aqui em cima, em nosso mundo de hits superpopulares, nem se quer notamos o que rola lá em baixo. Tem muita banda boa. Banda maluca. Banda normal. Banda de Rock n' Roll somente. Banda de Rock n' Roll-Reggae-Psy-Hard-Classic-Core. Banda que gosta mesmo de música e quer levar pra frente um som bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma dessas bandas eu encontrei por aí, assistindo televisão. Foi no Acesso MTV. Não é exatamente uma banda. É uma garota chamada &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Lulina&lt;/span&gt; que tem uma banda, mais especificamente falando. Ela, além de ter uma voz super bonita, calma, que parece arrastar a gente pra cama e pra calma, tem um sotaque gostosíssimo, de Pernambuco. É bonita. E escreve poesias, também. Pode-se notar um ar poético em todas as letras das músicas que ela compõe. Versos simples, sem pretensão de causar qualquer tipo de coisa, música leve, gostosa de ouvir, gostosa mesmo. Deixa a gente até um pouco mais leve. Música que contam histórinhas, todas muito bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lulina tem uma renca de CD's e a gente aqui de cima nem sequer soube da existência deles. Só pra citar alguns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;Sangue de ET&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Cristalina&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;Aos 28 Anos dei Reset na Minha Vida&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Aceitação do 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que também tem os singles. Só pelo título dos discos dá pra perceber o quão criativa é essa tal de Lulina aí. As músicas que se tornaram as minhas prediletas foram "&lt;strong&gt;Meu Príncipe&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;Bichinho do Sono&lt;/strong&gt;". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Influência nas músicas? Bom, vou deixar ela mesma falar: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Minha vó, assuntos alienígenas, Dostoievski, Truffaut, playmobil, super nintendo, Bruce Lee, Manuel Bandeira, formigas, Velvet Underground, Cat Power, Belle and Sebastian, Beat Happening, Stereolab, Sônia Rocha, Clarice Lispector, John Fante, Stephen Hawking, número 13, meus amigos, cerveja&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pessoalmente, quando ouvi o som dela pela primeira vez, veio na minha cabeça, como um bofetão, Pato Fu, Belle and Sebastian e Ludov, bandas que se assemelham fortemente com o som da Lulina. É gostoso de ouvir. É criativo, é bonitinho, é inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; DISPLAY: block; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_c02M9zrtoYo/SuZKwL63W7I/AAAAAAAAACU/81wZd_YMqJ8/s320/lulina_dani_hasse_2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, infelizmente, não achei nenhum lugar que pudesse ser baixado, sem ter que fazer cadastro (porque tenho preguiça de fazer cadastros), algum site onde as músicas são disponibilizadas gratuitamente. Mas no site da TramaVirtual (&lt;a href="http://tramavirtual.uol.com.br/"&gt;http://tramavirtual.uol.com.br/&lt;/a&gt;) consegue-se achar a página oficial da banda. Com TODAS (isso mesmo, eu disse &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt;) as músicas para download. Se você tem medo de baixar músicas de bandas desconhecidas, com medo de que seja uma merda e perca de tempo, dá pra ouvir as músicas antecipadamente, mas tenho certeza de que você não vai se arrepender. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como eu disse lá em cima, ela escreve umas poesias. Ela tem uma blog chamado Projeto Projétil (&lt;a href="http://lulina.blogspot.com/"&gt;http://lulina.blogspot.com/&lt;/a&gt;). Além de ser boa na música, é também na poesia. Vale a pena dar uma passada e ler algumas coisas que ela escreve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RVA6Pg38AYE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RVA6Pg38AYE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1567654787842581023?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1567654787842581023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1567654787842581023&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1567654787842581023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1567654787842581023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/12/lulina-e-os-muitos-discos.html' title='Lulina e os Muitos Discos e as Muitas Poesias'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nYIxpq4mW1g/SeIrUuOvo2I/AAAAAAAAAIs/fPBQnjNeu_o/s72-c/lulina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2406380946172882667</id><published>2009-12-14T06:31:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:53:19.195-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O conto do Adeus mudo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SyZNYsRUCsI/AAAAAAAAAlE/oY8FQYq169A/s1600-h/banksy_graffiti_03.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415100688555576002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SyZNYsRUCsI/AAAAAAAAAlE/oY8FQYq169A/s320/banksy_graffiti_03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;a José Saramago&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bate-lhe na cara, bate-lhe, gritavam as senhoras empoleiradas no parapeito dos cortiços que circundavam a minúscula pracinha. E as negras lançavam contra o chão a comida que era propriedade dos viralatas que latiam com olhos tristes para o alto dos casebres sujos pelo tempo. E lá embaixo esmurravam-se dois marmanjos sujos de cerveja e carvão, vez ou outra tirando sangue um do outro, e a vizinhança fazia-se platéia para aquela tragédia grega, Bate-lhe, seja homem, pois!, gritara uma gorda dona de quitanda de doces, torcendo com os dedinhos roliços um pano de prato encardido. Tinha medo, a mulher, pois se tratava de seu marido um dos lutadores, o de nariz pintado de vermelho, pingando sangue como se fosse coriza. E quando seu homem caía no chão e as gargalhadas espocavam reverberantes, a quitandeira fazia-se muda em sua tristeza íntima, escondida debaixo de suas calçolas. E junto de sua agonia jazia seu gato gordo, tal qual a dona, de olhos esbugalhados a sentir o cheiro salgado das pernas peludas da mulher que servia-lhe de cabana para tanto sol pintado no céu daquele início de tarde. As palmas eram tantas que parecia chover debaixo das nuvens claras, e eram também vaias e assovios, as crianças pulavam do colo das mães e despregavam as bocas dos peitos fartos que respingavam leite, os infantes caíam no chão e corriam para a borda do círculo que fez-se ao redor da rixa, batiam as mãozinhas em sinal de contentamento, mas os olhos de jabuticaba e lábios entreabertos denunciavam o espanto diante de tamanho episódio. As pombas magricelas e pardas pisavam nas gotas de sangue provenientes dos batalhantes, ciscando o chão como se não houvesse mais nada de interessante a fazer. Um grito cavernoso cortou o pandemônio como navalha, as negras descansaram suas panelas vazias de comida, os cães lambiam suas comidas com desgosto e o gato da quitandeira e ela própria paralisaram diante de tal acontecimento. O punho cerrado de um dos marmanjos parou no ar, e assim ficou como uma estátua a olhar o outro com assombro, como se houvesse encontrado a Morte dentro dos olhos do inimigo. E assim havia acontecido. Ele despencou no chão como um cacho de fruta madura, mas não caíra de todo; foi-se indo devagar, com lentidão monstruosa que parecia eternidade, e então tombou o peito no chão de terra e o punho não havia sido aberto, nem na hora da própria destruição. Fez-se silêncio de funeral ao redor do homem que agonizava ainda um pouco, revirando os olhos vermelhos e tentando tocar o canivete cravado no corpo de modo tão doloroso que havia aceitado a própria partida ao deparar-se com gigante dor do ferimento. Bateu os membros na terra e o pó subia calmo e caía de volta no chão, e as pombas batiam suas asas, entediadas e barulhentas, pousando orgulhosas no topo dos telhados esburacados onde defecariam no mais tardar à uma hora e depois retornariam para as ruas à procura de coisas interessantes para serem saboreadas e presenciadas. A quitandeira espantou seu gato com um chute e correu para a multidão espremida, e o círculo tornara-se mais notório, a vizinhança desejava ver a desgraça mas não queria consertá-la, talvez por medo de mau agouro. Não precisou fazer esforço para ganhar espaço entre o povo, a gorda, que mergulhava como em rio no corpo dos outros e engolia um soluço de choro temendo ver o sangue do próprio homem. Ao chegar luz em seus olhos, viu sem muita nitidez a silhueta do seu macho mexer-se lenta, quase cansada, e então deu-se conta de ter esquecido o óculos em cima da mesa e o feijão na panela. O esposo circulava com os pés o cadáver do homem enquanto ia limpar na manga da camisa surrada o sangue ainda quente de sua mão assassina. Não havia notado a presença da mulher, gorda e suada quase à sua frente, a cruzar os braços em cima dos peitos volumosos, e o gato seguiu-a mesmo depois do golpe, a miar e a por a língua amarelenta para fora. O som da sirene espocara e todos iam desfazendo aquela massa corpórea, dispersando, todos voltando para seus afazeres, para a janta, para a carvoaria, para os estábulos, para as vendinhas, para os bordéis, para suas vidas. Um homem de bigode preto, que dizia-se polícia, de chapéu e bota no pé, botou as mãos na cintura e suspirou como se a canseira houvesse pousado em suas costas, a quitandeira esfregava convulsivamente as mãos no pano de prato e olhava para seu homem e pro defunto e pro polícia e para o gato e de volta para seu macho e não sabia o que fazer com seu corpo, sentia-se tão inútil que uma estátua desempenharia melhor sua função ali, se é que ela havia alguma função a ser desempenhada. Matou um homem, João, anunciou o polícia que mascava uma goma de três dias e nada de endurecer. Aproximou-se com passos lentos do homem morto e fez careta ao ver o estrago no corpo do marmanjo que já nem parecia tão marmanjo assim, assemelhando-se quase à um pedaço de madeira envelhecida, porque quando se morre o corpo, se morre também as máscaras que formam-se durante toda uma vida. Matar e viver, que diferença faz, doutor?, resmungava o marido da quitandeira que já esticava os braços para ser algemado à pedido do polícia, e a gorda mulher quitandeira dobrava e desdobrava o seu paninho encardido e remoia-se por dentro e queria chorar ao ver seu homem tão preso daquele jeito e sujo de sangue alheio, queria desmoronar o corpo todo no chão e segurá-lo pelas pernas e morder-lhe as panturrilhas e gritar Não, não, não vá, seu imbecil, não te deixem prender, mas o grito na sua boca não queria sair nem mesmo a coragem covarde escondida atrás do seu coração. Seu homem teve tempo ainda de olhá-la um pouco, nem triste nem alegre, apenas olhou-a como se fosse obrigado olhar, como se devesse satisfação, e então entrou no carro do polícia que, por fim, cuspira a goma no chão de terra e endireitou o maxilar dolorido de tanto mascar. A quitandeira ensaiou alguns passos em direção ao carro e ousou, ainda, erguer um dedinho na chance de ele voltar a olhá-la, mesmo que com aquele tédio costumeiro, mas olhá-la. Mas o carro do polícia foi-se deixando poeira nos olhos da gorda, foi-se fazendo o seu trabalho, trabalho que era para ser feito. Ela ainda olhou para o defunto e fez sinal-da-cruz, cuspiu o gosto amargo encostado na garganta e foi embora cuidar do feijão queimado na panela, enquanto o tempo encarregava-se de cuidar do morto. E as pombas batiam as asinhas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2406380946172882667?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2406380946172882667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2406380946172882667&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2406380946172882667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2406380946172882667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/12/o-conto-do-adeus-mudo.html' title='O conto do Adeus mudo'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SyZNYsRUCsI/AAAAAAAAAlE/oY8FQYq169A/s72-c/banksy_graffiti_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-4141784395334041469</id><published>2009-11-16T14:33:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T06:53:08.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos'/><title type='text'>Diálogo sobre a Burrice e o Capitalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://baixarmusicasgratis.files.wordpress.com/2009/04/nota-de-100-reais.jpeg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; DISPLAY: block; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://baixarmusicasgratis.files.wordpress.com/2009/04/nota-de-100-reais.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Socorro!&lt;br /&gt;- Cale a boca! Me passa a bolsa!&lt;br /&gt;- Meu Deus, sai daqui!&lt;br /&gt;- Me passa a bolsa senão te mato...&lt;br /&gt;- Vou chamar a polícia!&lt;br /&gt;- Se der um grito rasgo sua garganta.&lt;br /&gt;- Você não teria coragem.&lt;br /&gt;- Ah, não?&lt;br /&gt;- Não. Essa faca de cozinha não mata ninguém. Eu vou gritar!&lt;br /&gt;- Cale a boca.&lt;br /&gt;- Moço, estou apertada, me deixa ir embora.&lt;br /&gt;- Me passa a bolsa, primeiro!&lt;br /&gt;- Mas a bolsa não tem valor, seu moço! Comprei em uma barraquinha.&lt;br /&gt;- Eu não quero a sua bolsa, sua idiota!&lt;br /&gt;- Você disse agora à pouco que queria a minha bolsa...&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Estava até pensando em dá-la para você. Combinaria com sua touca preta. Mas você não sabe o que quer. Vou embora.&lt;br /&gt;- Vou te matar, desgraçada!&lt;br /&gt;- Mais respeito comigo, por favor! Sou mulher de família.&lt;br /&gt;- Eu quero o seu dinheiro.&lt;br /&gt;- Dinheiro? Que dinheiro?&lt;br /&gt;- Dinheiro, que está aí dentro da sua bolsa...&lt;br /&gt;- Aqui dentro não tem nada, senhor. Que dinheiro?&lt;br /&gt;- Dinheiro, cascalho, grana, você não sabe o que é dinheiro?&lt;br /&gt;- Dinheiro?&lt;br /&gt;- É isso daqui, olha só!&lt;br /&gt;- Mas... que nota bonita. É azulzinha.&lt;br /&gt;- Linda, não é? Acabei de roubar.&lt;br /&gt;- Dá aqui essa merda!&lt;br /&gt;- Ei, volte aqui com meu dinheiro! Socorro, esta mulher me assaltou, me ajudem, por favor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-4141784395334041469?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/4141784395334041469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=4141784395334041469&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4141784395334041469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/4141784395334041469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/11/dialogo-sobre-burrice-e-o-capitalismo.html' title='Diálogo sobre a Burrice e o Capitalismo'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2450717765500418281</id><published>2009-10-18T12:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:52:47.996-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aviso'/><title type='text'>Aviso:</title><content type='html'>Caros Leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficarei algumas semanas a mais sem postar texto algum neste digníssimo blogue. Os motivos se encontram aqui (&lt;a href="http://tropeceiemumaideia.blogspot.com/"&gt;http://tropeceiemumaideia.blogspot.com/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a atenção,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leandro Fonseca.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2450717765500418281?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2450717765500418281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2450717765500418281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/10/aviso.html' title='Aviso:'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3232748560225710151</id><published>2009-09-28T18:05:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:52:24.649-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Pirofagia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os teus olhos chamejantes&lt;br /&gt;Cegam o meu corpo lânguido&lt;br /&gt;Enquanto as tuas mãos&lt;br /&gt;Serpenteiam no deserto da minha pele,&lt;br /&gt;Trazendo vida ao meu espírito caído&lt;br /&gt;Com o suor tépido que brota&lt;br /&gt;Das nossas trêmulas carnes. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386691023910324898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SsFe8kL1yqI/AAAAAAAAAj4/oR0CRTc6euM/s400/brandomariapb.jpg" /&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;Tomba o meu corpo débil&lt;br /&gt;Como uma árvore ressequida&lt;br /&gt;E queima o céu da minha boca&lt;br /&gt;Explodindo as minhas estrelas cadentes&lt;br /&gt;Para que tu não te esqueças&lt;br /&gt;Desta noite em que desmaiaram&lt;br /&gt;Fogos coloridos e escaldantes&lt;br /&gt;No quintal dos nossos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3232748560225710151?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3232748560225710151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3232748560225710151&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3232748560225710151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3232748560225710151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/09/pirofagia.html' title='Pirofagia'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SsFe8kL1yqI/AAAAAAAAAj4/oR0CRTc6euM/s72-c/brandomariapb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7123852580599306722</id><published>2009-09-15T15:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:52:11.789-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><title type='text'>A industrialização do Homem e a morte do seu Lugar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SrARdTX-NaI/AAAAAAAAAjk/njG76RjPBrU/s1600-h/evolucao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 102px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381820749822440866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SrARdTX-NaI/AAAAAAAAAjk/njG76RjPBrU/s400/evolucao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em toda a história da sociedade mundial, podemos notar mudanças (sociais, políticas, comportamentais e ideológicas) que afirmam a idéia de que o mundo está em constante movimento, não apenas cientificamente falando (as rotações do planeta), mas também, de um ponto de vista psicológico, onde o cérebro do ser humano sempre se encontrou oscilante em seus pensamentos e sentimentos, onde, este fato, faz com que nós diferenciemos-nos da extensa gama de seres vivos do ecossistema. O homo sapiens fora tomando seu lugar entre os outros animais no decorrer de sua paulatina evolução, conforme deixara de andar sobre as quatro patas, tornando-se, conseqüentemente, um ser bípede. Uma cena que ilustra o poderosíssimo pensamento do homem é de um filme dirigido por Stanley Kubrick, “2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968), onde um dos primatas mexe com um osso. De repente, ele se agita. Passa a bater o osso, em ritmo e força crescentes, sobre o resto do esqueleto. O movimento culmina quando o osso, agora arma, esmaga o crânio descarnado da capivara. Ao mesmo tempo, o primata, agora homem, visualiza o animal ainda vivo tombando sob o golpe desferido na imaginação. Esta cena aponta com clareza o envolvimento daquele ser hominídeo (uma família da ordem dos primatas, antigos parentes do homem) com um instrumento no qual poderia satisfazer suas necessidades, como o fato de usá-lo parar cortar ou quebrar alimentos. No decorrer do filme, entre uma briga entre bandos daqueles seres, o hominídeo que havia manuseado o osso e quebrado o crânio de uma capivara, agora desfere inúmeros golpes contra o corpo do rival, que caí desfalecido no chão, onde seu bando sai vencedor daquela luta. A partir de então, o osso torna-se arma. Mais do que um instrumento para facilitação da vida, é agora um objeto que assassina, nossos primórdios descobrem, então, que podem matar.&lt;br /&gt;Toda solução gera um novo problema. Portanto, não existem soluções aparentes, existem medidas em que pode-se beneficiar apenas um lado de um certo problema. A Revolução Industrial trouxe consigo uma gama de soluções, e, portanto, uma gama de problemas (no qual podemos ver seus resultados nos dias atuais). Deixa-se o trabalho artesanal de lado, erguendo em um pedestal a manufatura. A padronização dos produtos torna o consumo da sociedade muito mais homogêneo, perde-se todo o tipo de contato do criador com a sua criação, do artesão com sua cadeira, por exemplo. Com o aumento da demanda de um certo produto, ou até mesmo da população, o trabalho braçal tornou-se insuficiente para o grande crescimento, onde vieram as máquinas para substituir o trabalho dos seres humanos. Neste mesmo filme de Stanley Kubrick, podemos fazer uma interligação entre a introdução das máquinas nas indústrias no século XVIII e o robô HAL 9000, que possui pensamentos próprios e que, em certas cenas do longa-metragem, demonstra superioridade aos seres humanos dentro da nave espacial. Podemos perceber, a partir de então, que o poder foge das mãos do próprio homem, que se vê amarrado em problemas surgidos a partir de uma suposta solução.&lt;br /&gt;A destruição do meio ambiente teve sua devida repercussão muito mais tarde, quando muitos dos problemas surgidos na Natureza tornaram-se sem solução definitiva aparente. Uma das saídas apontadas em diversos congressos que aconteceram em muitos países ao redor do mundo, fora a de que a degradação do planeta não poderia ser revertida, mas sim, amenizada a partir da conscientização da sociedade mundial. A partir desse momento, tornou-se muito mais concreta a idéia de que o homem foi o responsável por toda a destruição do meio onde vive, construindo prédios, indústrias, casas, ruas, avenidas, e destruindo simplesmente a vida. Podemos citar não apenas as conseqüências ruins da Industrialização no Meio Ambiente, mas também, na sociedade. A partir dessa época, o mundo tornou-se muitos mais acessível à todas as pessoas, a integração multi-étnica efervesceu, a população crescia e junto com ela o mundo. A população tornou-se robotizada decorrente à mecanização de tudo. Com a substituição dos homens pelas máquinas, o desemprego tornou-se visível, e junto com ele, a violência, pois, a partir do instante em que uma pessoa se vê encurralada pela pobreza, tendo de dar sobrevivência não só para si própria, mas sim à sua família, atitudes extremistas são confirmadamente efetuadas, na maior parte destas atitudes são roubos, assassinatos e etc. Não há uma saída específica para os problemas que ocorrem atualmente. Há apenas a esperança de brotar na mente de nós, seres humanos, a semente da conscientização de que o Planeta Terra é o único lugar que suportaria a nossa ignorância e prepotência, e que a destruição da vida faz de nós assassinos aprovadores de todo este massacre à luz do dia. A amenização das dificuldades enfrentadas poderá servir de saída imediata, mas não definitiva. Temos que perceber que o globo onde vivemos extingue-se gradativamente à cada ação nossa contra a natureza, onde, cada uma destas ações, terão conseqüências irremediáveis, e que podem surtir sinais de melhora apenas com a amenização destas chagas incuráveis de que perece o Planeta Terra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7123852580599306722?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7123852580599306722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7123852580599306722&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7123852580599306722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7123852580599306722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/09/industrializacao-do-homem-e-morte-do.html' title='A industrialização do Homem e a morte do seu Lugar'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SrARdTX-NaI/AAAAAAAAAjk/njG76RjPBrU/s72-c/evolucao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-9134245349383349665</id><published>2009-09-01T21:12:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:51:57.190-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Scarpin Vermelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sp3yB1dZ5CI/AAAAAAAAAjM/tDYJrq40iqE/s1600-h/OgAAABlFv-iuDKAppo5fWpIQz6Y6tOddqblgdLjgRZEsUwKzKe7zUJS7KM5bp9_uzRA-1Jd5YFBDNIDpPzxZPADoLn4Am1T1ULE_h0Mc5wRAGtjIMkSA6kGOyjwS.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376719643494442018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sp3yB1dZ5CI/AAAAAAAAAjM/tDYJrq40iqE/s200/OgAAABlFv-iuDKAppo5fWpIQz6Y6tOddqblgdLjgRZEsUwKzKe7zUJS7KM5bp9_uzRA-1Jd5YFBDNIDpPzxZPADoLn4Am1T1ULE_h0Mc5wRAGtjIMkSA6kGOyjwS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Chovia. Ela parou em frente ao portão da mansão rodeada por cercas-vivas, jogando a guimba do cigarro em uma poça d’água. Abriu o portão de ferro que estava encostado, subiu as escadas de mármore, batendo diversas vezes uma aldrava de cobre presa à uma porta de mogno. Após alguns instantes de espera, um velho careca, preso num paletó impecavelmente limpo, apareceu, perguntando o que ela queria.&lt;br /&gt;- Quero falar com o Fábio. É urgente, seu moço.&lt;br /&gt;O mordomo desapareceu por alguns minutos. Um homem alto, usando óculos, surgiu à sua frente, com o rosto pálido e banhado em suor. Gaguejando, perguntou o motivo da presença de Clarice em sua residência. Ela não respondera: com agilidade, passou por debaixo dos braços de Fábio, que se virou, vendo-a parada no centro da sala de estar, a olhar para os lustres de cristal presos ao teto.&lt;br /&gt;- Caia fora daqui! Meus pais não podem te ver, você sabe disso!&lt;br /&gt;- Eu não quero nem saber. Quero conhecer sua família toda. Até vim mais arrumadinha pra jantar com vocês.&lt;br /&gt;- Meu Deus, Clarice! Saia já daqui, meus pais não te podem...&lt;br /&gt;- Ah! Boa noite, senhora mãe do Fábio, como vai?&lt;br /&gt;Fábio entrou em pânico. Uma velha senhora, de pele bronzeada e cabelos negros parou no centro da sala, a olhar fixamente para aquele ser de vestido preto e scarpin vermelho, que imprimia no rosto maquiado um largo sorriso. Ela abraçara com força toda pequenez da mãe de Fábio, que continuava atônita, sem saber o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;- Ela... Ele... não é ninguém, mãe.&lt;br /&gt;- Meu nome é Clarice. Clarice Montes. Mas esse é meu nome de noite. Mas meu nome verdadeiro é Leonardo Martins.&lt;br /&gt;Um homem gordo e de barba branca despontara no alto da escada, a olhar o acontecimento inesperado em sua sala de estar. Desceu rapidamente os degraus, a olhar com ódio o travesti que vinha em sua direção, de braços abertos. Após um abraço forçado, Clarice apresentou-se com voz ansiosa, dando um beijo na bochecha gorda do homem, que se limpou em seguida, enojado.&lt;br /&gt;- Você conhece este travesti, Fábio? Conhece? – perguntava seguidas vezes o pai de Fábio, alterando cada vez mais o tom de voz – Conhece ou não?&lt;br /&gt;- Não, pai...&lt;br /&gt;- Conhece sim, moço. Ele me pediu em namoro. Eu moro em São Paulo. Vim aqui pro Rio só pra conhecer vocês. Que legal, não é?&lt;br /&gt;- Legal um cacete! – vociferou a mãe de Fábio, que segurou com firmeza nos braços de Clarice, e a arrastou até a porta na tentativa de tirá-la do local – Legal um cacete!&lt;br /&gt;Clarice tentou soltar-se das mãos da mulher que, com um único golpe, derrubou-a no chão. Clarice, caída sobre o carpete, limpava o sangue que escorria pelo nariz. Ergueu-se rapidamente, arrumando o vestido de veludo. Arrancou de um dos pés o scarpin vermelho e lançou-o contra a mãe de Fábio, que se esquivou. O sapato fora de encontro a uma coleção de vasos chineses, que caíram no chão em forma de cacos.&lt;br /&gt;Fábio, sem saber o que fazer, aproximou-se do travesti, pedindo educadamente para que saísse de sua casa, pois não queria mais confusões ali. Clarice cuspiu em seu rosto e deu-lhe um bofetão, chamando-o de filho da puta. O pai gritava aos céus, caído sobre um sofá branco, chorando e pedindo a Deus que aquilo não fosse verdade. O seu maior medo era que seu filho fosse...&lt;br /&gt;- Veado! – gritou o travesti, agarrando o rosto de Fábio – O filho de vocês é veado!&lt;br /&gt;O homem avançou contra ela, de punhos cerrados, como um touro indomável. Clarice retirou do outro pé o scarpin e arremessou-o contra o homem que, menos inteligente e sagaz do que a esposa, não se desviara do ataque, caindo pesadamente sobre o chão, a testa a sangrar.&lt;br /&gt;Descalça, Clarice abriu a porta da sala de estar, sentindo o cheiro da chuva adentrar em suas narinas. Retirou da bolsa uma granada, arrancou o pino que acionara a tampa da espoleta, e lançara-a em direção à sala. Ainda pôde ouvir Fábio gritando que a amava.&lt;br /&gt;O travesti, molhado pela chuva, ficou parado no meio da rua, a olhar a mansão que ardia em chamas, engolida por labaredas vermelhas. Limpou algumas lágrimas que escaparam de seus olhos, e depois pegou um táxi. Clarice odiava quando sua maquiagem era borrada. Odiava quando não lhe davam atenção. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-9134245349383349665?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/9134245349383349665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=9134245349383349665&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/9134245349383349665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/9134245349383349665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/09/scarpin-vermelho.html' title='Scarpin Vermelho'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/Sp3yB1dZ5CI/AAAAAAAAAjM/tDYJrq40iqE/s72-c/OgAAABlFv-iuDKAppo5fWpIQz6Y6tOddqblgdLjgRZEsUwKzKe7zUJS7KM5bp9_uzRA-1Jd5YFBDNIDpPzxZPADoLn4Am1T1ULE_h0Mc5wRAGtjIMkSA6kGOyjwS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-7684459113188183030</id><published>2009-08-19T12:09:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T06:51:37.776-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>A Tempestade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.templodeapolo.net/Civilizacoes/grecia/historia_civilizacao/imagens/tempestade-em-artemisio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 450px; DISPLAY: block; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.templodeapolo.net/Civilizacoes/grecia/historia_civilizacao/imagens/tempestade-em-artemisio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Penetra o mar a embarcação&lt;br /&gt;arrancando das águas a calma,&lt;br /&gt;e com êxtase estremece o oceano,&lt;br /&gt;seguindo pesadamente o seu destino&lt;br /&gt;contra o sol que morre no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto das ondas incessantes,&lt;br /&gt;que gritam, que gemem, que choram,&lt;br /&gt;reflete-se no balanço do navio&lt;br /&gt;rasgando com ímpeto as águas escuras,&lt;br /&gt;embriagadas de ódio e revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançando nessa terrível vertigem,&lt;br /&gt;ergue-se e desaba com dor o navio&lt;br /&gt;enfraquecido em sua árdua labuta&lt;br /&gt;de vencer violenta batalha marítima&lt;br /&gt;e desvendar tenebrosa escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens choram em profunda tristeza,&lt;br /&gt;o céu a assistir obscuro espetáculo,&lt;br /&gt;derrubando sobre os colossais gladiadores&lt;br /&gt;amargas lágrimas de som e de fúria,&lt;br /&gt;castigando o navio e o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estridente, o clarão brotando do céu&lt;br /&gt;como espada de Deus, chamejante,&lt;br /&gt;destroça a embarcação atormentada,&lt;br /&gt;que cai sobre o oceano em pedaços,&lt;br /&gt;dando paz ao mar e ao céu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-7684459113188183030?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/7684459113188183030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=7684459113188183030&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7684459113188183030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/7684459113188183030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/08/tempestade.html' title='A Tempestade'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-6783735971839339665</id><published>2009-08-12T14:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:51:25.438-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Capitu, a Vampira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; FLOAT: right; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://deixoumpostit.files.wordpress.com/2009/03/1204490467_pe_capitu.jpg" /&gt;Estávamos sentados no chão de taco, olhando para a balbúrdia do cômodo. Eu podia ouvi-la arrastar os chinelos, tossir com o beque aceso, deslizar as mãos pelos cabelos bagunçados, de um modo notório, misturado com erotismo e simplicidade. Antes de se sentar ao meu lado, olha ao seu redor à procura de algo. Tocou-me com aquele par de olhos castanhos, um olhar de Capitu. Acendia o cigarro com certa preguiça impregnada em seu corpo todo, principalmente abaixo dos olhos, um par de olheiras profundas. Eu sempre dizia que ela era uma vampira, passeava pela noite como fumaça, sugava a energia por onde passava; fato que de uns meses pra cá eu ando me sentindo fraco, e creio que não seja pela falta de alimentação ou cansaço, e sim, a única responsável por minha decadência é Capitu, a Vampira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitu com olhos oblíquos de cigana dissimulada,&lt;br /&gt;Capitu com cheiro de álcool,&lt;br /&gt;Capitu com cabelos tão assustados&lt;br /&gt;quanto um mar em tormenta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não sei se posso dizer, mas ela é uma poesia. Vejo, ao invés de veias e tendões, palavras e frases bonitas. Encaro sua língua como um pincel, uma pena, uma caneta. Arrepio-me em falar disso tudo, da mesma forma que fico trêmulo ao estar ao seu lado. Te amo, e isso basta. Não importa o tempo, só o que há por dentro. O resto é degradável. Mas você não: e tão concreta, pintada de letras de vermelho sangue. Essas camisas, gravatas, bibelôs, boinas, chinelos, e todo o resto da parafernália, não valem nada.&lt;br /&gt;Esqueço do universo, pois estou contigo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-6783735971839339665?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/6783735971839339665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=6783735971839339665&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6783735971839339665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/6783735971839339665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/08/capitu-vampira.html' title='Capitu, a Vampira'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3213961330855304417</id><published>2009-08-06T22:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:51:13.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A concha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://fotocache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//9c/5c/05/13196_0000agrz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; FLOAT: left; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://fotocache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//9c/5c/05/13196_0000agrz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Não havia nada para ser dito.&lt;br /&gt;Ainda de preto, Paulo sentia o peso daquelas vestes sobre seu corpo. Passou a mãos sobre a testa de sua mãe, e foi-se. Ela dormia eternamente.&lt;br /&gt;Chegou à praia ao entardecer. Sentou-se sobre algumas pedras, fitando com esmero as nuvens alaranjadas. Arrancou do pescoço a gravata, estava sufocado. A falta de ar ainda permanecia.&lt;br /&gt;Apanhou uma concha escondida entre as rochas e lançou-a sobre o mar. Sumira, consumida pelas águas, a concha. Em suas mãos, um vazio. Por alguns instantes um arrependimento havia se instalado em si. Não poderia ter lançado aquela pequena concha ao mar. Nem ao menos deveria ter a pego. Deveria ter a deixado onde estava, pensava.&lt;br /&gt;Paulo viu as nuvens mudarem de cor e sentiu uma minúscula felicidade brotar em seu peito, uma sensação de conforto. Tirou dos pés os sapatos e as meias, ergueu as calças, arrancou o paletó e arregaçou as mangas da camisa. A água estava fria, mas não se importava. Seus pés tocavam a areia macia, enquanto algumas algas faziam cócegas em seus tornozelos. Pensou ter molhado o rosto, mas eram lágrimas. Eram silenciosas como aquele início de noite, mudas como as nuvens que iam sumindo no céu.&lt;br /&gt;Imaginou se sua mãe fosse uma concha. O arrependimento cresceu, nem ao menos dera valor naquele pequenino ser, não havia notado sua cor, sua forma: seus pés roçaram em algo sólido. Agachou-se, apanhando um punhado de areia. Na palma da mão viu a concha que havia lançado às águas, enquanto a areia molhada ia escorregando entre seus dedos. Sim, a felicidade havia se fixado em Paulo. Abriu a concha com cuidado, descobrindo, ali dentro, uma pérola a brilhar.&lt;br /&gt;A lua no céu havia aparecido. Paulo, então, se deu conta de que, mesmo as pessoas indo embora de nossas vidas, elas retornam, mesmo que seja em lembranças.&lt;br /&gt;Sua mãe estava na palma de sua mão, mais presente do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;P.S.: estou postando este texto novamente, pois algumas pessoas não tiveram a oportunidade de lê-lo no outro blogue. Pra quem leu e comentou, (re)leia e (re)comente! :*&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3213961330855304417?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3213961330855304417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3213961330855304417&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3213961330855304417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3213961330855304417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/08/concha.html' title='A concha'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1948871580543836966</id><published>2009-08-02T22:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:51:01.915-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>O estranho mundo da Música</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 245px; FLOAT: right; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365600238404315970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SnZw_RjXK0I/AAAAAAAAAh0/5zTqIDZuyQ8/s320/Lady-Gaga-music-12.jpg" /&gt;O mundo das Artes é bastante bizarro. Mas é no mundo musical que, creio eu, a bizarrice entra em efervescência. A música é uma das Artes mais poderosas que existe, muda formas de pensar, agir, de se vestir, comportamento, e etc. Tanto, que é muito mais fácil ficar gravado nas nossas cabeças o refrão de uma canção do que o trecho de um livro. O mundo do Rock n’ Roll já fora habitado por criaturas bastante curiosas, drogados, encrenqueiros, criativos. A nossa cena do rock nacional já perdeu bastante de sua essência, tendo estampado na capa de CDs rostos bonitos, apenas. A imagem de nossos queridos cabeludos, suados e machos roqueiros foram parar ralo abaixo. Mas isso não é o Apocalipse.&lt;br /&gt;Em tempos atuais, mais poderoso do que o Rock, sem sombra de dúvidas é o Pop, que trouxe consigo artistas muito mais esdrúxulos do que nossos antigos roqueiros. Perderei a conta se for pôr em cima da mesa a quantidade de astros bizarros do Pop, mas, para firmar esse meu pensamento, citarei alguns seres estranhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Michael Jackson&lt;/em&gt; branco-preto-pseudo-pedófilo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Britney Spears&lt;/em&gt; careca-cabeluda-barraqueira-pseudo-sex-symbol.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Madonna&lt;/em&gt; quase-assassinada-por-ex-marido-panela-velha-é-que-faz-comida-boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Gastaria minha madrugada inteira apontando as criaturas bizarras que habitam/habitaram o mundo Pop. Christina Aguilera, Byoncé, Shakira... Deixei fora muitos nomes que seria ótimo serem citados. Um exemplo-mór de artista bizarro é nossa querida Amy Winehouse que sempre apronta, ou é se drogando ou é fazendo coisas estranhas. Chega até a me parecer que os maiores escândalos que chegam até nós são provenientes desses artistas do pop, que, inconscientemente ou não, fazem de tudo parar ouvir seus nomes nos meios de comunicação. Me dá a impressão de que é quase um estranho prazer aparecer. Não só a música, mas e todas as outras áreas e profissões, parecem necessitar de barraco/vexame para poder ter seu devido espaço da mídia. Fica famoso aquele quem mais apronta na semana, aquele que sempre dá uma bola fora. E o dom? E o talento? Onde ficam? Isso é que me preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainhas/deusas/divas da música vem e vão mensalmente. É como se fossem admitidas e depois desligadas da “empresa” mundial dos famosos, como se necessitassem urgentemente de caras novas para venderem cada vez mais. Quando a Britney Spears não está no auge de sua popularidade, é a Amy Winehouse que aprontou mais alguma, e então, ganha seu espaço. Acabam esquecendo, por vezes, o verdadeiro talento dessas pessoas. Sim, PESSOAS. Às vezes, também, nos esquecemos que os famosos são seres humanos como todos nós, de tanto que os endeusamos, colocando-os em um patamar maior. Tem como imaginar a Madonna cagando? Não. Imaginar o Chris Brown com remela nos olhos? Não. Imaginar a Amy Winehouse com bafo? Sim (mas ela é um caso á parte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lady Gaga surgiu quase que abruptamente. Pulou de trás de uma moita e gritou “Poker Face!”. E todas essas novidades sempre me deixam incrédulo. Não acredito no hype. O mercado fonográfico capitalista e avassalador é muito mais forte do que o talento propriamente dito, tanto que muitos músicos bons não têm seu devido reconhecimento, enquanto que outros, de qualidade inferior, estão estourando nas rádios com hits que servem apenas para nos deixar com dor de cabeça. A Lady Gaga me surpreendeu, em certo quesitos. Possui músicas extremamente dançantes, com letras não tão ruins, com refrãos que levantam defuntos, com um visual totalmente original (e esdrúxulo). Talvez ela (ou os empresários dela) soubera fazer da fama algo original, trazendo para suas músicas um leve gosto retrô, anos oitenta. Mas, como a perfeição não existe e nunca existirá, esta peculiar artista trouxe consigo um cheirinho de “Cheguei, mas logo vou embora”, um odor que a Britney não trouxe consigo, tanto que ela vive aparecendo e desaparecendo da mídia, como sinal de tevê ruim. Essas pessoas como Lady Gaga, Miley Cyrus, Jonas Brothers e Cia. são, pra mim, como fogo na palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o importante disso tudo é não nos deixarmos levar por rostos bonitos, nem por opiniões forçadas, nem por essas “ondas” de moda. Sou uma pessoa totalmente sem preconceitos musicais, ouço a David Bowie até Victor &amp;amp; Léo, e consigo me divertir ouvindo ambos. Qual som é melhor? Não sei. Pra mim, na verdade, tanto faz. Música não foi feita para ser classificada de melhor ou pior. Música é desejo, movimento, momento. Não temos que ter vergonha de baixar CDs da Whitney Houston nos dias depressivos e solitários, e não devemos nos envergonhar de bater pezinhos quando começa a tocar Calipso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é ouvir. Porque é pra isso que a música existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, falando em música,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;no meu outro blogue, Tropecei em uma Idéia!, tem a entrevista com uma banda mineira,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;chamada "Perereca Moon". Estão todos convidados à conhecer a banda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tropeceiemumaideia.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;http://tropeceiemumaideia.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1948871580543836966?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1948871580543836966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1948871580543836966&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1948871580543836966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1948871580543836966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/08/o-estranho-mundo-da-musica.html' title='O estranho mundo da Música'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/SnZw_RjXK0I/AAAAAAAAAh0/5zTqIDZuyQ8/s72-c/Lady-Gaga-music-12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-3656793308048121537</id><published>2009-07-31T06:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:50:49.031-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Twitter'/><title type='text'>140 caracteres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://mlfonseca.files.wordpress.com/2009/06/twitter.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; DISPLAY: block; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://mlfonseca.files.wordpress.com/2009/06/twitter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; A onda do&lt;em&gt; Twitter&lt;/em&gt; chegou. Não só chegou como molhou grande parte das pessoas. Posso até dizer que é uma "onda" que atingiu mais pessoas do que a gripe suína. Como toda nova ferramenta de relacionamento que surge, gosto de explorar todos os seus mecanismos e tentar fazer alguma coisa criativa.&lt;br /&gt;Com o Twitter não foi diferente.&lt;br /&gt;Me veio na cabeça a idéia de criar micro-contos, de no máximo cento e qüarenta caracteres (máximo de letras que podem ser digitadas em um tweet), e é com exclusividade que venho através deste post mostrar-lhe alguns de meus micro-contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs:&lt;/em&gt; é difícil você expressar uma idéia em 140 caracteres. Ainda prefiro escrever meus textos ultrapassando estas exigências, mas, claro, é uma ótima forma de treinar a escrita rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vão alguns micro-contos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"O rato sentiu o cheiro de queijo. Aproximou-se da comida, estava faminto. Então o gato pulou sobre ele. O gato não tinha mais fome".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"O peixe gostava de passear no mar. Ele se sentia livre para ir onde quisesse. Um dia conheceu um anzol. E depois virou sopa com atum".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Ele disse que amava Ana e queria se casar com ela. Foi para um bar, encheu a cara e fugiu com uma travesti. Viveu feliz para sempre". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Meu nome é João Pereira Júnior, tenho 57 anos. Faz duas horas que não fumo. Estou desesperado. Alguém tem isqueiro por aí, por gentileza?".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"O lobo mal não morreu. Gostou tanto de se vestir de vovózinha que decidiu não comer mais menininhas. Ficava de olho nos meninos da floresta".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"A mulher acordou brava, disse que odiava o marido e que queria se divorciar. O marido deu um cheque para a mulher. Ela disse que o amava". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S:&lt;/em&gt; quem quiser me seguir no Twitter (não vão perder muita coisa), procurem lá &lt;em&gt;@lefonsec&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-3656793308048121537?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/3656793308048121537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=3656793308048121537&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3656793308048121537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/3656793308048121537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/07/140-caracteres.html' title='140 caracteres'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1291936652649622173</id><published>2009-07-27T17:15:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T06:50:23.784-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Mundus Senectus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/media/Hitler.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; FLOAT: left; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/Hitler.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Eu trouxe os meus cadernos, livros e estojo para a sala, onde vovó estava sentada no sofá, com seus pequeninos olhos azuis fixados na tevê. Puxei a mesa para perto de mim, e iniciei minhas lições de História.&lt;br /&gt;- O mundo está perdido! – dizia vovó com seu sotaque alemão, erguendo os braços como se quisesse dar um abraço em Deus – Está perdido, está perdido!&lt;br /&gt;Olhei para a televisão, onde um repórter de cabelos lambidos apresentava os terrores que haviam ocorrido naquela semana em São Paulo. Segundo ele, duas crianças tinham sido atropeladas, uma quadrilha tinha sido presa e uma fábrica pegou fogo. E minha avó, tristonha, sussurrava para si mesmo que o fim do mundo estava próximo.&lt;br /&gt;- Selvagens! – dizia ela, cutucando meu braço, para que eu prestasse atenção às notícias, que agora mostravam dezenas de trio-elétricos coloridos invadindo a Avenida Paulista, em comemoração à tradicionalíssima Parada Gay – Imundos! Na minha época, meu filho, não era assim. As pessoas se respeitavam, sabia? Era tudo muito civilizado na Alemanha.&lt;br /&gt;- Vovó, em que ano a senhora nasceu?&lt;br /&gt;- Em mil... mil novecentos e trinta e nove – respondeu ela, quase que com orgulho.&lt;br /&gt;- Mas, vovó, nesta época, milhões de judeus morriam massacrados pelas mãos de Hitler, na Alemanha.&lt;br /&gt;- As pessoas se respeitavam!&lt;br /&gt;- Mas, vovó, imagine quantos seres humanos foram mortos, torturados e humilhados! E a senhora diz que o mundo hoje está pior?&lt;br /&gt;- Já para a cama, moleque! Você não entende nada do mundo. Está de castigo!&lt;br /&gt;- Mas vovó...&lt;br /&gt;- De castigo!&lt;br /&gt;Discutir com vovó é sempre algo muito arriscado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1291936652649622173?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1291936652649622173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1291936652649622173&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1291936652649622173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1291936652649622173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/07/mundus-senectus.html' title='Mundus Senectus'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-2583996370964167178</id><published>2009-07-23T21:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:50:06.932-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Os cabelos de Eva</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://searadecores.blogs.sapo.pt/arquivo/cabelos2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 211px; FLOAT: right; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://searadecores.blogs.sapo.pt/arquivo/cabelos2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;dedico este texto à Alessandra Caparroz.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eva se olhou no espelho por alguns instantes. Tocou seu próprio corpo, sentindo como se mãos estranhas a tocassem. Deslizou uma escova sobre os cabelos louros, sentindo um imenso vazio. Na verdade, pensou estar penteando os cabelos de outra mulher, e não os dela. Olhou para o relógio de pulso, estava em cima da hora, precisava trabalhar.&lt;br /&gt;Chegando ao local do trabalho, as pessoas a olhavam com um largo sorriso no rosto. Entre sussurros e burburinhos, ouvia elogios escondidos, até que uma de suas companheiras de trabalho dissera que a cor do seu novo cabelo dera-lhe certa vivacidade que não possuía com a cor dos cabelos antigos. Eva sorriu, constrangida, agradecendo o elogio, e entrou em sua sala. Não estava feliz.&lt;br /&gt;O chefe entrou em sua sala, segurando pilhas e pilhas de papéis para serem assinados. O velho a olhou por muito tempo, também elogiando a nova cor do cabelo, dizendo que estava muitíssimo bonita. “Você parece uma nova mulher”, dizia seguidamente, como se não acreditasse na mudança de sua funcionária.&lt;br /&gt;Eva voltou para casa, à noite, deu comida ao seu cão e tomou um banho, para relaxar do cansativo dia de trabalho. O espelho era como uma tortura. Eva tinha a forte sensação de estar olhando para outra mulher, alguém desconhecida. Era uma mulher bonita, sim. Mas não gostava dela.&lt;br /&gt;No dia seguinte, os funcionários da empresa olhavam Eva indiferente, até com certa pena. Sua colega de trabalho aconselhou-a a mudar de cabelo, pois não estava bonita. O chefe, que antes pensava em aumentar o salário de Eva, pensou duas vezes e voltou atrás. Trocava pouquíssimas palavras com ela. Eva olhava-se no espelho com alegria, sentindo um imenso prazer ao tocar os cabelos novamente castanhos. Podia sentir seu próprio cabelo. Podia sentir seu próprio corpo. Podia sentir-se.&lt;br /&gt;Estava plenamente feliz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-2583996370964167178?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/2583996370964167178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=2583996370964167178&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2583996370964167178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/2583996370964167178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/07/os-cabelos-de-eva.html' title='Os cabelos de Eva'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2828450065779984545.post-1988141638868734068</id><published>2009-07-22T22:34:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T06:49:49.870-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Início'/><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/93/237546059_2c495c1db1_o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; FLOAT: left; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/93/237546059_2c495c1db1_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Por gentileza, não reparem na bagunça.&lt;br /&gt;A Caixa Amarela ficou apertada demais, o aluguel estava atrasado, e não tive outra alternativa a não ser montar um novo blogue. Não liguem para o pó, nem para o cheiro de tinta, daqui alguns dias as coisas voltam à sua normalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para melhor me ajeitar, criei algumas espécies de "regras" que vou tentar seguir neste blogue. No antigo, Acaixamarela, eu fazia uma nova postagem de textos a cada dez comentários que os internautas faziam. Uma novidade é que não postarei apenas meus textos (contos, poesias, crônicas), e sim, alguns comentários sobre livros, CD's e filmes que apreciarei no decorrer do tempo. Eu creio que o blogue fica mais dinâmico, e não só um lugar empilhado de textos, textos e mais textos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, acho que é isso.&lt;br /&gt;Desculpe-me pelo transtorno,&lt;br /&gt;abraço a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: as pessoas que quiserem se voluntariar para ajudar na limpeza deste modesto e humilde blogue é só deixar o nome na recepção. Venham munidos de vassouras, pás e todo e qualquer tipo de produtos de limpeza.&lt;br /&gt;Obs: não serão dados nenhum tipo de gratificação (doces, lanches, dinheiro). A responsabilidade é toda do voluntário, eu não me responsabilizo por nenhum dano moral ou físico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2828450065779984545-1988141638868734068?l=verborragiaconveniente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/feeds/1988141638868734068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2828450065779984545&amp;postID=1988141638868734068&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1988141638868734068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2828450065779984545/posts/default/1988141638868734068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://verborragiaconveniente.blogspot.com/2009/07/post.html' title='Mudança'/><author><name>Leandro Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07604172510153313684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-e0jUEuONaY/S0A7Gasia8I/AAAAAAAAAnU/sdVr1uK0lXs/S220/lebonito.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry></feed>
